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TRIP LISTA | Obras que não deveriam ter tido continuação

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Watchmen / Doomsday Clock

Comparada ao “Cidadão Kane” dos quadrinhos, continuar essa história é um verdadeiro sacrilégio, que a DC resolveu cometer. A obra é completa em si mesma, escrita de forma magistral por um Alan Moore em seu auge criativo e ainda sem suas “birrinhas” (muitas delas justificáveis) com as grandes editoras.

“Doomsday Clock” (assim como a execrável e sem comentários “Before Watchmen”) é absolutamente dispensável, por puro desrespeito ao material que lhe deu origem. Tudo bem que as vendas estão lá em cima; afinal, naturalmente que os leitores mais novos – todos ávidos por novidades instantâneas – não têm nenhum compromisso afetivo com a obra oitentista. Mas a manobra é puramente comercial. Não acredito que haja algum escritor no mercado quadrinístico atual com capacidade de dar continuidade à profunda e única criação do mago inglês.

Blade Runner / Blade Runner 2049

Sem dúvida que Denis Villeneuve é um excelente diretor de cinema e se tinha alguém gabaritado para comandar uma sequência do cult movie “Blade Runner”, de 1982, era ele.

Mas, cá entre nós, por mais estilo, direção segura e excelentes efeitos visuais que essa nova obra tenha, é óbvio que a motivação para sua concepção não foi “artística”, mas exclusivamente “comercial”. Tanto que o final do novo filme abre escancaradamente as portas para outra continuação.

Os profundos questionamentos filosóficos do primeiro filme nem de perto surgem nesta nova obra, bem como a onipresente trilha sonora concebida pelo grego Vângelis. Hans Zimmer até tenta, mas sem sucesso, repetir o clima sonoro da trilha original. Melhor teria sido manter o final em aberto das 1.200 diferentes “versões do diretor” que chegaram a público desde então, ou até mesmo o inadequado final feliz exigido pelos produtores do filme de 1982, do que cometer essa dispensável sequência…

E o Vento Levou… / E o Vento Levou 2

Este é das antigas mas, qualquer cinéfilo, se não assistiu, pelo menos já ouviu falar na saga de Scarlett O’Hara (interpretada por Vivien Leigh) e Rhett Butler (Clark Gable) durante a Guerra Civil Norte Americana do século XIX.

Outra obra com final “em aberto” – numa belíssima cena em que a voluntariosa Scarlett, ao ser abandonada por um saturado Rhett, jura para si mesma que recuperará seu amor – “E O Vento Levou…” não ganhou nenhuma continuação por parte da autora do romance que gerou a película, Margaret Mitchell, por mais que os fãs tivessem implorado por isso.

Contudo, 45 anos após a morte da escritora, seus herdeiros (obviamente interessados em alguns milhões de dólares em direitos autorais) permitiram que a romancista, Alexandra Ripley, não apenas escrevesse uma continuação para a história, como também que a CBS produzisse uma minissérie televisa em que  mostraria a luta de Scarlett (vivida sem brilho por Joanne Whalley) para reconquistar Rhett Butler (interpretado pelo fraco ex-James Bond, Timothy Dalton). Todo o lirismo da obra de 1939 se perdeu numa continuação insossa, mal interpretada, com soluções fáceis e final meloso. Em resumo, completamente dispensável.

Crise Nas Infinitas Terras / Crise Infinita

Inegavelmente, Geoff Johns é um gênio dos quadrinhos atuais. Sua contribuição para a DC, em heróis e sagas como “Flash Point”, na Tropa dos Lanternas Verdes e Liga da Justiça produziu, sem dúvida, várias histórias em quadrinhos memoráveis na contemporaneidade. Contudo, mesmo os gênios erram…

E o grande erro de Geoff Johns – talvez por arrogância – certamente foi a concepção e desenvolvimento de “Crise Infinita”, continuação sem brilho de “Crise nas Infinitas Terras”.


Enquanto na série de 1986 – divisor de águas nas histórias em quadrinhos mainstream – cada morte – mesmo de personagens menores – era devidamente sentida e lamentada, num enredo respeitoso e extremamente bem amarrado, a sequência concebida por Johns em 2005-2006 se resumia a uma série de mortes sem sentido, numa carnificina gratuita, oriunda de um Superboy malucão. Incomodou bastante também a mudança de premissas e de concepção de personagens que, na série oitentista, eram capazes de sacrifícios pessoais pelo bem maior da coletividade e que, na continuação dos anos 2000, tornar-se-iam vilões sanguinários e com motivação questionável (Coringa como paladino da justiça foi a coroação dos equívocos da saga).

Splash – Uma Sereia em Minha Vida / Madison, A Sereia

Antes de Tom Hanks ser uma superestrela, ganhador de dois Oscar’s, ele deu vida a alguns personagens menores, mas mesmo assim memoráveis. Entre estes se destaca o deslocado Allan Bauer do filme “Splash – Uma Sereia em Minha Vida”, que possui a curiosidade de ter sido uma das primeiras produções “adultas” dos estúdios Disney (com direito a cenas de nudez da sereia Madison, interpretada pela belíssima Daryl Hannah; piadas sujas e muitas referências sexuais).

O filme – lançado em 1984 –acabou se mostrando um belo exemplar de uma obra original, corajosa e extremamente divertida, tornando-se um clássico teen absoluto. Mas não é que, em 1988, Hollywood resolveu apresentar uma continuação tosca e absolutamente dispensável do filme de 1984? Pois é! Surge esse pavoroso “Madison, A Sereira”, que além de desconstruir totalmente as premissas que o filme original havia estabelecido, ainda não conta com os carismáticos atores da primeira obra e – como feito direto para a televisão – elimina todo a malícia e conteúdo mais “maduro” da produção, que era o que conferia um charme especial a “Splash…”.

Star Wars / Nova Trilogia Star Wars

Bom, nessa aqui sei que corro o risco de ser apedrejado em praça pública, mas, vamos lá. Não é que os episódios VII, VIII e XIX de “Star Wars” sejam ruins. Não! Muito antes pelo contrário! São filmes muito bons, muito bem produzidos, modernos, com ótimos personagens e efeitos especiais, além de extremamente reverentes à primeira trilogia (episódios IV, V e VI).

Mas, o problema é justamente esse: talvez a nova trilogia seja reverente demais a “Uma Nova Esperança”, “O Império Contra-ataca” e “O Retorno de Jedi”. Tira-se uma Estrela da Morte e coloca-se um “planeta da morte”; Han Solo volta a ser um mercenário, trambiqueiro e contrabandista intergalático; sai R2D2 e entra BB8 precisando salvaguardar um segredo importante para as forças rebeldes; se não há mais um velho Jedi escondido como Obi-Wan Kenobi, agora temos o velho Jedi, Luke Skywalker, fugido da civilização…

Sem falar que tudo pelo que os rebeldes lutaram na primeira trilogia foi por água abaixo. Claro que não vou perder nenhum filme da série que for produzido, enquanto estiver vivo. Mas que às vezes penso que essa trilogia não tem apresentado nada de muito novo. Ah isso (mesmo que escondidinho) é o que eu penso…

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Sou um quarentão apaixonado pela cultura pop em geral. Adoro quadrinhos, filmes, séries, bons livros e música de qualidade. Pai de um lindo casal de filhos e ainda encantado por minha esposa, com quem já vivo há 19 bons anos, trabalho como Oficial de Justiça do TJMG, num país ainda repleto de injustiças. E creio na educação e na cultura como "salvação" para nossa sociedade!!

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