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DRAGON BALL SUPER | O que achamos da saga do Goku Black – Crítica

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Dragon Ball Super está a todo vapor, atualmente na saga A Sobrevivência do Universo. Hoje irei voltar um pouco na história do anime, que já está em episódio de nº 104, para falar de uma saga que me chamou bastante atenção, que é a do Goku Black.

A saga a qual me refiro, é a do Trunks do Futuro, que mais uma vez não deu conta de derrotar um inimigo em seu tempo e veio pedir (arrêgo) ajuda a Goku e Vegeta.

Dessa vez, o rival que está detonando o futuro é ninguém menos que Goku. Isso mesmo meu amigo, Goku está tocando o terror no futuro e exterminando a raça humana.

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Muito se especulou sobre quem seria esse Goku maligno que estava aterrorizando os aldeões, alguns insanos na internet estavam especulando que seria o Goten da linha do tempo do Trunks do futuro. Poxa pessoal, vocês precisam maneirar nos alucinógenos rsrsrs.

Depois de algum mistério, é revelado que na verdade, Goku Black (puta criatividade nesse nome) é na verdade o Kaiô Zamasu, que odeia a raça humana, e após ser derrotado por Goku, ficou obcecado em possuir seu corpo, e com a ajuda das super esferas do dragão, atinge o objetivo.

Bom, explicado de quem se trata o vilão da vez, vamos ao que interessa na nossa crítica de hoje. Para se atualizar sobre a saga, ela começa no episódio 47 e vai até o 67, mas eu recomendo que você assista desde o primeiro episódio.

Nuvem voadora, venha! Guerreiros, se preparem !!

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A saga começou de forma bastante interessante. O personagem Trunks do Futuro, ou Mirai Trunks, é um dos mais queridos de toda a franquia Dragon Ball Z, então faz todo sentido trazerem o mesmo de volta nessa nova aventura dos guerreiros.

Depois de ver a humanidade quase aniquilada, ele volta para buscar os únicos guerreiros que podem ajudar a combater esse mal (será mesmo?). Aí que a trama começa a meter os pés pelas mãos, em minha humilde opinião. A viagem no tempo passa a ser banalizada, e sempre que os três perdiam, eles voltavam no tempo para se recuperar.

Os vilões (ou somente vilão né) Zamasu e Black são realmente muito poderosos. Zamasu apelou e usou o cheat da imortalidade para enfrentar de frente os Sayajins, através também das super esferas. Já Black, possui a mesma capacidade dos Sayajins de ficar mais forte a cada pancada que toma.

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Outra coisa que os roteiristas do anime pecaram, foi em utilizar demais o recurso de linhas do tempo (se o Barry assistisse DB Super, saberia as consequências de alterar o tempo), sendo que cada alteração feita na linha do tempo, cria diferentes linhas do tempo alternativas. O que me levou a pensar que nessa saga, já devem ter sido criadas várias linhas do tempo alternativas (chupa Flash hahaha).

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E pra finalizar, após muito sofrimento e os guerreiros, em especial Trunks, se superarem e conseguirem derrotar Zamasu e Black, eis a grande mancada da saga. O vilão se transforma em uma entidade que passa a corromper todas as linhas do tempo e universos.

Daí qual é a grande ideia de Goku? Comer uma semente dos deuses para voltar a lutar, e provavelmente tomar outro pau, e eis que ele encontra o dispositivo para chamar o todo poderoso deus do universo Zen’ō, que simplesmente apaga a linha do tempo alternativa de Mirai Trunks, em cerca de 5 segundos de tela.

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Resumindo o que achei da saga do Black: Vilão mal explorado e final deprimente. Poderiam ter finalizado o vilão com o derradeiro golpe da humanidade, a Espada/Genkidama criada por Trunks, e encerrar de forma honrosa com esse que foi um dos vilões mais poderosos que Goku já enfrentou.

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A saga Goku Black em Dragon Ball Super foi bastante interessante, nela tivemos o retorno de dois dos personagens mais queridos de todo Dragon Ball, que são Vegetto e Mirai Trunks, e novamente ele não nos decepcionou, mostrando o grande poder que possui. Uma pena não termos visto um aproveitamento de grandes personagens do universo Dragon Ball, como os filhos de Goku, Gohan e Goten, além de Trunks, e claro, a fusão entre os pequenos, que resulta em Gotenks.

