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Papo de Cinema

PAPO DE CINEMA | Todos os Filmes do Presidente!

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Política não se discute? Para a indústria do cinema tanto se discute, como se fazem muitos (e alguns ótimos) filmes sobre a vida e a carreira política de diversos líderes mundiais.

LINCOLN (2012)

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Daniel Day-Lewis e Sally Field como o Casal Lincoln

O épico de Steven Spielberg sobre um dos mais importantes presidentes norte-americanos agradou em cheio o público e a crítica. O momento mais dramático da história dos Estados Unidos (a abolição da escravidão e a Guerra Civil) tem seus bastidores desnudados pelos cineasta que apresenta Lincoln não apenas como um grade líder, mas como alguém capaz de atitudes moralmente duvidosas para conseguir algo que julga ser bom para o país. Destaque ainda pela brilhante atuação de Daniel Day Lewis (que lhe rendeu o Ocar de melhor atuação) que praticamente reencarnou o presidente, apoiado nas igualmente excelentes performances de Sally Field e Tommy Lee Jones.

A DAMA DE FERRO (The Iron Lady – 2011)

Meryl Streep

Claro que a cinebiografia de uma das mais controversas lideres mundiais seria igualmente controversa. O filme dividiu bastante as opiniões, uns acusando de ter aliviado a imagem da Baronesa, outros usando o filme como um verdadeiro memorial. Verdade seja dita, o filme tem um tom panfletário e emotivo demais, que reduz sua importância como retrato histórico. O único ponto de consenso no filme é a soberba atuação de Meryl Streep, que assume a difícil tarefa de encarnar um raro personagem histórico ainda vivo, e em diferentes momentos de sua vida, desde o auge do poder à decadência cruel do Alzheimer. Só esta interpretação já vale o filme.

FROST / NIXON (2008)

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Michael Sheen e Frank Langella (com dedo em riste)

Richard Nixon é provavelmente o presidente norte-americano que mais evoca sentimentos negativos. É também o responsável por fazer a palavra impeachement se tornar popular no mundo todo, e transformar o sufixo “gate” em sinônimo de escândalo. O filme retrata Nixon, vivido de forma magistral por Frank Langella, na icônica entrevista ao jornalista britânico David Frost (Michael Sheen). Langella consegue transpor para a tela toda a prepotência de um Nixon que se mostrava acima de todos, mas também, todo seu descontrole quando finalmente assume que realmente foi o responsável pelo escândalos que abalou os Estados Unidos e o transformou no primeiro presidente americano que renunciou ao cargo.

A RAINHA (The Queen – 2006)

Michael Sheen beija a mão da “rainha” Hellen Miren

O filme é sobre Elizabeth II, porém quem ganha destaque é o Primeiro Ministro Tony Blair, vivido aqui por Michael Sheen. A história mostra como, nos bastidores, o recém-empossado Blair desafia a tradição e o peso da monarquia britânica e se firma como um líder de fato, ao ditar como a Família Real teve que lidar com sua maior crise recente, a morte de Lady Diana Spencer. Sheen está incrível como o premiê, mas infelizmente teve seu brilho ofuscado pela interpretação da vida de Hellen Miren.

W. (2008)

Josh Brolin como o impopular George W Bush

Josh Brolin tem a ingrata missão de levar às telas a visão sempre polêmica de Oliver Stone sobre a política americana, e retratar o talvez mais impopular presidente da História recente dos Estados Unidos. W. faz uma visão amarga sobre o governo de George W. Bush, e em muitas vezes caricatural. Poderia ser muito maior e mais relevante do que infelizmente foi. Na obra podemos ver também o veterano James Cromwell, que interpretou Bush pai, também presidente do país

MICHELLE E OBAMA (Southside with You  – 2016)

Tika Sumpter e Parker Sawyers

Em 2016, uma obra despretensiosa e bem oportunista, retratou o primeiro presidente negro dos EUA, Barack Obama abordando sua vida e de sua esposa Michelle Obama, antes de serem o casal mais famoso do mundo. Filme claramente favorável ao presidente, não levanta grandes questionamentos políticos e pode tranquilamente ser visto como uma comédia romântica.

O MORDOMO DA CASA BRANCA (The Butler – 2013)

Cinco Presidentes em um filme!

Aqui temos uma verdadeira overdose de presidentes americanos no cinema. A obra que acompanha a trajetória de Cecil Gaines, que foi mordomo dos presidentes americanos de 1952 até sua aposentadoria em 1986. Embora o foco da obra seja a vida do mordomo, podemos ver em tela todos os presidentes do período, como Nixon (John Cusack), Robin Williams como Dwight D. Eisenhower, , James Marsden como John F. Kennedy, Alan Rickman como Ronald Reagan e até mesmo o Liev “Dentes de Sabre” Schreiber como Lyndon Johnson.

GETÚLIO (2014)

O momento mais trágico e polêmico da presidência da República Brasileira também foi levado várias vezes às telas. Na mais nova incursão pelas telas, o ator de novelas Tony Ramos tem a incumbência de reviver os tribulados dias que precederam o suicídio do presidente Vargas. O filme fica no melodrama e não se aprofunda no caso, claramente demonstrando a escolha de um lado.

LULA, o filho do Brasil (2009)

Glória Pires e Rui Ricardo Diaz são mãe e filho no filme.

Com uma história feita sobre medida para o cinema, a infância, vida adulta e início na carreira política do Presidente Lula foi levada às telas em um momento equivocado. E a história se perde justamente por tentar romantizar demais, transformando o ainda menino Luis Inácio em um “chose one”. Interpretação, roteiro e trilha sonora feitas exclusivamente para tentar emocionar. Uma obra equivocada, onde a única coisa que salva é a interpretação de Glória Pires.

INVICTUS (2009)

Morgan “Madiba” Freeman ( e não, eles não são gêmeos!)

Só Clint Eastwood poderia fazer uma cinebiografia de Mandela sem cair no lugar comum de endeusar Mandela. Que ele foi um líder mundial incontestável, isso é inegável. Mas também era um ser humano factível de erros, escolhas equivocadas e problemas pessoais que interferiam em seu estilo de trabalho. Aliado à um roteiro brilhante e uma direção impecável, temos a atuação gigante de Morgan Freeman, que o faz realmente ser confundido com o real Mandela, morto em 2010. Uma obra imperdível para quem gosta de bom cinema.

Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas "Vale a Maratona" e "Papo de Cinema".

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