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PATRULHA DO DESTINO | O mestre da magia Willoughby “Constantine” Kipling – Episódio #04: Cult Patrol (Crítica)

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O fim do mundo está chegando e a única pessoa que pode ajudar a Patrulha do Destino a salvar o jovem que pode ser a chave para tudo é aquele feiticeiro britânico que bebe e fuma muito…

Não, não é quem você está pensando…

Este é outro personagem e ele se chama Willoughby Kipling.

Nos anos 80, Willoughby Kipling foi originalmente introduzido por Grant Morrison nas HQs da Patrulha do Destino, pois a DC Comics não quis que o badalado John Constantine se misturasse com as palhaçadas malucas da patrulha. Bem neste caso, parece que o episódio desta semana, a Patrulha do Destino pode ter conseguido o impossível ao contar uma história estrelada por Constantine (através de uma adaptação frouxa da primeira aparição cômica de Kipling) por meio de uma sacada genial dos produtores que puderam tirar uma das melhores histórias de Hellblazer .

Há uma armadilha na qual muitos escritores podem cair ao introduzir elementos de histórias mágicas. Assim como em lidar com ficção científica de alto conceito, pode haver uma confiança excessiva na desculpa “é mágica, apenas vá em frente”. Nas mãos de um contador de histórias fraco, qualquer história mágica corre o risco de usar magias como uma muleta ou um atalho. Enquanto isso acontece pelo menos uma vez neste episódio, os escritores Marcus Dalzine e Chris Dingess encontram maneiras realmente divertidas de utilizar o misticismo de Kipling em várias formas diferentes.

Mark Sheppard absolutamente rouba este episódio com sua interpretação de Willoughby Kipling. Ele é totalmente crível como um cara que já viu demais e tomou muitas decisões difíceis. Ele bebe para esquecer, mesmo quando ele sabe que tem que ficar na luta o máximo que puder, pois ele está mais do que disposto a se levantar com a espada flamejante na mão quando a verdadeira batalha começa.

A natureza confusa das habilidades de Willoughby é bem iluminada pelas reações do time a ele. Com suas estranhezas e até o seu recital de “Love Me Do” fazem do personagem um ser divertido que se encaixa com a Patrulha, pois Willoughby não entende como cada membro da equipe “funciona” e está é uma maneira inteligente de mostrar a divisão entre magia e ciência.

Feitiços loucos incluídos, uma coisa que parece tão refrescante sobre a Patrulha do Destino é a disposição da série em confiar na inteligência de seu público. A série raramente tenta segurar as mãos dos espectadores quando se trata de introduzir novos conceitos ou confiar em informações estabelecidas. Quando Cliff e Hammerhead chegam à Espanha, Cliff agradece a Flit, a personalidade de teleporte de Jane. Não há nada mais frustrante do que quando um show de gênero esquece as habilidades de um personagem por conveniência. 

Da mesma forma que temos nossas próprias peculiaridades e rotinas, esses personagens estão acostumados com o jeito que são, então eles tratam suas habilidades como “negócios como de costume”. É um pequeno toque, mas que me deixou muito feliz como um todo. Em um mundo tão louco quanto o que a série habita, os detalhes são uma parte importante de manter as coisas juntas. Isso mostra um grande cuidado por parte dos escritores.

Neste episódio foi um alívio ter Willoughby assumindo a liderança, porque o Cyborg está começando a me dar nos nervos. Isso não é culpa de Joivan Wade, que interpreta Vic Stone com um autêntico senso de responsabilidade e heroísmo. O problema é que Vic passou os últimos episódios apenas como um idiota, batendo em um grupo de desajustados que já se sentem abatidos pela vida e pelo mundo lá fora.

April Bowlby brilha como Rita neste episódio, a personagem quer viver sua vida sem se sentir em um freakshow e realmente pra ela é algo bem difícil. Na cena mais forte do episódio, ela convence Elliot, o alvo dos cultistas do mal, a não tirar a própria vida. Ela é terna e compreensiva, mas firme com ele, especialmente quando ela grita para ele se recompor para que eles possam salvá-lo (e ao mundo).

No lado menor das coisas, a introdução de elementos de fantasia mostrou um CGI bastante sólido neste episódio. O efeito mais fraco aqui foi o aparecimento dos Hoodmen (Culto do Livro NãoEscrito), os executores sobrenaturais pareciam estar usando máscaras de Halloween com absolutamente nenhuma flexibilidade.

No balanço geral, este foi um episódio extremamente divertido e cheio de diálogos risíveis que misturaram momentos emocionais tocantes. Por mais estranho que pareça, parece que as coisas vão ficar ainda mais selvagens futuramente com a introdução de seres que estão combinando com a série, que continue assim e vá melhorando com este balanço bastante interessante que a série vem nos mostrando.

Nota para o episódio “Cult Patrol” (04): 4 / 5


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Professor de Biologia e Educação Física Escolar, amante de praticamente tudo do mundo nerd e lunático pela 7º Arte. Apresentador do Teekcast, gosta da Marvel mas não tem vergonha de revelar para todos o seu amor platônico pela DC Comics e odeia a briga boba entre marvetes e dcnautas.

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