NOTA PARA A SAGA: 3,5 / 5

 

O que achou de minha opinião? Qual a sua? Deixe nos comentários abaixo!

 

Sou um dos administradores e redator do Nerdtrip. Entusiasta dos games e livros. Meu foco é dividido em diversas áreas, indo desde cinema e séries, até animes e tokusatsus. Assisto filmes e séries repetidamente e sempre me divirto como se estivesse vendo pela primeira vez. Grande fã de Harry Potter e também da Marvel e DC, sem esquecer é claro de Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco.

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TITANS | Bom episódio “filler” – Episódio #09: Hank and Dawn (Crítica)

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Créditos: DC Universe - Warner Bros. Pictures - DC Entertainment

Após termos um ótimo desenvolvimento com a presença marcante e imponente da Moça-Maravilha (Donna Troy), Titãs nos mostra essa semana um episódio filler para “lembrarmos” do casal coadjuvante de heróis Rapina e Columba, fazendo com que eles sejam reinseridos nos acontecimentos da série deforma bastante interessante.

Após termos um ótimo desenvolvimento com a presença marcante e imponente da Moça-Maravilha (Donna Troy), Titãs nos mostra essa semana um episódio filler para “lembrarmos” do casal coadjuvante de heróis Rapina e Columba, fazendo com que eles sejam reinseridos nos acontecimentos da série de forma bastante interessante.

Com uma narrativa bem própria das HQs, este episódio de origem envolvendo “Hank e Dawn” nos serviu para conhecermos como o casal acabou se unindo de forma bastante obscura. Com o roteiro feito por Geoff Johns, temos aqui o capitulo com o desvio mais significativo que a série tomou até agora. Normalmente,podemos pelo menos contar com Dick Grayson para servir como a ponte entre seu time e quaisquer outros heróis que o programa esteja tentando colocar, mas este acabou por ser o primeiro episódio sem tempo de tela para Brenton Thwaites

O único envolvimento conectivo real aqui foi algumas imagens de Rachel buscando mentalmente a ajuda de Hank e Dawn. Isso ajuda a construir uma certa dose de suspense quando nos perguntamos o quão ruim as coisas estão ficando em Ohio. Mas mesmo assim, a natureza isolada desse episódio deu a sensação de ser um piloto quase certo para um spinoff dos heróis Rapina e Columba, o que faz a série dos Titãs como o principal pilar deste universo que deverá se expandir ainda mais.

Com uma visão bem desenvolvida da história trágica de Hank Hall e Dawn Granger. Hank, especialmente, ganha uma nova profundidade aqui, como vemos o quão profundo é seu sofrimento físico e psicológico. Suas demonstrações externas de bravatas assumem um contexto totalmente diferente,agora que sabemos que ele está reprimindo algumas lembranças verdadeiramente terríveis de sua infância. Alan Ritchson faz uma grande performance aqui,capturando o lado lúdico de Hank quando ele embarca em sua carreira e a dor interior alimentando o personagem.

Também é um deleite agradável para ver o Columba original, Don Hall (Elliot Knight). Este episódio consegue estabelecer com eficiência o tom de seu relacionamento e o importante papel que Don desempenhou na vida de pré-super-herói de Hank. Há um bom senso de dualidade para Don aqui, pois ele é o garoto inocente que Hank está tentando proteger a todo custo e aquele que por sua vez tem que proteger Hank de si mesmo. Don mostra que ele pode ser tão imprudente quanto seu irmão mais velho nas circunstâncias certas. É uma pena que aparentemente não consigamos ver mais desses dois personagens juntos, embora você nunca tenha tanta certeza em uma série de super-herói, ainda mais com a possibilidade do spinoff dos heróis.

