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Vale a Maratona?

VALE A MARATONA? | OZ – 20 anos e ainda atual

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Muito antes de Prison Break e Orange is the new Black colocarem o mundo das prisões em alta nas séries de TV, a HBO já havia polemizado, e muito, com a super violenta e tensa OZ.

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Tim MacManus (Terry Kinney)

Tim MacManus (Terry Kinney)

Sexo, violência, preconceitos, amores problemáticos e tudo mais transformava a vida de todos os envolvidos com o Complexo de Segurança Máxima Oswald, “carinhosamente” chamado de OZ, com especial destaque para a Emerald City, a ala experimental de recuperação dos prisioneiro, coordenada pelo visionário Tim MacManus (Terry Kinney).

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Augustus Hill (Harold Perrineau)

A estrutura da série, narrada pelo prisioneiro Augustus Hill (com exceção da última temporada, onde em alguns episódios outros presos são responsáveis pela narração) que é interpretado por Harold Perrineau, o Michael de Lost. A narração muitas vezes quebra a quarta parede e faz uso de elementos teatrais para levar o espectador à refletir sobre o tema geral do episódio.

Embora a administração prisional de Oz tenha diversos funcionários interessantes, como o próprio MacManus, o padre Mukada e a irmã religiosa Peter Marrie e a psiquiatra Gloria que possuem um desenvolvimento denso e intenso ao longo da série. Porém, o foco é realmente a vida dos prisioneiros e tudo que eles precisam fazer para sobreviverem em um mundo cruel e sádico.

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Tobias Beecher (Lee Tergesen) – inocência destruída

Mesmo sem um protagonista claro, o fio condutor da trama principal é o frágil Tobias Beecher (Lee Tergesen), um advogado que sob efeito do álcool atropela e mata uma criança. Ao cair na prisão totalmente perdido dentro deste mundo bandido, ele se torna alvo de todo o sadismo de Vern Schillinger (uma interpretação absurda de J.K. Simmons) o líder dos neonazistas de Oz. Tortura física, mental e sexual vão ser a realidade de Tobias, até que ele aprenda a se defender dentro deste mundo, e contar com a parceria, nem sempre benéfica de Chris Keller, o sádico serial-killer de Christopher Meloni. Este triângulo amoroso de ódio mutuo vai ser o fio condutor das principais tramas da série até o seu trágico final.Resultado de imagem para serie oz vern

Podemos acompanhar os vários núcleos da prisão, suas divisões internas, os grupos que se formam em nome da sobrevivência. Os presos são mostrados não como pobres vítimas da sociedade, mas também não são monstros. São seres humanos que se perderam e buscam do seu jeito, dentro de seu mundo, a sobrevivência.

Mesmo os claros vilões como o já citado Schillinger e também o africano Simon Adebisi (o eterno Mr. Ekko, interpretado por Adewale Akinnuoye-Agbaje) são capazes de gestos e momentos de gentileza e carinho.

A série, que surpreendentemente foi exibida na TV aberta no Brasil (pelo SBT), resolveu mostrar o universo prisional americano de um modo cru, sem glamourização nem vitimização, e com a sua conclusão cínica e brusca mostra que este não é um local para fracos. Nem a série, quem em 20 anos ainda consegue ser atual e provocadora.

NOTA PARA OZ: 4 / 5

Emissora de televisão: HBO
Transmissão original 12 de julho de 199723 de fevereiro de 2003

N.º de temporadas 6

N.º de episódios 56

DISPONÍVEL NA NETFLIX? NÃO

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Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas "Vale a Maratona" e "Papo de Cinema".

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VALE A MARATONA? | The Good Place

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The Good Place, a série da Netflix que chegou ao fim da sua segunda temporada é um mar de criatividade. Impressiona como a complexidade do “bom lugar” pode ser divertida, numa trama que vai ficando cada vez mais espremida, e as saídas são sempre algo que não se espera. É uma série que sai do lugar comum e até agora não se acomodou, pelo contrário, arrisca-se e reinventa-se o tempo todo.

Criada por Michael Schur (The Office, Parks And Recreation) a série tem a ótima Kristen Bell (Veronica Mars), no papel de Eleanor Shellstrop, que após morrer de maneira estranha e até vergonhosa, é recepcionada por Michael (Ted Danson), o líder e arquiteto do “Bom Lugar”.

Muito elogiada pela sua honrada vida na Terra, e feitos humanitários, Eleanor é recebida com bastante alegria, mas…bem, as coisas não são o que parecem, aliás nada é o que parece e explicar mais que isso é risco de Spoiler.

A série brinca com Paraíso e Inferno, com a questão das boas e más ações e suas consequências vindouras, e com muita criatividade sem cair em momento algum na mesmice. O fato de cada temporada ser curta e dos episódios serem de apenas 22 minutos em média, deixa tudo rápido e ágil, mas sem afobação.

Ted Danson está divertidíssimo, as cenas com ele sempre rendem bem, ele nos cativa. Tanto que Danson faturou o Critics’ Choice Awards 2018 na categoria de Melhor Ator em Série de Comédia, prêmio merecidíssimo.

