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OKJA | A fábula realista da Netflix – Crítica do Viajante!

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É incrível quando você irá trabalhar em um projeto que tenha como tema principal o capitalismo e o seu capital para financiar o seu filme é bem modesto. Diante desta premissa e com uma história bem contada, o polêmico Okja, filme produzido pela Netflix e que causou grandes burburinhos no Festival Cannes está disponível para o publico acompanhar no streaming.

A poética fábula realista da Netflix é comandada pelo sul-coreano Joon-Ho Bong (O Hospedeiro e Expresso do Amanhã), que mistura de forma elementar o visual do interior do seu país natal com a asquerosa e agitada vida no Ocidente. Bong trabalha bem a fotografia do filme e consegue transmitir com naturalidade o encantador porco que sofreu mutação, inicialmente, o baixo orçamento pode incomodar, mas com o ambiente tropical em que o personagem é apresentado, o espectador consegue se acostumar e a entender o início calmo e sem palavras em uma pequena fazenda na Coreia do Sul.

 A mensagem que Bong quer passar é transmitida sem pressa, o diretor usa a simplicidade do cotidiano e a visão capitalista para acelerar o filme para outra esfera, essa degustação começa a ficar eloquente quando temos os choques de cultura entre a atuação proposital e canastrona do brilhante Jake Gyllenhaal e da incrível Ahn Seo-Hyun, que transmite o lado puro em um mundo tão cruel.

Esse choque de cultura pode seguir um velho e gostoso clichê em que Hollywood adora nos passar, mas Bong não liga em usar o simples para transmitir a sua verdadeira mensagem, o lado sujo com “behind the scenes” da indústria de alimentos. Se por um lado, temos a indústria de alimentos, utilizando de experiências genéticas e maus-tratos aos animais para aumentar alguns números no lucro final, temos do outro, a população comemorando e participando do lançamento da “nova carne” e se divertindo com o circo criado pelo marketing. A mensagem de Bong acaba se transformando em não só uma, mas em duas ou três palavras fortes e importantes, isso se encaixa como uma paródia que tem como um dos focos, mostrar a hipocrisia que há em todas as camadas da nossa sociedade.

Literalmente, Okja é um tapa na cara dos carnívoros, especialmente em um país como os EUA que consomem de forma exagerada todos os tipos de carne e que nem por um momento, a grande maioria das pessoas se questiona quanto à origem da carne e seus efeitos. Se falta a sensibilidade de se importar com o tratamento ao animal, que fiquem atentos ao menos aos efeitos futuros que alimentos transgênicos, ou qualquer outro tipo de resultado laboratorial possa fazer com o ser humano, eis o surgimento do segundo objetivo do filme.

Mas não importa se sabemos de algo, afinal, o que não vemos, não nos incomoda. Há um diálogo que resume bem a intenção das mensagens de Bong no filme:

“Não sei como os consumidores reagirão depois de hoje” – “Se for barato, vão comer”.

Confesso que eu adoro carne e continuo comendo, pois a mensagem do filme não é passar ao espectador para que ele se torne um vegetariano, e sim, que ele reflita e conheça em larga escala esse lado podre da indústria e como o “delicioso pedaço de carne” chega à sua mesa.

Além disso, o produto final acaba fugindo completamente das “regras” de Hollywood, o que o torna ainda mais incrível! O filme mostra além de crueldade (algo que percebemos com a atuação da brilhante Tilda Swinton), temos a empatia pelo correto (transmitido em uma boa atuação vívida por Paul Dano), que é a ultima pura mensagem que o diretor define para as pessoas.

Uma jornada apaixonante, realista e reflexiva, Okja é um filme importante e que poderá (e deverá) ser usado como parâmetro para o futuro pessimista que o nosso planeta irá viver.

NOTA PARA O FILME: 4 / 5

 

Sinopse: A trama acompanhará Mija, uma jovem garota que deve arriscar tudo para evitar que uma poderosa empresa multinacional de sequestrar sua melhor amiga: um animal enorme chamado de Okja.

Elenco: Tilda Swinton, Paul Dano, Ahn Seo-hyun, Lily Collins, Steven Yeun, Devon Bostick, Giancarlo Esposito e Jake Gyllenhaal.