Já a nossa querida Dawn não recebe tanta atenção quanto seu futuro namorado e super-herói, infelizmente. Nós só recebemos algumas dicas sobre seu passado e história da família, principalmente através daquela breve cena de balé e do almoço com sua mãe (Marina Sirtis). Ainda assim,esse material funciona bem em termos de estabelecer Dawn como uma mulher com uma longa história de auto sacrifício que cuida de entes queridos. Minka Kelly consegue trazer uma tristeza silenciosa, mas palpável para o papel que realmente combina com Dawn. Ela também tem uma grande fisicalidade que é necessária para uma bailarina fazer essa transição para o vigilantismo.

Mesmo ambos sendo diferentes, a união é inevitável com Rapina se tornando o herói precipitado propenso à violência, enquanto Columba é a metade pacífica e calmante dessa dupla dinâmica. Por mais frustrante que seja ter um episódio de flashback neste momento da temporada, a revelação de que Rachel quer que Rapina e Columba encontrem Jason Todd é uma boa jogada. Isso sugere que há um plano real para todos esses personagens coadjuvantes que fizeram sua estreia ao longo da temporada. Com isso podemos imaginar que a formação dos Titãs irá crescer, mesmo que isso provavelmente deva acontecer no clímax final da primeira temporada, algo interessante está sendo preparado e este bom episódio não foi apresentado atoa, para nossa alegria.

Nota para o episódio: 4,5 / 5

 

Confira a promo em vídeo do episódio 10, intitulado “Koriand’r”:

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TITANS | “Maravilha” de episódio – Episódio #08: Donna Troy (Crítica)

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Foto - Divulgação

O episódio da semana passada de Titãs viu a conclusão do segundo grande arco da temporada. Com a mãe de Rachel recuperada e seus captores eliminados, a equipe tem a chance de respirar em breve calmaria. Mas como se recuperar deste tipo de trauma que nossos heróis acabaram de passar no asilo?

“Donna Troy” tem uma resposta para nós. O episódio de recuperação é como um elemento padrão na televisão de gênero como qualquer outra coisa. É uma tática de ritmo; uma forma de a equipe de criação emplacar momentos de alto risco nos episódios. O episódio desta semana deixa a tensão um pouco baixa para que possa ser mostrado algo novo que se encaixa a tempo para o final da temporada.

Eis que nos é apresentado uma personagem bastante importante no Universo DC, Donna Troy, que é mais conhecida por Moça-Maravilha, a sidekick da Mulher-Maravilha. Quando ela aparece pela primeira vez neste episódio, é justamente em um dos momentos mais reveladores deste universo que a série Titãs está desenvolvendo, existe uma Liga da Justiça, o Coringa é extremamente louco e o Batman e a Mulher-Maravilha mantém uma amizade próxima, igual foi retratado nos cinemas, e isso acaba também refletindo nos jovens ajudantes. A química entre Donna e Dick ainda adolescentes é incrível e desde o início a presença desta boa personagem destaca que teríamos sim uma “Maravilha” de episódio.

Isso é importante, considerando que “Asylum” foi talvez o episódio mais sombrio e esquisito que tivemos. Sabemos que Robin é uma pessoa assombrada por um trauma que o levou a alguns lugares emocionais desagradáveis. No flashback, Dick fica incomodado depois de uma missão com o Morcegão e Donna não minimiza a importância do que Dick acabou de passar. Em vez disso, ela o reorienta e lembra sua missão. Neste ponto chave fica claro que ela é um ponto de estabilidade na vida do “Garoto Maravilha” e agora sabemos o porquê dele ter ido atrás dela novamente.

Suas experiências nesse lugar são o fundo do poço que ele precisa procurar ajuda. Ele tem o resto dos Titãs, com certeza. Mas, como ele diz a Kory, eles não podem ajudá-lo com isso. Isso não é apenas Dick estando distante, ele é esperto o suficiente para saber que Kory está em um lugar escuro e não pode tirá-la do seu próprio buraco. Gar não está preparado para lidar com esse tipo de coisa, e Rachel tem a chance de ser feliz. Para Dick, esse é um grande progresso do cara que vimos no piloto.