Mas tão interessante quanto ele é Janet (D’Arcy Carden), uma espécie de inteligência artificial possuidora de todo o conhecimento da terra com poderes quase ilimitados e onipresença e que é a assistente de Michael, é uma das melhores coisas da série. Sua interpretação vai evoluindo e ela aos poucos vai ganhando mais espaço e atenção à ponto de muitas vezes roubar a cena.

Aliás esse é o ponto forte da série, a evolução de seus personagens somado com a criatividade da história que também evolui e surpreende o tempo todo, principalmente no fim da primeira temporada. Competentemente os episódios nos prendem ao próximo e quase automaticamente maratonamos a série.

The Good Place é inovadora, criativa e divertida, tem um elenco afinado que se desenvolve bem numa trama inteligente. As duas temporadas da série estão disponíveis na Netflix, e a terceira já foi encomendada e contará com 13 episódios.

E sim, Vale a Maratona.

Nota para a série: 5 / 5 

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VALE A MARATONA? | River

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Se existe uma categoria de séries que podemos dizer que a TV nunca se cansa são as séries de investigação. Mas como se sobressair em uma categoria no limite da saturação?

A minissérie britânica River tem como diferencial brincar com uma questão interessante: o detetive John River (o excelente ator sueco Stellan Skarsgård) realmente vê e fala com os mortos ou tudo é fruto de sua mente perturbada?

 Ao longo dos 6 episódios, acompanhamos River em sua investigação para solucionar o assassinato de sua parceira Stevie (Nicola Walker), assassinada com um tiro na cabeça, onde a única pista disponível é um vídeo do crime e o carro utilizado pelo assassino. River encara uma cruzada pessoal em busca do suspeito, e ao longo de sua investigação vai mergulhando em um mundo de corrupção e intimidação, e revelando segredos que talvez ele seria mais feliz em não saber.

Se não bastasse seus problemas no trabalho, sua vida está uma completa bagunça, e ele tenta salvar seu casamento falido com terapia de casal, ao mesmo tempo em que se entrega em uma relação sadomasoquista com sua amante de longa data.

Durante a investigação, o detetive é atormentado pelos fantasmas (ou alucinações) da própria Stevie e de pessoas que morrem durante o processo. A série nunca deixa claro o que são estas visões, o que cria uma ambiguidade interessante no personagem, nos fazendo duvidar de sua sanidade, ao mesmo tempo que criamos empatia com ele por seu sofrimento (claro que ajuda e muito a atuação competente de Skarsgård).

A solução do conflito é inesperada e surpreendente, mas muito bem amarrada e construída, condizente com toda a trama desenvolvida ao longo da série, e o final absurdamente satisfatório e que encerra em alto estilo uma série com uma proposta simples e um resultado incrível.

 Nota para a 4ª Temporada: 4,5/ 5

 

Emissora original:  BBC One

Transmissão original: 13 de outubro de 2015

N.º de temporadas: 1

N.º de episódios: 6

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM


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VALE A MARATONA? | Crazyhead

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Dois caçadores que precisam parar um plano diabólico e evitar que demônios, que possuem as pessoas através de uma fumaça negra entrando pela boca, acabam abrindo os portões do inferno e causam o fim do mundo. Parece familiar? Sim, mas não estamos falando daquela série famosa por não saber quando parar de contar uma história, mas da totalmente despretensiosa comédia de humor negro (com umas pitadas de piadas escatológicas), CrazyHead!

A série acompanha a trajetória da improvável dupla Amy (Cara Theobold) e Raquel (Susan Wokoma), duas jovens em tratamento psiquiátrico devido a visões. O que as une é que na verdade o que se julga loucura é na verdade uma maldição: poder ver o verdadeiro rosto das pessoas que estão possuídas.

Reconhecemos que é uma história bem batida e explorada, mas a forma com que a série coloca faz toda a diferença. A química entre Theobold e Wokoma é incrível, e se complementam incrivelmente. Amy é a garota assustada e que está descobrindo toda a verdade por trás de seu problema, já Raquel é a que aprendeu a conviver com as visões e que introduz a amiga no universo repleto de demônios. A relação é complementada ainda como o autodeclarado “babaca com coração puro” Jake (Lewis Reeves) que acaba por ser o amigo que enfrenta tudo de peito aberto.

Os vilões são aqueles típicos personagens de comédia britânica. Extremamente sádicos, mas com um ar de comédia involuntária (como a demônio que possuiu uma mãe solteira, e que interrompe um sacrifício para ligar para a babá fazer mais uma hora extra com o filho). A trama é extremamente simples, até bem amarrada para uma comédia, e o final, mesmo aberto para uma segunda temporada que não veio ainda, é bem condizente com a história e conclui a primeira temporada de maneira satisfatória.

Vale a pena dar uma chance para esta curta série (apenas 6 episódios) perfeita para se ver sem compromisso de algo além da diversão.

(P.s.: a versão dublada ainda traz uma das melhores adaptações de piadas que já vi na dublagem, e envolve um dos mais famosos dubladores brasileiros).

Nota para a 1ª Temporada: 3,5/ 5

Emissora original: Channel 4 
Transmissão original: 19 de outubro de 2016
N.º de temporadas: 1
N.º de episódios: 6

DISPONÍVEL NA NETFLIX? SIM

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