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KONG: A ILHA DA CAVEIRA | Pouco desenvolvimento e muitos efeitos na volta do Rei “Kong”

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Essa mania hollywoodiana de replicar filmes causa na maioria das vezes um efeito ao contrário daquele desejado. “King Kong” é um personagem midiaticamente famoso: não há uma pessoa que não o conheça. Nas telonas já mostrou seu poder três vezes, sendo o mais recente em 2005, ou seja, bem recente.

Com o objetivo de contar a história de Kong na época em que ele ainda vivia na ilha da caveira, dando o nome ao filme, “Kong: A Ilha da Caveira”, o longa-metragem promete se tornar uma trilogia de sucesso em bilheterias, usando da mesma fórmula de Blockbuster, muitos efeitos especiais, sem inovação.

O elenco é recheado de nomes conhecidos, o que fornece uma falsa credibilidade no enredo. Já que a busca por uma história, ao menos interessante, fica sem resposta desde o início até quando se sai da sala de cinema. Esse, talvez, tenha sido o erro do diretor do longa, Jordan Vogt-Roberts.

É interessante a mudança do clássico, o filme situa muito bem o período tenso e delicado em que os Norte Americanos estão passando, quase no fim da guerra do Vietnã, aquela sensação de perda, com uma pitada de orgulho ferido. O que vem a justificar o começo da trama e os motivos para a exploração do desconhecido, buscando o que o restante do mundo ainda não tem. Essa questão política é bem trabalhada, assim como os sinais de egoísmo e endeusamento do ser humano, presente em pequenas cenas, como por exemplo a do homem que delicia ao ver bombas tomarem a terra, mostrando o poder superior.

E finalmente a estrela aparece, “Kong”, brilhando com direito a “urro” e demonstração de poder, envolvido por explosões, tiros, sangue e muitos efeitos especiais. Foi nesse momento em que o filme começou a decair, após a briga entre o “Rei” e os “Exploradores”. A falta de desenvolvimento dos personagens é tamanha que chega a incomodar, nem mesmo se preocuparam em evidenciar uma posição destes com o que acontece ao redor.

Parecia que as decepções não poderiam se estender, falso. Um erro amador situa dois personagens que não estavam nos helicópteros junto com os sobreviventes já em terra. Uma falha gravíssima de continuidade, tanto que chega a ser inacreditável, talvez, eles estavam precisando de mais pessoas para matar.

Quase em seguida Brie Larson, que não deixa o seu conceito de “mocinha do Kong”, tenta com todas as suas forças levantar um helicóptero, afim de, salvar um dos animais da terra. Enquanto o “herói” ganha sua grande cena usual, Hiddleston coloca uma máscara de gás, realiza toda a cena de ação e ainda com gás o envolvendo, retira sua máscara de gás. Já que ele é imune ao gás, mesmo que seja em ambiente aberto, por qual motivo o usou? Estética da cena pode ser uma resposta plausível, porém nem um pouco justificável.

Não se espera um realismo de um filme que se passa em uma ilha rodeada por tempestade infinita, onde abriga macacos gigantes e aranhas feitas de bambu, entretanto, se espera pelo menos uma coerência em tudo que está sendo “arremessado” para o público. Essa que não parece existir em nenhum momento no longa. Esquecendo até mesmo das proporções dos personagens, como na cena em que “Kong” está em um lago que se quer atinge seu joelho, é agarrado por um polvo gigante que com aquelas medidas visualmente apresentadas não caberia ali. Entregando mais uma vez um seguimento sem nexo ou uma explicação minimamente lógica.

A excelência nos efeitos especiais fica nítido em todo o filme, principalmente na cena final, que foi de longe a única coisa que se salvou do longa. O que finalmente apresenta o filme como deveria ser, filme de monstros, entregando com maestria cenas incrivelmente bem formatadas, closes animadores de “Kong” e aquela famosa reviravolta.

