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Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | O Nevoeiro – a nova aposta da Netflix

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Resultado de imagem para o nevoeiroO Nevoeiro, filme de 2007, é um grata surpresa. Totalmente despretensioso, a trama do pai de família que faz de tudo para salvar o filho enquanto a cidade é tomada por um estranho nevoeiro, onde criaturas sinistras se escondem, ao mesmo tempo em que precisa lutar contra a loucura que toma conta do supermercado onde se encontram. O encerramento, corajoso e cruel, funciona como um soco na boca de quem esperava um final feliz. Enfim, um ótimo filme, com seus defeitos claro, mas ainda sim uma obra de suspense psicológico acima da média.

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Resultado de imagem para o nevoeiroEis que 10 anos depois a Netflix resolve trazer de volta às telas, desta vez em forma de série, esta releitura do conto de Sthephen King.

O pano de fundo da história é exatamente a mesma do filme: em uma pequena cidade, um estranho nevoeiro toma conta de tudo. Porém, a série se distancia do livro, e do filme, e procura dar um tom mais pessoal e desenvolver um pouco os personagens que serão o núcleo central da historia. A família do escritor Kevin, sua esposa, a professora que questiona os valores locais chamada Eve, e a filha de ambos, Alex, a adolescente apaixonada pelo astro do time de futebol americano. Um evento traumático em uma festa envolvendo a filha, o seu amigo gay Adrian e Bryan, o jogador em questão, será o motivo deste núcleo se separar no início da crise, e a partir de então iremos acompanha a saga deles para se reunirem e sobreviverem ao nevoeiro.

Da mesma forma que o filme, a série aborda a questão religiosa e o perigo do medo aliado ao fanatismo religioso. Mas como estamos falando de uma série de 10 episódio e não apenas de um filme de 126 minutos, os motivos são melhor explorados. O embate entre a deísta Nathalie e o padre católico Romanov, culminando em um dos momentos mais interessantes da série, e as crises entre os refugiados no shopping, são em certo ponto compreensíveis dentro das circunstâncias.

Uma diferença grande entre as duas obras é a natureza do nevoeiro. No filme temos a presença de criaturas que são as responsáveis pelos ataques e mortes. Na série, a coisa é bem mais psicológica, e que tem relação direta com o medo e a história de cada personagem, o que acaba afetando a sanidade de cada um e de uma maneira bem diferente. Além disso, os próprios seres humanos acabam sendo um perigo para os outros, uma vez que confinados em uma situação de perigo, afloram seu lado mais negativo e sombrio.

Com personagens com histórias e desenvolvimentos interessantes, o Nevoeiro não poupa em violência gráfica e mortes chocantes, mas não é apenas isso. O interessante é acompanhar a revelação de quem realmente é cada um dos personagens. Ao longo da série, vamos ver realmente quem são cada um e quais suas verdadeiras motivações.

O interessante é o gancho no final, nos deixa angustiados para entender o que significa tudo aquilo, e quem é o real responsável pelo nevoeiro. Uma série para dar uma chance e ter bons momentos de diversão.

 

NOTA PARA A SÉRIE: 3 / 5

Emissora: NETFLIX
Transmissão original Agosto de 2017
N.º de temporadas 1
N.º de episódios 10

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM

Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas "Vale a Maratona" e "Papo de Cinema".

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VALE A MARATONA? | Club de Cuervos, que tal juntar as duas paixões, futebol e série?

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Estamos no País do futebol, que tal uma série explorando os bastidores de um clube? 

É uma das propostas de Club de Cuervos, série mexicana da Netflix que estreou em 2015, retratando o por trás das cortinas de um problemático clube de futebol e já está na sua terceira temporada.

O clube é o mediano Cuervos de Nuevo Toledo F.C, que encontra no apoio local de sua torcida e na sagacidade do seu presidente Salvador Iglesias as suas maiores forças. Ele que é considerado um herói local pelo fato de ter diversos investimentos pela cidade e pelo feito da compra do clube e de levá-lo a primeira divisão em apenas 3 anos.

Mas o amado presidente morre após uma parada cardíaca e o clube cai nas mãos de seus dois filhos, o irresponsável Salvador “Chava” Iglesias Júnior (bem interpretado por Luis Gerardo Méndez) e a metódica e rígida Isabel Iglesias (Mariana Treviño). Daí inicia-se uma disputa acirrada sem regras ou ética pela cadeira presidencial.

Os mexicanos são famosos por suas novelas e dramalhões, mas suas comédias dramáticas tem ganhado cada vez mais notoriedade e a Netflix enxergou bem isso e tem investido em várias produções em seu catálogo, e aqui acerta em cheio. A escalação do elenco é muito boa, as reviravoltas, o timing cômico, as propostas dramáticas, é tudo bem afinado.

Outro ponto positivo é que a série não fica refém dos acontecimentos em relação ao clube, há vários temas e personagens interessantes que rendem bem e a forma como tudo e todos são distribuídos é show de bola! É atrativo também que no inicio de cada episódio, uma frase do meio futebolístico é colocada e a sua abertura é contagiante e transmite a sensação de um pré-jogo, sensacional!

A segunda temporada mantém o ritmo da ótima primeira temporada, e se na primeira temporada Chava brilha mais, na segunda Isabel é a estrela maior. Mariana Treviño dá um show em seu papel, ela nos cativa e conquista, e ficamos apreensivos com seus tantos dramas e desafios. Ela enfrenta e derruba vários tabus enquanto ainda vive a rixa com Chava seu irmão.

