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Críticas

JOGO PERIGOSO | Uma excelente adaptação de Stephen King – Crítica do Viajante!

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Imagem relacionada2017 tem sido um bom ano para Stephen King. O escritor, que completou 70 anos, está em evidência novamente na Netflix, o mais popular serviço de streaming e também nos cinemas. Apesar de alguns tropeços, como a adaptação de Torre Negra, que foi detonada pela crítica, o saldo até agora tem sido positivo.

 

Resultado de imagem para itDeixando de lado o estrondoso sucesso de It, a coisa, e das séries Nevoeiro e Mr. Mercedes, que receberam críticas ao todo positivas, o mais recente sucesso baseado em uma obra do autor estreou conquistando o público na Netflix: Jogo Perigoso.

O suspense psicológico intenso e visceral, estrelado (e dominado) por Carla Gugino, no papel de Jessie, uma balzaquiana dona de casa, com problemas de relacionamento com o marido amoroso Gerald (Bruce Greenwood), e que, para dar uma esquentada na relação, se isolam em uma casa de campo.

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A fantasia de Gerald, quem envolve estupro e dominação, é atrapalhada por uma fatalidade: ele sofre um ataque cardíaco fulminante (e o filme sugere que devido ao uso continuo de uma certa pílula azul).

A partir daí, algemada na cama, Jessie enfrenta uma batalha com seus demônios interiores, externados por visões do marido, dela mesma (adulta e quando criança), de um cão e do misterioso monstro do reflexo do luar.

Carla Gugino é altamente eficiente em cena, até pq na maior parte do tempo ela está sozinha em cena, e sua transformação de personalidade entre aquela que ela é e a projeção mental de quem ela gostaria de ser é incrível. A medida que o tempo vai passando, e que vamos acompanhando a agonia da protagonista em seu cativeiro voluntário, a tensão vai subindo, e o desespero de Jessie para ser manter sã vão contagiando também o espectador.

O filme é todo feito em detalhes, e se alguns são bem discretos (como a notícia no rádio sobre um profanador de túmulos, que terá uma importância no desfecho da história), outros são bem didáticos, quase bobos (como quando ela olha para a porta aberta, e você já sabe o que irá acontecer). Mesmo sendo um filme onde o medo é gerado pela tensão psicológica, algumas cenas são bem gore, e vão te fazer desviar o olhar (uma tentativa de escapar da algema em particular e outra envolvendo o cão).

No início do filme, todo o amor de Gerald e a forma ríspida e fria que Jessie trata o marido, geram uma certa antipatia com a protagonista. Porém, ao acompanharmos sua loucura do cativeiro, Jessie revisita momentos de sua infância, onde descobrimos uma verdade aterradora sobre seu passado e o por que a fantasia sexual de Gerald a incomodou tanto. Alguns diálogos travados entre as projeções de Gerald e Jessie dentro da mente desta também demonstrando que Gerald tinha seu lado escuro, e que Jessie sabia e fingia tolerar. O filme consegue através de pequenos diálogos e insinuações nos fazer entender e conhecer toda a história de vida do casal, o que faz com que nos importemos realmente com o destino de Jessie.

O único ponto de derrapagem da obra é sua conclusão (quase um epílogo), que envolve a verdade por trás do “monstro do reflexo do luar”. Gratuito, meio forçado, ele acaba um pouco com a mística e loucura que acompanhamos em toda a trama. Talvez essa história seja explorada de maneira diferente no livro (que eu não li, confesso), porém da forma como foi tratada no filme, te deixa com aquela dúvida: de onde surgiu isso?

No geral porém, o filme te incomoda, deixa ansioso e angustiado. Tudo que um filme de terror precisa fazer!

Nota para o filme: 4 / 5

Professor de História e Grande apaixonado pela sétima arte e da maior premiação do cinema, o Óscar. Viciado em séries e Redador das colunas "Vale a Maratona" e "Papo de Cinema".

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