Com uma cena pós-crédito, afim de fazer a relação deste com os demais da trilogia, “Kong: A Ilha da Caveira” certamente é um filme para se consumir sem nenhuma expectativa, feito para arrecadar muito em bilheteria, porém deixando o público com uma sensação de “falta algo”.

NOTA:

E o que vocês esperam dos próximos filmes da franquia? “Godzilla Vs Kong” chega em 2020.

 

A NerdTrip teve seu início no ano de 2016 com a missão de levar entretenimento, notícias, resenhas e tudo sobre o universo pop/nerd/geek. “Uma ideia na cabeça, talento e vontade em nossas mãos!”

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MENTES SOMBRIAS | Crítica do Don Giovanni

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Depois da popularização dos filmes de super-heróis, que após “Vingadores: Guerra Infinita” atingiu status de gênero consolidado, deixando claro que definitivamente veio para ficar, inúmeros roteiristas, diretores e estúdios, sonham em emplacar novas e rentáveis franquias para suprir a incrível demanda existente em todo mundo. A “receita” parece fácil, mas não se engane, produzir um filme sobre o tema, sem se entregar aos inúmeros clichês existentes sobre o assunto, não é uma tarefa para qualquer um. Pegue a história base dos “X-Men”, coloque elementos de “Jogos Vorazes”, com toques de “Preacher” e “Superman 2”, todo esse “amalgama” de referências, aparentemente fizeram os produtores de “Mentes Sombrias” acreditarem que essa “colcha de retalhos” seria o suficiente para o sucesso do longa junto ao seu público alvo.

 

 

Infelizmente de boa intenção o reino de Mephisto está lotado e a nova produção da 20th Century Fox “Mentes Sombrias” acaba sendo um filme desinteressante, previsível e totalmente esquecível.

Na trama dirigida por Jennifer Yuh Nelson e escrita por Chad Hodge (baseado no romance de mesmo nome de Alexandra Bracken) somos apresentados a Ruby Daly (Amandla Stenberg) uma jovem que desenvolveu incríveis poderes de “persuasão” após uma pandemia causada por uma doença conhecido como “neurodegeneração aguda do adolescente idiopático”, ou IAAN, que matou 90% das crianças  e adolescentes com menos de dezoito anos. Os poucos sobreviventes são dotados de “fabulosas” habilidades. Temidos e odiados pelo governo, eles são mandados para campos de custódia, onde são classificados com base em seus poderes psiônicos.

 

Destinado exclusivamente ao publico teen, “Mentes Sombrias” peca por apresentar um roteiro totalmente desinteressante, lotado de clichês, que em momento algum funcionam como homenagens e sim como  forma de cópia descarada, transformando todo longa em uma versão simplista e equivocada dos “Novos Mutantes”.

 

 

Pontuação de 0 a 5

Nota: 2

 

 

 

 

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O PROTETOR 2 | Crítica do Don Giovanni

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Qualquer filme que tenha em seu elenco o maravilhoso ator Denzel Washington, sendo dirigido por Antoine Fuqua, que trabalhou com o ator em “Dia de Treinamento” (2001) e “O Protetor” (2014), já são motivos suficiente para qualquer um ir ao cinema. Poder conferir o ganhador de dois Oscars e três Globos de ouro, atuando no gênero policial, em uma produção com a boa e velha história de vingança, é sempre uma ótima experiência cinematográfica. Porém, algumas subtramas apresentadas pelo longa, não conseguem acompanhar a narrativa principal, fazendo com que algumas cenas se tornem desinteressantes.