A terceira temporada é corajosa, se arrisca mais na parte política, abre mão de alguns personagens e se mantém interessante, mas não tão brilhante como as duas anteriores. Uma inovação que nos é apresentada aqui são os flashbacks sobre Salvador Iglesias, que desenterra alguma fantasmas do passado e nos mostra como foi sua escalada de sucesso.

Club de Cuervos é uma série ágil, de diálogos afiados, boas reviravoltas, divertida e com um elenco no ponto exato e ainda por cima com a temática futebol, Vale a Maratona?

Claro, agora é só aproveitar a dica e correr pro abraço, digo, para a Maratona.

Nota para a série: 4.5 / 5 

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VALE A MARATONA? | The Good Place

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The Good Place, a série da Netflix que chegou ao fim da sua segunda temporada é um mar de criatividade. Impressiona como a complexidade do “bom lugar” pode ser divertida, numa trama que vai ficando cada vez mais espremida, e as saídas são sempre algo que não se espera. É uma série que sai do lugar comum e até agora não se acomodou, pelo contrário, arrisca-se e reinventa-se o tempo todo.

Criada por Michael Schur (The Office, Parks And Recreation) a série tem a ótima Kristen Bell (Veronica Mars), no papel de Eleanor Shellstrop, que após morrer de maneira estranha e até vergonhosa, é recepcionada por Michael (Ted Danson), o líder e arquiteto do “Bom Lugar”.

Muito elogiada pela sua honrada vida na Terra, e feitos humanitários, Eleanor é recebida com bastante alegria, mas…bem, as coisas não são o que parecem, aliás nada é o que parece e explicar mais que isso é risco de Spoiler.

A série brinca com Paraíso e Inferno, com a questão das boas e más ações e suas consequências vindouras, e com muita criatividade sem cair em momento algum na mesmice. O fato de cada temporada ser curta e dos episódios serem de apenas 22 minutos em média, deixa tudo rápido e ágil, mas sem afobação.

Ted Danson está divertidíssimo, as cenas com ele sempre rendem bem, ele nos cativa. Tanto que Danson faturou o Critics’ Choice Awards 2018 na categoria de Melhor Ator em Série de Comédia, prêmio merecidíssimo.

Mas tão interessante quanto ele é Janet (D’Arcy Carden), uma espécie de inteligência artificial possuidora de todo o conhecimento da terra com poderes quase ilimitados e onipresença e que é a assistente de Michael, é uma das melhores coisas da série. Sua interpretação vai evoluindo e ela aos poucos vai ganhando mais espaço e atenção à ponto de muitas vezes roubar a cena.

Aliás esse é o ponto forte da série, a evolução de seus personagens somado com a criatividade da história que também evolui e surpreende o tempo todo, principalmente no fim da primeira temporada. Competentemente os episódios nos prendem ao próximo e quase automaticamente maratonamos a série.

The Good Place é inovadora, criativa e divertida, tem um elenco afinado que se desenvolve bem numa trama inteligente. As duas temporadas da série estão disponíveis na Netflix, e a terceira já foi encomendada e contará com 13 episódios.

E sim, Vale a Maratona.

Nota para a série: 5 / 5 

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VALE A MARATONA? | River

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Se existe uma categoria de séries que podemos dizer que a TV nunca se cansa são as séries de investigação. Mas como se sobressair em uma categoria no limite da saturação?

A minissérie britânica River tem como diferencial brincar com uma questão interessante: o detetive John River (o excelente ator sueco Stellan Skarsgård) realmente vê e fala com os mortos ou tudo é fruto de sua mente perturbada?

 Ao longo dos 6 episódios, acompanhamos River em sua investigação para solucionar o assassinato de sua parceira Stevie (Nicola Walker), assassinada com um tiro na cabeça, onde a única pista disponível é um vídeo do crime e o carro utilizado pelo assassino. River encara uma cruzada pessoal em busca do suspeito, e ao longo de sua investigação vai mergulhando em um mundo de corrupção e intimidação, e revelando segredos que talvez ele seria mais feliz em não saber.

Se não bastasse seus problemas no trabalho, sua vida está uma completa bagunça, e ele tenta salvar seu casamento falido com terapia de casal, ao mesmo tempo em que se entrega em uma relação sadomasoquista com sua amante de longa data.

Durante a investigação, o detetive é atormentado pelos fantasmas (ou alucinações) da própria Stevie e de pessoas que morrem durante o processo. A série nunca deixa claro o que são estas visões, o que cria uma ambiguidade interessante no personagem, nos fazendo duvidar de sua sanidade, ao mesmo tempo que criamos empatia com ele por seu sofrimento (claro que ajuda e muito a atuação competente de Skarsgård).

A solução do conflito é inesperada e surpreendente, mas muito bem amarrada e construída, condizente com toda a trama desenvolvida ao longo da série, e o final absurdamente satisfatório e que encerra em alto estilo uma série com uma proposta simples e um resultado incrível.

 Nota para a 4ª Temporada: 4,5/ 5

 

Emissora original:  BBC One

Transmissão original: 13 de outubro de 2015

N.º de temporadas: 1

N.º de episódios: 6

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM


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