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Críticas

INUMANOS | Não é tão ruim quanto dizem… – 1º Temporada – Crítica do Viajante

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E a tão aguardada série dos “Inumanos” da “Marvel” estreou em setembro nas salas de Imax com um episódio duplo e… Foi uma decepção. As críticas negativas inundaram as redes sociais já no dia seguinte e só pioraram conforme os próximos episódios foram sendo exibidos pela rede de TV “ABC“. Os rumores sobre seu cancelamento já nessa 1º temporada pipocaram por todos os lados, porém ainda não foram confirmados.

Pessoalmente preferi assistir a toda a temporada para só então fazer a crítica do conjunto da obra. A série é realmente ruim? Sim, é. Infelizmente. Mas consegui enxergar algumas qualidades e concluo que também não é essa porcaria que todos dizem. Porém, começarei pela parte ruim, analisando os erros da série. para em seguida falar o que enxerguei de positivo.

A primeira e maior reclamação dos “marvetes” foi quanto aos figurinos. E tenho que concordar. A começar pela magnífica (nas HQs) rainha dos “Inumanos”, a “Medusa” (Serinda Swan). Triste o que fizeram com ela. Era para a “Medusa” ser a principal protagonista feminina em todo seu esplendor e poder, mas… Não sei se faltou grana para um CGI melhor, ou se foi incompetência da equipe de efeitos especiais, mas “Medusa” usando seus poderes (a longa cabeleira ruiva que pode manipular objetos e que possui força sobre-humana) foi vergonhoso em todas as cenas que apareceu. Nos quadrinhos, mesmo quando a personagem está parada, seus cabelos nunca cessam de se mexer, como as cobras na cabeça da Medusa mitológica que lhe inspirou o nome. Na série, quando Medusa não estava usando seus poderes, mais parecia uma recatada senhora evangélica voltando do culto.

Não é para menos que já no início da série, o vilão “Maximus” (Iwan Rheon) corta-lhe toda a cabeleira, tornando-a uma mera coadjuvante careca. Provavelmente os produtores e roteiristas perceberam que não dariam conta do recado de apresentar uma Medusa digna, e preferiram, infelizmente, podar seus poderes e relegá-la a um segundo plano.

Triton” (Mike Moh) é outro personagem que doeu aos olhos ver a situação. Simplesmente pintaram um cara de verde. Custava colocar ao menos umas escamas em CGI? E no caso desse personagem, novamente o roteirismo venceu. Provavelmente pela difícil dinâmica de uma equipe de super poderosos que possui entre seus membros um personagem aquático e por isso “um peixe fora d’água” (trocadilho infame) em terra com seus companheiros, os roteiristas optaram por matá-lo logo no primeiro episódio, e mantê-lo morto quase que até o final da temporada.

Verdade seja dita, acertaram em alguma coisa nos figurinos: “Crystalis” (Isabelle Cornish) está bem fiel ao personagem das HQs, e seu cão teleportador “Dentinho“, todo feito em CGI, ficou sensacional em minha opinião. “Raio Negro” (Anson Mouth) apesar de não usar o uniforme completo como nos quadrinhos, faltando para tanto o capuz e as asas sob os braços, foi bem interpretado pelo ator e fez jus ao grande rei de Attilan. E a cidade na lua também está “passável” para uma série de TV.

Não vou dizer aqui que sou um fã de “Inumanos” desde criancinha, mas eu lia muito sobre os personagens na infância. Mas há muitos, muitos anos mesmo, que eu não pego um HQ deles para ler. Não me lembrava muito, e confesso que a interação entre “Gorgon” (Eme Ikwuakor) e “Karnak” (Ken Leung), com sua competitividade entre primos constante, me trouxeram flashbacks agradáveis, me trazendo a vontade de reler aqueles gibis, e isso, julgo positivo em relação a uma série de TV baseada em quadrinhos.

Mas o ponto alto da série é o vilão “Maximus”, muito bem interpretado por Iwan Rheon. O ator galês que já havia provado que realmente sabe incorporar um vilão em “Game of Thrones” com seu personagem “Ramsay Bolton”, interpreta o invejoso irmão do rei “Raio Negro” que quer lhe usurpar o trono. Paranóico, covarde, egoísta e sem escrúpulos, o “Maximus” de Rheon é perfeito. Não chega a salvar a série, mas eleva muito seu nível.

Para completar o elenco, temos uma humana que ajuda os Inumanos no planeta Terra: “Louise” (Ellen Woglom). Sem enrolar muito, já digo logo o que vi: uma cópia descarada de “Felicity Smoak” personagem da série da “Warner/DC Comics” “Arrow“, interpretada por Emily Bett Rickards . A personalidade, os trejeitos, a curiosidade científica… está tudo ali. Mas o que seria da Marvel sem copiar alguma coisa da DC, né?

 

Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

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