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Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | Fringe – uma série para pensar!

João Paulo Rocha

Publicado

em

Saindo um pouco do mundo do cinema, a coluna desta semana quer dar uma dica de uma série que foi exibida pela FOX de 2008 a 2013: FRINGE.

Quando a série, produzida por J. J. Abrams, teve seu piloto exibido, meio na esteira de Lost (com acidente de avião e tudo), meu sentido me fez perceber que estava diante de uma coisa completamente nova e que poderia render uma jornada interessante.

Resultado de imagem para pilot fringeO piloto já joga na sua cara tudo o que a série vai apresentar. Se prestar bem atenção, as linhas mestras de toda a série já estão lá.


Resultado de imagem para pilot fringeA interação entre Olivia Dunhan (Ana Torv) e Peter Bishop (Joshua Jackson, de Segundas Intenções) tem início em sua busca por repostas sobre o acidente de avião que abre a série e os acontecimentos estranhos que dão sequência a este, e que somente Walter Bishop (o brilhante John Noble, de Senhor Anéis), pai de Peter, possui. Este oscila entre a loucura completa e a genialidade absurda e será tutelado pela agente Astrid ao longo da série.

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Infelizmente, o que se segue ao espetacular piloto são as sequências de episódios fracos e cansativos que fez com que muita gente desistisse da série, e ela quase foi cancelada ao fim do seu primeiro ano.

Mas, na segunda metade do primeiro ano da série, as histórias intrigantes e o extremo carisma de seus personagens seguraram as pontas e fizeram a Fox bancar a continuação.

E que satisfação foi ter passado pela prova de fogo que foi aquela primeira temporada. Se não tivesse resistido e continuado a jornada junto à Olivia, Peter, Walter, Astrid e Gene, teria perdido a oportunidade de viver umas das experiências televisivas mais deliciosamente intrigante e intensa que a ficção científica pôde me oferecer nos últimos tempos.

A série, com sua estrutura inicial de “caso da semana”, alinhavava em sua trama uma mitologia central como em Arquivo X, mas se na cultuada aventura de Mulder e Scully o mote eram os seres extraterrestres, aqui o lance eram os limites da ciência. Os casos, por mais espetaculares que fossem, sempre tinha uma tentativa de manter um pé no mínimo teoricamente possível cientificamente.

Viagem no tempo, projeção astral, comunicação com os mortos, transmutação, universos paralelos, controle mental, experimentos com drogas em crianças, ilusões coletivas, armas químicas, biológicas e psicológicas e mais tudo que as mentes criadoras da ficção cientifica podem imaginar deram às caras de maneira orgânica e bem amarradas, sempre fazendo a história central evoluirResultado de imagem para nina sharp e broyles

No entanto, uma trama de ficção cientifica por si só teria dificuldade em manter o interesse por 5 temporadas, se não fosse o carisma e a força dos personagens (além dos já citado, ainda o capitão Phillip Broyles  (Lance Reddick) e a ambígua e moralmente duvidosa Nina Sharp (Blair Brown) e a coesão interna de sua história.

Se a badalada Lost e a veterana Arquivo X,  foram as séries que plantaram mais segredos e teorias na cabeça dos fãs, deixaram também o exemplo de que apenas mistérios não bastam (que o diga a precocemente cancelada Flashforward). A história, mesmo que dentro de sua lógica, precisa resolver de maneira coerente estes mistérios.

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E Fringe consegue manter uma coerência narrativa ao longo de seus 5 anos, em que a linha traçada no primeiro episódio (o passado de Olivia com o misterioso Willian Bell (Leonard Nimoy, em um de seu Resultado de imagem para olivia e william bellúltimo papel na TV), e a conflituosa relação de Peter com seu pai Walter) é a que vai conduzir a trama toda a seu ápice.

Diferente de Lost, a série parou no momento certo, conseguindo amarrar pontas e resolver questões que apareceram na primeira temporada, e que foram ganhando força, como foi o caso dos observadores (
que aparecem desde o piloto). Além disso, casos aparentemente irrelevantes, ao longo das temporadas, tiveram papel decisivo na temporada final e na conclusão da saga, no espetacular season finale.

