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Críticas

RIVERDALE | Crítica do Viajante!

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Salve! Salve viajantes nerds!

Hoje iremos falar sobre o recente sucesso do canal americano CW (transmitida no Brasil no canal pago “Warner Channel” e distribuida mundialmente pela “Netflix” – em breve deve ser disponibilizada na “Netflix Brasil”), Riverdale, que teve finalizado a sua primeira temporada.

Pra quem não conhece, a produção é uma adaptação de Greg Berlanti (produtor das séries de heróis da DC no canal) e Roberto Aguirre-Sacasa (chefe criativo da editora Archie Comics) da HQ “A Turma do Archie”, a qual já teve uma versão animada produzida na década de 1960.

A história, situada nos dias de hoje, apresenta a vida do adolescente Archie Andrews (K.J Apa, que não é americano!) e seus amigos que frequentam a mesma escola em Riverdale, no interior dos EUA.

Após um verão de acontecimentos na pequena cidade de Riverdale, que ainda se recupera da trágica morte do jovem Jason Blossom, é tempo de voltar à escola. Este é um novo começo para Archie Andrews que decidiu seguir carreira na música, contrariando a vontade do pai e do treinador de futebol, Archie começa a compor músicas, as quais ele oferece à Josie, a vocalista da banda “Josie e as Gatinhas”. Mas, orgulhosa e ambiciosa, ela não está interessada em gravar as canções de Archie.

O pai de Archie é Fred Andrews (Luke Perry, o Dylan McKay da série “Beverly Hills, 90210” – conhecida no Brasil como “Barrados no Baile”), o proprietário de uma construtora que tem o sonho de ver o filho assumindo seu lugar na empresa um dia.

Além disso, Archie tenta reatar a amizade com seu ex-melhor amigo Jughead (interpretado brilhantemente por Cole Sprouse do seriado infantil “Zack e Cody: Gêmeos em Ação”). Betty Cooper (a belíssima Lili Reinhart) é secretamente apaixonada por Archie, seu melhor amigo, e tem que enfrentar sua mãe super-protetora (que é uma personagem chata no começo da série e depois ela melhora!).

Entretanto, tudo começa a mudar quando ele conhece Veronica Lodge (Camila Mendes, filha de brasileiros!), uma nova e rica estudante que chega à cidade após um escândalo que afetou sua família. Esta é apenas uma parte das muitas histórias e segredos dos moradores de Riverdale, uma cidade tranquila e aparentemente perfeita, mas que esconde muitos perigos em seu lado sombrio.

Mesmo sendo uma série focada para o publico infantojuvenil, Riverdale é uma grata surpresa pela qualidade e desenvolvimento do seu roteiro, com uma mistura da clássica série Twin Peaks (que é pioneira em adaptar episódios com vários mistérios e que retorna esse ano para TV) e Gossip Girl (que mostra o lado rebelde de um grupo de adolescentes em um ambiente escolar), os produtores acertaram no ritmo ambientado na série. Vale lembrar que as referências não param por aí, se você prestar atenção, vai perceber alguns easter-eggs para as conhecidas Black Mirror, Scream, entre outras.

Com uma dose de mistérios e um uso moderado dos clichês, Riverdale erra em dois pontos que com toda certeza serão acertados na sua segunda temporada que já está confirmada, o pouco brilhantismo do protagonista Archie e a fraca revelação do assassino de Jason Blossom.

Mesmo assim, a série carrega milhares de méritos, como uma fotografia impecável da paisagem da pacata cidade, o desenvolvimento das personagens Betty Cooper e Cheryl Blossom (a encantadora Madelaine Petsch), a narração sobre os acontecimentos na primeira temporada e todo o drama trabalhado com o personagem Jughead que roubou as cenas, o destaque para os pais dos personagens que são importantes e a química entre a turma do Archie é real.

Como grande ponto alto, o desenvolvimento da história neste primeiro ano é extremamente envolvente, tanto para os personagens e também para o espectador que fica com a vontade de querer saber que vai acontecer nos episódios seguintes.