A tentativa de Donna de trazer Dick para a parte normal de seu mundo, mesmo por uma noite, fornece um pouco de comédia. Dick é um cara tão abotoado que suas tentativas de agir normalmente em meio a um grupo de apreciadores de arte da alta sociedade nos dão alguns momentos engraçados. É difícil não sorrir quando um cara que tenta bater em Dick recebe um longo e intenso monólogo sobre as habilidades fotográficas de Donna e as capacidades de sua câmera. É também uma história eficiente, usando as memórias de Dick para nos dar uma ideia de como um super-heroína criada em Themyscira se tornou fotógrafa.

A subtrama envolvendo a investigação de Donna é mais sobre ela e Dick do que a trama em si. Sua competência e sua falta de confiança em qualquer outra pessoa está bem à vista, e isso leva a um passo importante no caminho de Dick para se tornar o Asa NoturnaEnquanto isso, o resto da equipe vai para a antiga casa de Angela para obter algum sossego. Isso significa uma viagem de trem, que é uma oportunidade para alguma interação entre os personagens. Kory e Gar ficam juntos em alguns momentos, o que serve principalmente para termos boas palavras entre ambos, Gar fala um pouco sobre ele ter matado um médico no asilo e como isso está afetando-o, mas é Kory quem acaba recebendo um bom desenvolvimento

Aqui ela habilmente entra como um líder de equipe, oferecendo alguns conselhos a Gar e os guiando para longe de problemas quando a CIA aparece para tentar pegar ela. Rachel e Angela também ficam um tempo juntas, o que nos dá mais algumas respostas do passado dela e esses momentos mostram uma boa aproximação emocional entre as personagens.

Falando em aproximação, a conclusão final para que Donna tenha tanta participação (para nossa alegria!) é que ela compreende os escritos de Kory, permitindo que ela perceba que Kory está entre nós para matar Rachel. Isso também nos dá um forte gancho para o que resultará no final da temporada, pois é seguro dizer que Kory não estará assassinando a principal membro do elenco e sua futura amiga. Aqui fica o grande enigma para sabermos também se Kory tem algum envolvimento com o pai de Rachel. Por enquanto nada forçado, todos do elenco principal continuam nos impressionando e o potencial acréscimo de Donna Troy é um indicativo ainda mais promissor para o futuro desta ótima série.

Nota para o episódio: 4,5 / 5

 

Confira a promo em vídeo do episódio 09, intitulado “Hank and Dawn”:

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A VIDA EM SI | O “Pulp Fiction” dos Dramas

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Foto: divulgação

O grande Aristóteles dedica quase uma obra inteira de sua autoria – A Poética – para descrever a importância da tragédia, bastante apreciada no teatro grego de sua época e até hoje, seja no cinema, na televisão ou no seu berço teatral. Só não é bem-vinda na vida real de cada pessoa, pois, invariavelmente, representa doses cavalares de dor e sofrimento. Ver uma tragédia como Édipo provocava uma catarse no público, bem como empatia e compaixão. Daí ser considerada não apenas a espécie mais nobre de teatro, como também necessária.

A Vida em Si (Life Itself), filme que estreia no circuito nacional em breve, escrito e dirigido por Dan Fogelman – também o escritor e diretor esporádico de This Is Us, a premiada série dramática produzida pela NBC e que já conta com 3 temporadas de 18 episódios, centrada na vida cotidiana de pessoas comuns que possuem dramas pessoais, alegrias e sofrimentos, sempre permeados com muitos flashbacks – tenta ser uma tragédia, mas consegue, no máximo, ser um melodrama, ainda bem que não dos “baratos”.

Foto: divulgação

O elenco é recheado de estrelas de “segunda grandeza” de Hollywood – Olivia Wilde (House, Cowboys vs Aliens), adorável, linda e subestimada; Annette Bening (Beleza Americana), correta; Antonio Banderas, no piloto automático etc. – apesar das nobres presenças de Samuel L. Jackson (Nick Fury do MCU), em uma divertida participação especial; e de Oscar Isaac (X-Men: Apocalipse, atual trilogia Star Wars), numa interpretação muito boa e convincente como o traumatizado Will.