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É uma série fácil? Não. Demanda de uma dose de boa vontade para ultrapassar a barreira da primeira metade da temporada inicial, e de comprar as ideias do mundo pseudocientífico apresentado. Contudo, quando os personagens cativarem seu coração, você irá querer muito acompanhá-los em sua jornada pelos mundos, e será doloroso dizer adeus, de uma forma tão bela e emocionante, quando chegar ao emocionante final
.

Se você procura uma boa série de ficção científica, dê uma chance à Fringe. Com certeza você será recompensado com uma tulipa branca!

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NOTA PARA A PRODUÇÃO:

Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas "Vale a Maratona" e "Papo de Cinema".

Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | Club de Cuervos, que tal juntar as duas paixões, futebol e série?

Jr Costa

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em

Estamos no País do futebol, que tal uma série explorando os bastidores de um clube? 

É uma das propostas de Club de Cuervos, série mexicana da Netflix que estreou em 2015, retratando o por trás das cortinas de um problemático clube de futebol e já está na sua terceira temporada.

O clube é o mediano Cuervos de Nuevo Toledo F.C, que encontra no apoio local de sua torcida e na sagacidade do seu presidente Salvador Iglesias as suas maiores forças. Ele que é considerado um herói local pelo fato de ter diversos investimentos pela cidade e pelo feito da compra do clube e de levá-lo a primeira divisão em apenas 3 anos.

Mas o amado presidente morre após uma parada cardíaca e o clube cai nas mãos de seus dois filhos, o irresponsável Salvador “Chava” Iglesias Júnior (bem interpretado por Luis Gerardo Méndez) e a metódica e rígida Isabel Iglesias (Mariana Treviño). Daí inicia-se uma disputa acirrada sem regras ou ética pela cadeira presidencial.

Os mexicanos são famosos por suas novelas e dramalhões, mas suas comédias dramáticas tem ganhado cada vez mais notoriedade e a Netflix enxergou bem isso e tem investido em várias produções em seu catálogo, e aqui acerta em cheio. A escalação do elenco é muito boa, as reviravoltas, o timing cômico, as propostas dramáticas, é tudo bem afinado.

Outro ponto positivo é que a série não fica refém dos acontecimentos em relação ao clube, há vários temas e personagens interessantes que rendem bem e a forma como tudo e todos são distribuídos é show de bola! É atrativo também que no inicio de cada episódio, uma frase do meio futebolístico é colocada e a sua abertura é contagiante e transmite a sensação de um pré-jogo, sensacional!

A segunda temporada mantém o ritmo da ótima primeira temporada, e se na primeira temporada Chava brilha mais, na segunda Isabel é a estrela maior. Mariana Treviño dá um show em seu papel, ela nos cativa e conquista, e ficamos apreensivos com seus tantos dramas e desafios. Ela enfrenta e derruba vários tabus enquanto ainda vive a rixa com Chava seu irmão.

A terceira temporada é corajosa, se arrisca mais na parte política, abre mão de alguns personagens e se mantém interessante, mas não tão brilhante como as duas anteriores. Uma inovação que nos é apresentada aqui são os flashbacks sobre Salvador Iglesias, que desenterra alguma fantasmas do passado e nos mostra como foi sua escalada de sucesso.

Club de Cuervos é uma série ágil, de diálogos afiados, boas reviravoltas, divertida e com um elenco no ponto exato e ainda por cima com a temática futebol, Vale a Maratona?

Claro, agora é só aproveitar a dica e correr pro abraço, digo, para a Maratona.

Nota para a série: 4.5 / 5 

BORUTO: NARUTO NEXT GENERATIONS | Reveladas prévia e spoilers do episódio 47

 

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VALE A MARATONA? | The Good Place

Jr Costa

Publicado

em

 

The Good Place, a série da Netflix que chegou ao fim da sua segunda temporada é um mar de criatividade. Impressiona como a complexidade do “bom lugar” pode ser divertida, numa trama que vai ficando cada vez mais espremida, e as saídas são sempre algo que não se espera. É uma série que sai do lugar comum e até agora não se acomodou, pelo contrário, arrisca-se e reinventa-se o tempo todo.