Direção: Joon-Ho Bong

Trailer:

 

Professor de Biologia e Educação Física Escolar, amante de praticamente tudo do mundo nerd e lunático pela 7º Arte. Apresentador do Teekcast, gosta da Marvel mas não tem vergonha de revelar para todos o seu amor platônico pela DC Comics e odeia a briga boba entre marvetes e dcnautas.

Críticas

ELSEWORLDS | O crossover das séries de super heróis da CW – Crítica

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Olá tripulantes, como sabemos, todos os anos a CW faz os famosos crossovers das séries de super heróis para ter uma interação entre os atores. Tudo começou na 2º temporada de Arrow com a aparição de Barry Allen. Depois tivemos com Flash, a criação das Lendas do Amanhã, depois o surgimento da Supergirl, Invasão e por último, no ano passado, tivemos a Crise na Terra X com uma pequena base no clássico dos HQs “Entre a Foice e o Martelo.

Esse ano a CW inovou com o Elsewords. Tivemos a aparição do Monitor, tivemos a aparição da Batwoman (amei a Ruby Rose como Kathy Kane). Ao final dos episódio 8 de Arrow e Flash temos a terra 90 (baseada nos heróis dos anos 90). Barry acaba sendo arrastado e indo encarar o monitor (John Wesley Shipp revivendo o papel de Barry Allen). A história começa com tudo do mesmo jeito em que terminaram os episódios, exceto que agora Oliver Queen é Barry Allen e vice-versa. Somente os 2 tinham essa consciência, o mundo todo estava confuso. Eles então fogem pra Terra 38 pra encontrar Kara e conhecem Clark Kent e Lois Lane ( o que eu mais queria ver:  Oliver e Barry conhecendo o Superman), e achei mega legal a interação deles.

Depois de se conhecerem eles voltam para Terra 1 e conhecem AMAZO, um robô das industrias Ivo ( pra quem não se lembra amazo era o nome do barco em que estavam Sarah Lance e o Anatoly na 2 temporada de Arrow, e Ivo era o doutor que estava morrendo lá). No final dessa luta Cisco vibra e vê o Monitor entregando o livro do destino para um homen ( John Deegan, médico do Asilo Arkham) e altera a história. Termina o 1 episódio eles indo pra Gotham. O mais legal disso é o Oliver não acreditar no Batman e achar que ele é uma lenda com tudo apontando a existência dele, até mesmo com o Bat-Sinal e eleinsistindo  que era um mito. Eles conhecem a Kathy Kane que alega ser prima de Bruce Wayne, e que omesmo saiu da cidade há 3 anos. O legal aqui é como ela é introduzida e como agem de maneira muito legal. Depois eles vão pro asilo pra pegar o tal livro do destino, pois o Barry da terra 90 diz que só o mesmo corrigiria tudo. Após estarem de posse do objeto eles voltam pra base da ARGUS  e   então encontram o Flash da Terra 90, que a princípio acham que é Joel Ciclone ( nome muito mais legal que Flash da terra 3) que acaba tendo que esclarecer quem realmente é e revela que  John Diggle era um membro da tropa dos Lanternas Verdes. Os 4 vão de frente ao encontro com o Monitor que além de enviar Barry de volta pra Terra 90, recupera o livro e devolve para fazendo com que tudo mude novamente e Oliver e Barry agora são criminosos conhecidos como os gênios do Gatilho.

No começo do 3º e último episódio vemos o Superman com uniforme preto e meio que dominador, mas em poucas palavras já sabemos quem é o Superman facista. Oliver e Barry são bandidos e Kara esta presa no Star Labs. Oliver e Barry conversam com o Monitor e encontram uma maneira de resolver tudo. Rumam para a terra 38 e trazem consigo o Superman. Há uma grande briga e Kara recupera o livro do destino e entrega ao Superman que a retorna á identidade de Supergirl, Barry como Flash e Oliver como Arqueiro Verde. Nova briga e eis que surge no meio da batalha Brainiac 15, Lois Lane com um martelo e Ajax ( odeio o nome Caçador de Marte) na terra 1 que depois de resolverem tudo, voltam pra terra 38, a realidade é concertada e no final Batwoman ainda liga pra Oliver e diz que tudo ainda não acabou e que virá ainda uma Crises nas Infinitas Terras.

