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Críticas

BATMAN: O RETORNO | Crítica sem spoilers

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Quando as pessoas começam a gritar pelo retorno ao passado, é por que alguma coisa está errada. Por mais que a DC hoje tenha a supremacia completa nos quadrinhos (e tem), os filmes infelizmente não seguem a mesma linha, a cinebiografia de seus heróis é cheia de altos e baixos (veja os filmes do Superman antigos e atuais e infelizmente…do Batman).

Burton, o visionário

Para ir direto ao assunto, pegue a última trilogia do herói feita por ninguém menos que Christian Nolan (filmes não faltam para definir o cara como O Grande Truque, Amnésia e A Origem), foi apresentada uma nova visão do morcego, real, sem subterfúgios, um detetive mascarado que usa o pânico e artimanhas de um ninja (como o teatro, intriga e ilusão) para aterrorizar os bandidos e combater o crime. Em Batman Begins (e em todos os jogos da série Arkham), esse Batman foi mostrado ao público.

Mas depois que a trilogia de sucesso saiu de cena, e a atual DC sob o comando do esforçado Zack Snyder (mas apenas esforçado) tentou estabelecer um novo parâmetro para o Morcego. Sai a teatralidade, entra um Batman mais truculento (e que parece um lutador de UFC) e mais violento (não como o Justiceiro, mas perto) que chega até a peitar o Superman (e vencer, o que é mais paradoxal), sim eu reconheço que ele fez um filme épico. Mas a nova base é cheia de falhas e por isso logicamente muitos fãs resolveram se alinhar ao passado. Nada mais lógico claro, mas o incrível é ver que esse passado é o de 20 ou mais anos atrás.

Cenas que o tempo não apaga

Batman Returns (Batman, O Retorno, Warner, 1992) foi um filme que trouxe como o primeiro e antológico filme da série (Batman, com Jack Nicholson) o que os fãs queriam ver. Uma Gotham teatral, gótica, sombria (mas mesmo assim com apelo estético), grandes atores (que se tornou a marca da série) e vilões fantásticos. Só pra começar a falar sobre o enredo, que é simples mas totalmente objetivo, o filme foi feito pelo grande Tim Burton (um diretor que nem sempre acerta, mas quando acerta, sai de baixo) que empreendeu a sua Gotham e ao seu Morcego, o visual das histórias dos anos 80 e 90, tudo com muito saudosismo (mas sem entrar no non-sense do cruzado de capa dos anos 60).

Para segurar o caneco dessa tarefa, Burton recrutou o cara mais improvável, um comediante stand-up. Sim vamos dizer que se Danilo Gentili fosse recrutado, do tipo “você vai ser o Batman”. Na ocasião do primeiro filme o cargo caiu em um mestre do humor inglês da nova geração, o talentoso (e foda) Michael Keaton. Keaton como o morcego foi muito criticado no primeiro momento (assim como essa gatinha que tá fazendo a Lara Croft por exemplo), mas com humor inglês e brilhantismo, conseguiu mesmo não sendo uma fortaleza de músculos ser considerado como o melhor Batman por críticos e mais críticos e boa parte do público. Até hoje.

Batman Returns conta a história do Pinguim (também antologicamente interpretado pelo gordinho Danny De Vito) e como ele, um monstro que se criou sozinho (lembrando até o lendário Solomon Grundy), que domina o submundo da cidade ganha uma nova chance através de um magnata em ascensão (o fodástico Christopher Walken como Max Shreck) na cidade de Gotham e como suas ações que envolvem (pra variar) a máfia e a política começam a sacudir a cidade como um todo, incluindo novos jogadores nesse jogo como a Mulher Gato (simplesmente Michelle Pfeiffer, definindo pra sempre a personagem) e trazendo ainda mais problemas para o Morcego.

O filme foi um sucesso, atingiu 80 milhões de caixa (até os dias atuais), e reforçou tudo que havia sido feito no estrondoso primeiro filme da série. Também catapultou ainda mais para o alto as carreiras de todos os envolvidos no longa, até hoje considerado o melhor filme envolvendo o universo de Batman (e meu favorito junto com Batman Begins), a trilha sonora composta pelo gênio Danny Elfman foi repetida em sua melhor versão animada (Batman – The Animated Series, também dos anos 90, base atual pra TODAS as animações da DC, inclusive a Liga). Os visuais góticos, e equipamentos como o Batmóvel são usados nos filmes até hoje. Isso fora o lendário cinto de utilidades e todas as engenhoqueiras do morcego.

Só para terminar e por ponto final na matéria. Recentemente Keaton foi perguntado se voltaria a interpretar o persoangem, e ele afirmou que apenas o faria se fosse com um retorno de Tim Burton a direção do personagem, Foi Tim que começou com a idéia de super-herói sombrio. Eu não continuei quando Joel Schumacher assumiu pois o projeto não era bom, tentei fazê-los entender que era um personagem anbiguo, mas ouvi “Tem mesmo que ser tão sombrio?”, e isso me fez recusar a proposta

Agora fique com o trailer original do filme de 1992.

 

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O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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