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DRAGON BALL SUPER: BROLY | Muita luta e (muitos) gritos no embate com o Sayajin desconhecido – Crítica

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Foto: Divulgação

Após Dragon Ball Z: Majin Boo (1994-1995) – e desconsiderando o fraquíssimo Dragon Ball GT (1996-1997) – a aclamada série anime baseada no mangá do grande Akira Toriyama tem sido acusada de haver perdido um pouco de sua coerência.

Os combates, que antes obedeciam a uma lógica, agora padecem de uma grandiloquência quase gratuita em algumas circunstâncias.

A saga Dragon Ball Super: Torneio do Poder, por exemplo, deixou alguns fãs confusos, haja vista derrotas ou vitórias absolutamente inesperadas de alguns personagens. Apesar da enorme evolução de Goku – que chegou a conseguir utilizar o Instinto Superior – ele perdeu muitos confrontos que, pela lógica, deveria ter ganhado até com certa facilidade.

A sensação que dava em alguns enfrentamentos era que os autores simplesmente optavam que o personagem “x” iria perder para o adversário “y” e pronto. Depois do embate recheado das belas cenas de destruição e demonstração de poder concebidas por Toriyama e seus colaboradores, inventava-se uma desculpa para justificar a derrota.

A introdução de personagens com Bills e Whis tornou tudo mais problemático e excessivamente grandioso. Se Freeza já era capaz de destruir um planeta inteiro com um único disparo de energia de seu dedo, o que torna Bills – o “deus da destruição” – tão especial assim?

Foto: Divulgação

Mas isso são conjecturas não muito cabíveis no universo Dragon Ball, uma vez que, o que importa mesmo, é ver as cada vez mais fantásticas, coloridas e destrutivas lutas entre os personagens mais diversos possíveis e alguns bem repetidos (com é o caso do já mencionado Freeza e do próprio Broly, que aqui surge numa versão diferente de sua primeira encarnação nos mangás e animes).

Nesse sentido, o atual filme da franquia – Dragon Ball Super: Broly – apresenta tudo o que a saga tem de bom, bem como o que tem de mais questionável atualmente.

O longa animado inicia muito bem, mostrando com detalhes o planeta sayajin; o rei Vegeta, sua humilhação perante Freeza e suas expectativas com relação ao seu filho, príncipe Vegeta; a personalidade guerreira e embrutecida dos sayajins; o relacionamento entre Bardock, sua mulher e seu filho Goku; e até a tão conhecida destruição do mundo pelas mãos do pequeno e superpoderoso ditador.

Foto: Divulgação

No meio disso tudo – ALERTA DE SPOILER – acompanhamos também a origem de Broly, um sayadin com níveis de poder absurdamente altos para um bebê, que é exilado pelo (talvez) invejoso rei Vegeta e a luta de seu pai – Paragas (ou Paragus) – para salvá-lo no intento de torná-lo um instrumento de vingança contra a casa Vegeta.

Trata-se de um primeiro arco primoroso, contado sem pressa, mas nunca monótono.

A partir do segundo ato, porém, tudo se desenvolve num ritmo cada vez mais acelerado: uma disputa pelas Esferas do Dragão envolvendo Bulma e Freeza (pelos motivos mais hilários de toda a série), o resgate de Broly e Paragas e o início da luta entre o sayajin “desconhecido” contra Vegeta e Goku separadamente e nas suas formas aprimoradas (God, Blue); rapidamente contra Whis (que apenas se diverte); contra Vegeta e Goku juntos; contra Freeza e, finalmente (tchã, tchã, tchã, tchãããã… SUPER SPOILER) contra Gogeta, a nova fusão entre Vegeta e Goku.

As lutas – ambientadas no Ártico – são um deleite para os fãs, mesmo abusando da velocidade dos quadros. É um desbunde de luzes, sons, trilha sonora adequada e até mesmo de boa dose de computação gráfica para alguns efeitos de destruição.

A versão em Japonês com legendas em Português, porém, pode causar algum estranhamento aos fãs acostumados há anos com a excelente dublagem brasileira do anime. São gritos estridentes e infindáveis, principalmente oriundos de Broly (que praticamente só faz isso) e Goku (originalmente dublado por Masako Nozawa, que, para quem não sabe, é uma mulher) em praticamente todo o terceiro ato da animação japonesa. Cheguei a ter pena da garganta dos dubladores originais, de tanto que tiveram que gritar – e a cada momento mais alto – para compor a dramaticidade das lutas.

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No decorrer da batalha, algo que chama negativamente a atenção, conforme tratado nos primeiros parágrafos, é o fato de Broly, sendo treinado sozinho e deficitariamente por seu pai num planeta inóspito – e ainda que no início tenha ficado claro seu enorme nível de poder de luta e explicado de que se trata de um sayajin de coração puro –, consiga lutar de igual para igual (na verdade melhor) contra três dos maiores guerreiros de todos os universos conhecidos, capazes de alcançar níveis de poder extraordinários.

Soa um pouco forçado que, na sua primeira luta contra adversários físicos de verdade, ele seja tão bom, domine tantas técnicas e consiga alcançar níveis de aprimoramento tão elevados, apenas por estar descontrolado (no nível de poder de Oozaru, mas sem a forma de gorila). Algo que, no saudoso tempo de Dragon Ball Z, parece que não ocorreria de forma tão automática.

O final é previsível, mas bem resolvido, abrindo espaço para alguns desdobramentos interessantes para a continuidade do tão amado anime. Ou seja, o roteiro e direção mais acertam do que erram, trazendo um dos melhores (se não for o melhor) filme da longa franquia DB.

Se eu conseguisse reunir as sete esferas do dragão, invocaria Shenlong e pediria que Akira Toriyama continuasse a escrever mais e mais histórias de Kakaroto e sua turma. Mas com um pouco mais de coerência e lógica.

Até lá, é se divertir com o mais popular anime de que se tem notícia e suas lutas espetaculares, neste divertidíssimo filme!


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 Nota: 3,5 (muito bom)

 


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Sou um quarentão apaixonado pela cultura pop em geral. Adoro quadrinhos, filmes, séries, bons livros e música de qualidade. Pai de um lindo casal de filhos e ainda encantado por minha esposa, com quem já vivo há 19 bons anos, trabalho como Oficial de Justiça do TJMG, num país ainda repleto de injustiças. E creio na educação e na cultura como "salvação" para nossa sociedade!!

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