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Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | Heroes: ver ou não?

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Resultado de imagem para claire bennetEra o ano de 2006. Foi uma revolução na TV, onde o que tínhamos de séries de heróis era a intragável e irreal Smallville!

Quando Calire Benet (Hayden Panettiere) se joga do alto de uma construção, somente para levantar depois, empurrar o braço quebrado no lugar e se regenerar… aquilo era inovador demais na TV.

Imagem relacionadaAi vem Niki Sanders (Ali Larter), uma mãe de família que ganha o sustento fazendo strip-tease pela internet, e seu reflexo super forte é Jessica; a artista que consegue pintar o futuro somente quando usa a heroína e o vilão que abre as cabeças para devorar (pelo menos era isso que pensávamos) poderes dos especiais. Ah, e ainda tinha o Hiro (Yatah!).

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Heroes foi uma grata surpresa, em uma época em que os quadrinhos não tinham toda essa força no cinema atualmente, menos ainda na TV. E ela ainda vem com a proposta de questionar como super seres seriam recebidos em um mundo real. Os personagens não eram perfeitos, tinham seus problemas, suas motivações e seus conflitos interiores.

Resultado de imagem para peter e hiro do futuroQuando a série chega ao seu episódio 20 da primeira temporada (‘Five Years Gone’), o nível foi elevado ao máximo visto na TV até aquela época. Um mundo sombrio, destruído, sem esperanças. Peter que era o herói se torna um vilão sombrio e responsável pela destruição de Nova York. Até o Micah morre, corrompendo a premissa clássica de que criança não morre! 

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Mas a história termina, com aquele último episódio anticlímax. Poderia ter terminado ai, seria legal, bonito. Mesmo que se a história terminasse sem um final, aceitaríamos.

Enfim, veio a segunda temporada: Hiro no Japão; Peter na Escócia; todo personagem do nada recebia poderes, ninguém morria ou permanecia morto. E quando alguém morria o ator voltava em outro personagem.

A série surta! Vilões extremamente perigosos acabam do nada, histórias são terminadas abruptamente, personagens são esquecidos…

Claro, não vamos cobrar realismo em uma série onde personagens tem superpoderes. Isso aceitamos de boa, afinal estamos falando de ficção. Mas mesmo uma obra de ficção precisa ser fiel à sua realidade. Quando se estabelece que o futuro não é mutável (lá na primeira temporada), do nada o futuro muda. Mas depois se estabelece novamente que o futuro não pode mais mudar (ou seja, só muda ou é imutável quando interessa aos roteiristas preguiçosos!).

Entre um pedido e outro de desculpas dos criadores, a série se arrasta em uma terceira temporada sofrível e chega em sua quarta temporada, e o vilão principal com o poder de enterrar as coisas parece funcionar com a série: ela afunda!

Os fãs em debandada, as críticas correndo solta, e nem mesmo assim os criadores tiveram coragem de dar um final digno, terminando a série com um gancho preguiçoso para uma quinta temporada que nunca viu a luz do dia.

Vale uma maratona? Gostaria muito de dizer que sim. Mas não! Heroes teve o incrível poder de frustrar aos fãs. Ela te alimenta de esperanças com uma primeira temporada quase irretocável (até o penúltimo episódio) e depois se arrasta usando apenas a sua fama e seus fãs para se manter. E o ápice da cara de pau dos produtores foi tentar trazer a série de volta à vida em Heroes Reborn (abortada já na primeira temporada). Uma pena!

NOTA PARA A SÉRIE: 2 / 5

(só pela primeira temporada!)

Emissora de televisão: NBC

 Transmissão original  25 de setembro de 2006 – 8 de fevereiro de 2010 

N.º de temporadas 4

N.º de episódios 79

DISPONÍVEL NA NETFLIX? NÃO

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Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas "Vale a Maratona" e "Papo de Cinema".

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