Aliás, falar em Samuel “the man” L. Jackson é praticamente obrigatório, haja vista o filme de Fogelman, mesmo sendo um “drama”, quase gritar querer prestar homenagem à Pulp Fiction – um dos filmes mais icônicos do icônico ator – seja com citações diretas ou indiretas, seja na própria estrutura narrativa, dividida episodicamente em 4 “capítulos” bem marcados e um epílogo não anunciado, com personagens aleatórios cuja história vai se fundindo pouco a pouco, inclusive numa última “coincidência” que é difícil engolir e que deveria servir de “grande surpresa”, mas que pode ser antevista bem antes do arco final.

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O filme todo, na verdade, é um grande exercício narrativo, levando a estrutura de This Is Us – flashbacks, cenas aparentemente triviais que guardam grande significado, personagens comuns etc. – para a tela grande com um pouco mais de experimentação (algumas passagens temporais são mais ‘criativas’ e ‘cinematográficas’). Nem dá para falar que o filme se divide nos tradicionais arcos narrativos, pois, sendo episódico, a cada novo ‘capítulo’ tem-se a apresentação e desenvolvimento de personagens, o desdobrar da história e uma conclusão.

Quanto à história, ela se passa num momento temporal contemporâneo indistinto, que vai de um passado recente a um futuro próximo, mas sem se preocupar com nenhum tipo de mudança ou sinal exterior, a não ser muito sutilmente no uso de celulares e notebooks. É como se o filme quisesse dizer que, não importando em que tempo se esteja, os dramas humanos (e os próprios humanos) continuam sendo os mesmos, sendo isso o que importa e ponto final.

Há bastante tragédia na história, ainda que contada de forma surpreendentemente leve para o nível dos acontecimentos: atropelamentos, suicídios, câncer etc., destacando-se o primeiro e o quarto capítulos como os melhores e mais bem-acabados.

Aliás, digno de aplausos que grande parte do filme seja falado em espanhol.

Em termos de premissa, a personagem de Olivia Wilde, Abby Dempsey, elabora uma tese na universidade sobre não haver nenhum narrador confiável a não ser a vida, que também não é confiável e, a partir disso – didaticamente martelado na cabeça do espectador – Fogelman tenta fazer o mesmo com seu filme o tempo todo, algumas vezes com sucesso e outras (talvez a maioria) com menor acerto.

Em termos de interpretação, é preciso novamente citar Olivia Wilde e seu tremendo carisma e beleza, sendo uma atriz evidentemente subestimada em Hollywood. Sua Abby é belíssima exterior e interiormente, muito graças à entrega de Wilde, mesmo quando usando uma barriga estupidamente falsa de grávida.

Oscar Isaac surpreende com seu dramático e apaixonado Will, convencendo o espectador de todo o amor que ele sente por sua mulher e provocando a maior surpresa do filme.

Foto: divulgação

Antonio Banderas surpreende pela excelente forma física apresentada aos 58 anos de idade, conseguindo imprimir uma interpretação sutil ao seu Mr. Saccione, mas sem muita dificuldade para quem já deu vida aos loucos personagens de Almodóvar em sua fase mais crua.

O ator espanhol Sergio Peris-Mencheta – mais conhecido do grande público mainstream pelo seu físico avantajado e papel secundário em Rambo V – com o seu Javier, é outra grata surpresa em tela, gravitando entre o grave, o soturno, o bruto e o alegre com muita desenvoltura; pena que seu arco tenha que ter sido claramente encurtado, apressando a história que estava sendo contada de forma tão interessante para um desfecho apressado.

Ao final da exibição, fica-se com aquela impressão de leveza e talvez (para os mais sensíveis) de algumas lágrimas furtivas; sensações emuladas ao se assistir a um episódio ou temporada de This Is Us. Algumas excelentes boas intenções, algumas execuções certeiras e outras nem tanto – como, novamente, a “coincidência” final altamente forçada – recheiam este pacote melodramático que é facilmente assistível, mas que não deixa de ter gosto de telinha.

Aliás, com tantos blockbusters nos cinemas, difícil acreditar que a trajetória de A Vida Em Si será de grande relevância no circuito das salas brasileiras e mundiais, talvez do mesmo modo como é a própria vida de todos os Will’s, Abby’s, Javier’s e cia. Ltda. que existem por aí, às vezes dentro da nossa própria casa.


Pontuação de 0 a 5

Nota: 3 (bom)


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