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Críticas

DEATH NOTE | Crítica sem spoiler da versão live-action da Netflix

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Chega ao catálogo da Netflix, a adaptação do mangá de Takeshi Obata, Death Note. A história é sobre o jovem Light Turner (Nat Wolff), estudante acima da média que um dia encontra um caderno chamado Death Note.

E descobre que ao escrever o nome de uma pessoa nesse caderno, pode causar sua morte com a ajuda de um deus da morte chamado Ryuk. Ele logo decide se livrar de vários criminosos usando o codinome “Kira“. Só que seu jeito impiedoso de fazer justiça logo desperta a atenção da polícia e de um competente investigador chamado “L“.

O filme começa com muita pressa, o que logo sacrifica vários aspectos da obra original. Há muitos exageros no começo do relacionamento de Light e de seu Shinigami, dando a impressão que a cena poderia ter rendido mais.

Willem DaFoe (que interpreta Ryuk) é desperdiçado, o efeito e o aspecto do personagem deixa muito a desejar, mas é aceitável quando lembramos que é um material para televisão.

No longa ocorrem várias mudanças em relação ao anime e ao mangá. A etnia dos personagens, a ambientação, já que o filme se passa em Seatle e não no Japão, e até nas regras do caderno. Há uma interessante mudança em relação ao núcleo familiar, a fim de justificar sua postura problemática, e aqui é onde o longa se desenvolve melhor.

Não demora para L aparecer, e aqui vemos um baita desperdício numa interpretação cheia de exageros. Fora que o roteiro também disvirtua aquele que na versão anime despertou uma legião de fãs. L é apenas um fraco rascunho, e quem já acompanhou o anime/mangá, terá dificuldade em não lamentar. Não dá tempo de desenvolver um dos principais aspectos de Death Note que é o jogo psicológico e os estratagemas de Light e L. Porém o relacionamento de Light com sua namorada Misa (Margaret Qualley) é bem desenvolvido apesar de seu início superficial.

Não foi confirmada ainda uma continuação, mas o filme se encerra dependendo de uma. Aliás, teria tudo para ser uma excelente série, mas contentou-se em ser apenas um filme mediano. Seu diretor, Adam Wingard, já revelou em entrevista que o longa pode ganhar uma continuação:

Este filme é uma história de origem e há muitos lugares diferentes a que podemos levá-lo. O filme realmente funciona como um circuito fechado. Mas acho que é uma excelente propriedade para explorar. Há muitas coisas que podem acontecer a partir daqui. Eu adoraria estar envolvido nisso. Estou fazendo ‘Godzilla vs Kong’ agora, o que vai durar, pelo menos, dois anos e meio, então tudo depende do tempo. Dependendo de quando quiserem, eu definitivamente estaria envolvido na história e de todo esse tipo de coisa.

Por ora o filme amarga apenas 38% de aprovação no site Rotten Tomatoes, e é provável que esse número despenque ainda mais.

NOTA PARA O FILME: 2,5 / 5

Paulistano, amo música, filmes, séries, e estou ressuscitando o amor por animes. Aprecio os filmes bons e me divirto debochando dos ruins (o que gerou o injusto apelido de Mestre Hater). Tento ter como característica, textos curtos e objetivos valorizando a informação. Escritor das colunas HATEANDO! Demorei, mas eu vi! Escondido na Netflix

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