Criada por Michael Schur (The Office, Parks And Recreation) a série tem a ótima Kristen Bell (Veronica Mars), no papel de Eleanor Shellstrop, que após morrer de maneira estranha e até vergonhosa, é recepcionada por Michael (Ted Danson), o líder e arquiteto do “Bom Lugar”.

Muito elogiada pela sua honrada vida na Terra, e feitos humanitários, Eleanor é recebida com bastante alegria, mas…bem, as coisas não são o que parecem, aliás nada é o que parece e explicar mais que isso é risco de Spoiler.

A série brinca com Paraíso e Inferno, com a questão das boas e más ações e suas consequências vindouras, e com muita criatividade sem cair em momento algum na mesmice. O fato de cada temporada ser curta e dos episódios serem de apenas 22 minutos em média, deixa tudo rápido e ágil, mas sem afobação.

Ted Danson está divertidíssimo, as cenas com ele sempre rendem bem, ele nos cativa. Tanto que Danson faturou o Critics’ Choice Awards 2018 na categoria de Melhor Ator em Série de Comédia, prêmio merecidíssimo.

Mas tão interessante quanto ele é Janet (D’Arcy Carden), uma espécie de inteligência artificial possuidora de todo o conhecimento da terra com poderes quase ilimitados e onipresença e que é a assistente de Michael, é uma das melhores coisas da série. Sua interpretação vai evoluindo e ela aos poucos vai ganhando mais espaço e atenção à ponto de muitas vezes roubar a cena.

Aliás esse é o ponto forte da série, a evolução de seus personagens somado com a criatividade da história que também evolui e surpreende o tempo todo, principalmente no fim da primeira temporada. Competentemente os episódios nos prendem ao próximo e quase automaticamente maratonamos a série.

The Good Place é inovadora, criativa e divertida, tem um elenco afinado que se desenvolve bem numa trama inteligente. As duas temporadas da série estão disponíveis na Netflix, e a terceira já foi encomendada e contará com 13 episódios.

E sim, Vale a Maratona.

Nota para a série: 5 / 5 

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VALE A MARATONA? | River

João Paulo Rocha

Publicado

em

Se existe uma categoria de séries que podemos dizer que a TV nunca se cansa são as séries de investigação. Mas como se sobressair em uma categoria no limite da saturação?

A minissérie britânica River tem como diferencial brincar com uma questão interessante: o detetive John River (o excelente ator sueco Stellan Skarsgård) realmente vê e fala com os mortos ou tudo é fruto de sua mente perturbada?

 Ao longo dos 6 episódios, acompanhamos River em sua investigação para solucionar o assassinato de sua parceira Stevie (Nicola Walker), assassinada com um tiro na cabeça, onde a única pista disponível é um vídeo do crime e o carro utilizado pelo assassino. River encara uma cruzada pessoal em busca do suspeito, e ao longo de sua investigação vai mergulhando em um mundo de corrupção e intimidação, e revelando segredos que talvez ele seria mais feliz em não saber.

Se não bastasse seus problemas no trabalho, sua vida está uma completa bagunça, e ele tenta salvar seu casamento falido com terapia de casal, ao mesmo tempo em que se entrega em uma relação sadomasoquista com sua amante de longa data.

Durante a investigação, o detetive é atormentado pelos fantasmas (ou alucinações) da própria Stevie e de pessoas que morrem durante o processo. A série nunca deixa claro o que são estas visões, o que cria uma ambiguidade interessante no personagem, nos fazendo duvidar de sua sanidade, ao mesmo tempo que criamos empatia com ele por seu sofrimento (claro que ajuda e muito a atuação competente de Skarsgård).

A solução do conflito é inesperada e surpreendente, mas muito bem amarrada e construída, condizente com toda a trama desenvolvida ao longo da série, e o final absurdamente satisfatório e que encerra em alto estilo uma série com uma proposta simples e um resultado incrível.

 Nota para a 4ª Temporada: 4,5/ 5

 

Emissora original:  BBC One

Transmissão original: 13 de outubro de 2015

N.º de temporadas: 1

N.º de episódios: 6

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM


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