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Críticas

AQUAMAN | Finalmente! O filme que faltava para redefinir o Universo DC! (Crítica)

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A batalha que Shakespeare não escreveu.

Nem todos os heróis são conhecidos, ou nem todos os heróis são reconhecidos pelo valor que tem, mesmo que sejam muito importantes. A DC é cheia desses exemplos, e com isso se criou o conceito de sidekicks, ou ajudantes.

Nesse balaio alguns heróis foram muito injustiçados. Mas graças a mão certeira de diretores jovens como James Wan, essa distância de fãs com o público tende a diminuir.

Amber Heard como Mera. Estonteante, molhada e simplesmente perfeita.

Esse é o caso de Aquaman (DC/Warner, James Wan, 2018), mais um filme que veio pra contar as origens dos heróis DC, em especial dessa vez as aventuras do senhor dos mares.

Aquaman tem seu início nas origens de Arthur Curry (Jason Momoa), filho de um faroleiro e de uma rainha de Atlantis. Sim você leu bem, com esse histórico crasso da DC de apelo as diferenças, o inicio do filme conta a história do romance de Thomas Curry (o pai, que como segue a tradição é bem interpretado por Temuera Morrison) com a rainha Atlanna (interpretada pela ainda linda Nicole Kidman).

O combate entre o Arraia e Arthur é um dos pontos altos do filme.

O romance dos dois deu frutos que rapidamente foram perseguidos pelo povo dos oceanos, em uma cena de luta incrível, Atlanna os derrota e acaba tendo que abandonar Thomas para resolver suas contas com o reino dos oceanos. O tempo passa e o filme em uma cena à la X-Men mostra a primeira aparição dos poderes do jovem Arthur.

Num corte de cena estamos em um submarino russo atacado por piratas, e o Aquaman, a paisana, está a bordo. Após salvar os tripulantes e derrotar os piratas, Arthur resolve por não salvar o pai do futuro Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II em uma ótima, porém curta atuação) que acaba por voltar mais adiante.

A mão do mestre. Wan, o japonês visionário!

Após o fim dessa treta surge a estonteante Princesa Mera de Xebel ou simplesmente Mera (Amber Heard em uma atuação angelical), que resolve atualizar o Aquaman do que estava acontecendo em Atlantis. 

O Rei Orm (Patrick Wilson, o Coruja de Watchmen, mais uma vez mandando muito bem) resolve revidar um ataque da superfície aos reinos do mar e consegue convencer o Rei Nereus (Dolph Lundgren, irreconhecível), pai de Mera a começar uma aliança que lhe dará o título de Mestre dos Oceanos

Dafoe, emprestando toda sua experiência como Vulko.

Mas Arthur e Mera vão intervir e é ai que tudo começa. Destaca-se também o treinador e emissário de Atlantis, Nuidis Vulko (pelo fodástico e dispensador de comentários, Willem Dafoe).

A partir daí é muito provável você já tenha sido hipnotizado (será a magia de Mera) pelo inacreditável trabalho técnico desse filme. Aquaman é um filme de cinema, não imagino que sua versão full hd fique ruim (e 4K mais ainda), mas a DC foi inteligente ao usar o Imax 3D. Colocando um efeito de “aquário” no melhor estilo Master System (quem lembra) no qual os peixes realmente bicam sua cara, o mar de Wan é vivo e dinâmico, dando uma sensação contínua de movimento.

Wilson como o Mestre dos Oceanos. Quadrinhos ganham vida.

A Atlantis de Wan bebe na Asgard da Marvel, e faz um tributo e tanto a Casa das Idéias/Disney. Outro achado é a inserção de elementos de games de sucesso da Microsoft, em especial Halo e Gears of War. Os detalhes das armaduras e monstros marinhos são coisa do nível que vemos nos melhores filmes de Guillermo Del Toro (Hellboy e similares), um espetáculo.

Mas o encanto da princesa ruiva (e que encanto) pode tirar um pouco a visão de alguns pequenos deslizes do filme. Aquaman tem sim alguns erros, não no roteiro, que é shakespeariano, simples e funciona. Mas nas atuações em especial na pequena aparição do maior vilão do mestre dos mares (ponto mais raiz do filme), e no peso do protagonismo para Jason Momoa que é um ator físico, esforçado e carismático. Mas quando em cena com um monstro como Defoe perde um pouco de seu brilho. E isso também acontece com a fenomenal Amber, que consegue fugir do romance tradicional e cria uma bruxa dos mares de alto nível e que também suplanta Momoa em vários momentos.

Noves fora, Aquaman é o melhor filme desse ano. Tributo a uma nova e renovada DC que aceitou a tocada do japonês que com suavidade e pulso firme fez um filmaço. Ainda não ganha as 5 estrelas mas não duvido, dado o nível de excelência que isso aconteça em uma provável continuação.

Nota para o filme: 4, 5 / 5

Trailer:


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O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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