 

Na trama o ex-agente naval da inteligência Robert McCall (Denzel Washington) portador do “TOC” (transtorno obsessivo compulsivo) vive em Massachusetts , trabalhando como motorista, enquanto ajuda pessoas de forma altruísta e corajosa, usando métodos violentos, brutais, mas extremamente eficazes. Certo dia, sua amiga de longa data Susan Plummer (Melissa Leo) chega à cidade para investigar o “suposto” assassinato/suicídio de um agente e sua esposa, junto com o ex-companheiro de equipe de McCall, Dave York (Pedro Pascal). Susan é assassinada misteriosamente, deixando “o exercito de um homem só” inconsolável e com uma sede de vingança que só será saciada quando o responsável pela morte de sua melhor amiga encontrar seu derradeiro fim.

 

 

Outro ponto negativo da produção, fica por conta das poucas cenas entre McCall e Susan, que acabam dando pouca profundidade a amizade dos dois, fazendo com que o espectador não tenha tempo de desenvolver grandes laços afetivos com a personagem, minimizando assim o impacto de sua morte.

Infelizmente “O Protetor 2” não consegue ser tão competente e excepcional como seu antecessor, porém Denzel Washington em uma jornada pessoal de vingança, com uma determinação inabalável, sempre rende ótimos momentos e grandes emoções na tela grande.

 

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Nota: 3,5

 

 

 

 

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MEGATUBARÃO | Crítica do Don Giovanni

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Dirigido por Jon Turteltaub e roteirizado por Dean Georgaris, Jon Hoeber e Erich Hoeber, a co-produção entre Estados Unidos e China “Megatubarão”, está longe de ser uma das grandes produções do gênero (como o clássico “Tubarão” do mestre Steven Spielberg), mas como “Blockbuster” o filme estrelado por Jason Statham, segue a mesma linha dos recentes filmes de monstros protagonizados por “The Rock” e deve agradar os fãs de “filmes de Tubarão” que normalmente são obrigados a se contentar com filmes de baixo orçamento e qualidade duvidosa.

 

 

Na trama baseado no livro de 1997 “Meg: A Novel of Deep Terror” de Steve Alten, Jonas Taylor (Jason Statham), é um mergulhador de resgate que é atormentado por uma missão de salvamento mal sucedida, que resultou na morte de vários tripulantes. Cinco anos depois, em uma avançada instalação de pesquisa subaquática, um pequeno grupo de exploradores liderados por Lori (Jessica McNamee), a ex-mulher de Taylor, ficam presos dentro de um pequeno submarino, após o ataque de uma criatura pré-histórica, enquanto estudavam a fossa mais profunda do oceano pacifico. Somente um homem pode fazer esse resgate, mas será que o atormentado mergulhador “bêbado” conseguirá superar seus traumas, para chegar a tempo de salvar os três pesquisadores do temido Megalodon? Além disso, como impedir que a monstruosa criatura chegue até uma praia chinesa repleta de civis? Todas essas perguntas são respondidas após 113 minutos de sustos, tensão e alguns momentos decepcionantes.

 

 

O primeiro ato da produção é interessante e rende bons sustos, porém, o velho truque de retardar ao máximo o aparecimento por completo da criatura, acaba deixando o segundo ato do longa um pouco cansativo. O CGI está bastante competente, o que é determinante para esse gênero de filme, pois um visual “fake” tira por completo o espectador da história, comprometendo a experiência e quebrando o ritmo do longa. Isso não acontece em nenhum momento em “Megatubarão”, quando ficamos cara a cara com a monstruosidade de mais de 20 metros de comprimento, não sentimos medo… Sentimos pavor. “Meg” é gigantesco e suas aparições são realmente impactantes, principalmente conferidas em IMAX.

 

O maior pecado do filme está no terceiro ato da produção, onde o roteiro e o diretor optam por deixar de lado o tom mais realista (que permearam os dois primeiros atos) para apostar em situações inverossímeis, semelhante às apresentadas em franquias como “Velozes e Furiosos” e “Triplo X”, que colocam um ser humano normal fazendo coisas que só são críveis nos universos Marvel e DC.

 

Pontuação de 0 a 5

 

Nota: 3,5

 

 

 

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