Bom o que eu tenho a dizer é que foi o melhor crossover que eu vi na vida. Adoro o Superman da CW. Ele tem muitos pontos do Superman dos quadrinhos. A referência ao HQ “Melhores do Mundo” que a Kara faz com a Kathy, as cenas do Oliver com os poderes do Barry estavam hilárias demais. Parabéns à CW. Esse foi o Maior Fã service de todos e minha nota :

5 /5

 


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HOMEM-ARANHA: NO ARANHAVERSO | Simplesmente espetacular! – Crítica do Don Giovanni

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Após os rumores de que a Sony pode “caminhar com suas próprias pernas” depois de “Homem Aranha: Longe de Casa” (colocando um fim na parceria com a Marvel Studios) os fãs do “cabeça de teia” ficaram preocupados (e com razão) com o futuro cinematográfico do “escalador de paredes”. Mas se isso realmente se concretizar, a nova animação “Homem Aranha no Aranhaverso” produzida pela Columbia Pictures e Sony Pictures Animation, pode indicar que o estúdio aparentemente aprendeu com os erros do passado e está pronto para retomar o controle criativo da criação máxima de Stan Lee.
 
 
 
Diferente de Venom e dos filmes de Andrew Garfield “Homem Aranha no Aranhaverso” consegue sintetizar de forma “espetacular” toda a essência, o humor, a aventura e o heroísmo do personagem mais importante da “casa das Ideias”. Usando uma narrativa idêntica as das historias em quadrinhos (com direito a onomatopeias e balões de pensamentos), a animação dirigida por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, surpreende pela qualidade do roteiro (extremamente bem amarrado, dinâmico e ousado) pela maravilhosa técnica de animação (que produzem lindas imagens e cenas de ação de tirar o fôlego) e por apresentar a versão mais próxima das “Hqs” do “amigão da vizinhança”.
 
 
 
 
Com o intuito de trazer sua esposa Vanessa e seu filho Richard de volta a vida, Wilson Fisk financia um aparato tecnológico capaz de criar uma “fissura” entre as dimensões para encontrar uma espécie de “contraparte” de sua falecida família. A insanidade do “Rei” causa um colapso nas dimensões (que pode ser sentido a todo o momento quando imagens em primeiro e segundo plano ficam fora de foco por alguns segundos) causando o encontro de vários “homens aranhas” de universos distintos. Somos apresentados então ao jovem Miles Morales, de origem porto-riquenha e afro-americana. É impressionante como Morales precisa de muito pouco tempo de tela para conquistar o espectador. Carismático e descolado no Brooklyn, o garoto que irá se tornar o novo Homem Aranha, é um adolescente comum, como qualquer outro, que tenta suprir as expectativas geradas por seus pais, enquanto se adapta a uma nova realidade, a uma nova escola. Ao lado de suas outras contrapartes que incluem a versão clássica dos quadrinhos (o verdadeiro, porém mais velho e sedentário), Spider-Gwen, o Homem Aranha Noir (dublado por Nicolas Cage) e até mesmo Peter Porker, uma versão dos anos 80 pra lá de bizarra (Porco-Aranha), o novo “amigão da vizinhança” deve impedir a destruição de todas as realidades, além de aceitar seu destino.
 
 
Se não bastassem a ótima história e os divertidos personagens, o longa animado ainda presta diversas lindas homenagens que vão desde as Hqs do herói, ao clássico desenho animado dos anos 60, aos filmes de Sam Raimi e até mesmo a versão de Tom Holland de Guerra Infinita. Uma declaração de amor ao “teioso” com direito a uma emocionante participação de Stan Lee e um lindo tributo a Steve Ditko.
 
 
Ou seja, se a Sony seguir seu próprio caminho com o Homem Aranha, essa nova produção é uma prova de que com as pessoas certas, Peter Parker ainda pode render deliciosas e mágicas aventuras, mesmo sem a batuta da Marvel Studios. Que venham mais animações de Morales e cia, os fãs do aranha agradecem.
 
 
 
 
P.S – A cena extra é épica e nostálgica.
 
 
 
 
Pontuação de 0 a 5
 
 
Nota: 5

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AQUAMAN | Crítica em vídeo com Aline Giugni & Don Giovanni

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Acompanhe nossos audaciosos mergulhadores Don Giovanni & Aline Giugni  em mais uma divertida crítica em vídeo. Bem vindo a Atlântida!

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