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Críticas

MULHER-MARAVILHA | Crítica do Viajante!

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A ultima vez que tivemos um filme com uma heroína (2005, Elektra), acabamos tendo péssimas lembranças com o longa, que trabalhou de maneira equivocada a jornada da personagem.

Após doze anos, caberia a maior super-heroína das HQ’s, Mulher-Maravilha, nos fazer esquecer de vez, a triste lembrança de uma adaptação com uma heroína nas telonas. Com uma breve e imponente apresentação no conturbado “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”, a personagem Diana Prince, que foi vivida por Gal Gadot, teve um enorme dever de apresentar a sua história de origem por meio de um grande “flashback”.

No seu filme solo, vemos a princesa das Amazonas antes dela tornar-se na poderosa Mulher-Maravilha, sendo treinada desde a sua juventude para ser uma guerreira invencível. Diana descobre que um grande conflito assola o mundo quando um piloto cai com seu avião nas areias da costa. Convencida de que é capaz de vencer a ameaça de destruição, Diana deixa a ilha de Themyscira. Lutando lado a lado com homens numa guerra que pretende acabar de vez com todas as guerras, ela acaba descobrindo todos os seus poderes… e seu verdadeiro destino.

As poderosas Amazonas em Themyscira

Esse incrível destino é desenvolvido de forma excelente na lente guiada pela diretora Patty Jenkins, a comandante do filme nos mostra com maestria e elegância todos os trejeitos de uma grande personagem que está se descobrindo. Essa descoberta é guiada pelo caótico mundo dominado por homens inescrupulosos do século XX, o roteiro escrito por Allan Heinberg (que se baseou em uma história de Zack Snyder e Jason Fuchs) deixa claro que a inocência da heroína é polida pelo “lado doce” de um bom homem, Steve Trevor.

Mesmo indo ao mundo e o encarando sem medo, (isso é comprovado em uma cena épica onde vemos Diana realmente se tornando a Mulher-Maravilha ao encarar um batalhão em uma sequência de cenas exuberantes), a personagem encontra em Trevor e na guerra o que o Dr. William Moulton Marston (também conhecido por seu pseudônimo, Charles Moulton) sempre quis transmitir com a heroína, uma personagem com uma “personalidade triunfante que usa os seus punhos e poderes com amor”.

Chris Pine é Steve Trevor.

Uma sacada genial da história que não é cansativa e sim, bastante interessante de se acompanhar em duas horas e vinte um minutos (2h21 minutos). Mulher-Maravilha transmite na tela o que a DC Comics sempre teve de melhor e o que sempre me conquistou, um personagem poderoso que segue os seus ideais e o coloca a prova para salvar tudo e todos, a angustia de falhar e a alegria de fazer o bem é transmitida em olhares e sorrisos fortes de uma Gal Gadot que estava totalmente à vontade na tela grande, o filme é um divisor de águas nas decisões equivocadas que o Universo Estendido da DC (DCEU sigla original) tomou recentemente, é nítido que as ideias do chefe da DC Filmes, Geoff Johns, já foram colocadas com a sua promessa de “otimismo e esperança”.

As cenas de ação também foram incríveis, a visão dark de Snyder aos heróis mais famosos da Terra continua obsoleta em lutas com paletas escuras e câmeras lentas que mostram todo o poderio da grande princesa amazona. O CGI fica um pouco saturado nos exageros de explosões e movimentos extremamente rápidos da heroína, entretanto, isso não atrapalha a experiência empolgante de ver a personagem dando porrada em todo mundo e o 3D deixa inclusive, o CGI em alguns momentos bem suave.

Gal Gadot em ação!

Por mais que o filme seja uma maravilha e adapta de forma incrível uma história de origem de um herói (em minha modesta opinião, o melhor filme de origem de um super-herói já feito), o filme peca justamente no desenvolvimento do vilão principal, Ares é sempre mencionado que fez isso e aquilo durante eras, mas vemos que a sua poderosa ameaça fica somente em diálogos orquestrados que sempre serviram para manipular todos, se o filme tivesse trabalhado ainda mais forte esse lado traiçoeiro do personagem, Ares teria sido um vilão ainda mais sombrio e ameaçador do que nos acabamos vendo em um terceiro ato que chega ser até um pouco apressado (medo de deixar o filme longo como BvS?).

Mesmo assim, esse pequeno erro não influência nas grandes qualidades da aventura que tem um mix de otimismo, drama, esperança, risadas, ação e amor. Os coadjuvantes (tanto os mocinhos e também os vilões) não atrapalham e nem influenciam no decorrer do filme que contou com a edição do experiente Martin Walsh (vencedor do Oscar por Chicago), que acabou deixando o filme com uma única ponta solta (será que um personagem importante retorna ou pode ser mencionado para uma futura sequência?) e a história de Heinberg mesmo sendo simples, é contada de uma forma extremamente linear para os costumeiros filmes de origem.

Ares é a grande ameaça!

O peso do pequeno erro no filme não influência na belíssima competência de Jenkins, que comandou o filme com uma delicadeza que remete já no planejamento de uma sequência, se depender da felicidade dos fãs, essa sequência pode acontecer, pois este primeiro filme está mais do que aprovado e o DCEU se consolida de vez com uma ótima história de uma incrível personagem.

 NOTA PARA O FILME: 4,5 / 5

TRAILER DUBLADO:

TRAILER LEGENDADO:

SINOPSE:

Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

 

 

Professor de Biologia e Educação Física Escolar, amante de praticamente tudo do mundo nerd e lunático pela 7º Arte. Apresentador do Teekcast, gosta da Marvel mas não tem vergonha de revelar para todos o seu amor platônico pela DC Comics e odeia a briga boba entre marvetes e dcnautas.

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