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Críticas

CORRA! | Crítica do Viajante!

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O que falar de Jordan Peele que eu mal conheço e já considero “pacas”? Em seu primeiro trabalho como diretor, o não tão conhecido cineasta mostra para o que veio. Com um incrível roteiro e uma direção impecável, Peele mostra que é um grande comandante e promete esquentar a cabeça das grandes produtoras de Hollywood.

O seu primeiro filme no qual ele é o responsável pelo roteiro, produção e direção é intitulado originalmente “Get Out” (no Brasil, o nome do filme ficou Corra!), é um thriller espetacular com status cult que promete a entrega de cenas incríveis. A produção aborda o personagem Chris (Daniel Kaluuya), um jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador.

Esses segredos começam a se misturar em um suspense bem instigante, por mais que o roteiro mostre alguns clichês óbvios, Peele consegue contornar e surpreender em cada cena apresentada. A experiência de assistir o filme é incrível,  você percebe que é algo diferente logo de cara, e isso vai se encaixando na medida em que o protagonista começa a entender as coisas e os espectadores ficam mais a vontade com o desenvolvimento do filme. Com o passar do tempo (o filme tem em média 1 hora e 44 minutos),  as estranhezas vão aumentando com todos os envolvidos (protagonista e espectador), é uma sacada incrível no ótimo roteiro escrito por Peele.

Ao vir tudo a tona no terceiro ato do filme, vemos que aquilo que aguardávamos do longa começa a aparecer, o grande clímax de tensão é percebido da sacada genial que Peele consegue retirar de todo o sofrimento do personagem vivido por Daniel Kaluuya (ótima atuação do ator que consegue transmitir angustia e sofrimento somente com seus olhos!). Confesso que o meu o grande interesse pela filme foi para ver a atuação da namorada de Chris, a Rose. A  personagem é vívida pela brilhante Allison Williams, no qual eu elogiei bastante com uma incrível participação nas 6 temporadas da série Girls (para conferir a crítica da série, clique aqui). Eu fiquei contente com essa minha curiosidade com a personagem da atriz e com a produção, a atuação dela também é extremamente satisfatória.

Deixando Williams de lado, este primeiro projeto de Peele é realmente incrível. Ele trabalha o racismo, hipnose, seitas e outras temas que foram abordados com extrema veracidade. O filme é vendido como um grande filme de terror, mas ele é sim um grande e espetacular suspense. Não temos monstros, e sim coisas reais e que podem ter pessoas reais sim envolvidas. Não custa acreditar né?

O final do longa é surpreendente, Peele não foi medroso e manteve a ousadia do inicio ao fim. É raro ver roteiristas e diretores abordarem a linha que é mostrada nos últimos instantes que vai te surpreender.  Não vou entrar em muitos detalhes para não entregar a experiência de assistir um filme diferente, que tem mais acertos do que erros e que consegue prender e contar uma história bastante legal de se assistir.

Estou muito feliz com a revelação de um grande diretor e vindo de uma temática de filme em que poucos não ligam, ultimamente estamos vendo ótimos cineastas vindo do gênero terror/suspense. Espero que Peele continue no caminho certo e nos traga ótimas produções.

Como uma ultima observação, eu aconselho você caro leitor, não assista o trailer no final desta critica, vá com a mente limpa e com poucas informações sobre o longa (caso queira ver, você vai ficar hipnotizado com as informações) e “corra” (que trocadilho!) para ver está ótima produção no cinema mais próximo da sua casa.

NOTA PARA O FILME: 4/5

 

Professor de Biologia e Educação Física Escolar, amante de praticamente tudo do mundo nerd e lunático pela 7º Arte. Apresentador do Teekcast, gosta da Marvel mas não tem vergonha de revelar para todos o seu amor platônico pela DC Comics e odeia a briga boba entre marvetes e dcnautas.

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