E para um gostinho de quero mais, o final da temporada terminou com algo envolvendo Archie Andrews e as respostas só serão respondidas na próxima temporada que chega ainda este ano, ainda bem!

NOTA PARA A 1º TEMPORADA: 4,5/5

 

Trailer:

 

Editor-Chefe do Nerdtrip e Professor de Biologia e Educação Física Escolar. Amante de Animações, Seriados, Games, Ficção, Mundo Mágico, HQs e lunático pela 7º Arte. Entendedor de Oscar e outras premiações frescurites que ninguém liga e repara nos filmes (aqueles detalhes bobos). Ama a 'Trindade' que é conhecida nos 7 cantos do mundo e nas horas vagas escuta aquela música eletrônica para ficar na vibe ou curte também aquele bom e velho rock'n'roll.

Críticas

PANTERA NEGRA | Crítica do Don Giovanni

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Poderoso, imponente, emocional e uma verdadeira declaração de amor a cultura africana.
 
Depois de receber praticamente 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, a nova produção da Marvel studios chega aos cinemas suprindo as expectativas geradas pelos fãs. Com um elenco estelar e sem medo de ser fiel a mitologia do Rei de Wakanda, o filme tira o estúdio de sua zona de conforto, apresentando uma história sólida, ótimos personagens, roteiro bem amarrado, eletrizantes cenas de ação e vilões críveis, com motivações verdadeiras.
 
Após uma linda e rápida introdução onde descobrimos a origem do “vibranium” e parte da história do primeiro “Pantera Negra”, somos levados a uma viagem alucinante ao reino de Wakanda, onde mergulhamos de cabeça na maravilhosa cultura Africana.
 
A cidade de Wakanda ganha ares de protagonista no primeiro ato da produção, seja na sua linda arquitetura (que mescla modernidade futurista, com características tribais), no maravilhoso figurino dos personagens, ou nas cores vibrantes escolhidas pelo diretor. Toda essa riqueza cultural é emoldurada com uma trilha sonora incrível e eclética, que passeia por diversos estilos da black music.
 
Ao longo da produção podemos notar inúmeras referências ao clássico da Disney “Rei Leão”, não só em parte da estrutura do roteiro, mas também em algumas imagens e momentos emocionantes. O competente diretor e co-escritor de Credd (2015), Ryan Kyle Coogler (de apenas 31 anos), também assina parte do roteiro e dá um show criando belas imagens, frenéticas cenas de ação e lindos momentos de intensa carga emocional.
 
Além de conseguir tocar em pontos sociais importantes, sem rodeios e de forma clara, o filme tem como uma de suas principais armas, personagens carismáticos, interpretados por atores incrivelmente maravilhosos.
 
Chadwick Boseman (T’Challa / Pantera Negra) comanda o espetáculo. Além de conseguir dar um tom elegante e extremamente forte ao seu personagem, conferindo ao herói uma postura impecável como soberano de Wakanda, o ator fez uma árdua preparação física que pode ser notada em suas excelentes cenas de ação.
 
Lupita Nyong’o (Nakia) brilha na tela. A vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por “Doze anos de Escravidão” (2013) surpreende nas cenas de ação e entrega uma personagem atual, independente, e carismática. O interesse amoroso de T’Challa e membro secreto da Dora Milaje (as forças especiais femininas de Wakanda, que servem como guarda-costas do Rei) contribui de forma efetiva para o desenrolar da história.
 
Os fãs de Walking Dead que me perdoem, mas Danai Gurira (Okoye) encontrou o papel de sua vida. Okoye rouba praticamente todas as cenas em que aparece. A fiel Líder das Dora Milaje se mostra uma ótima personagem, graças a interpretação intensa e convincente da atriz.
 
E o que dizer da divertidíssima Letitia Wright (Shuri), irmã de T’Challa e princesa de Wakanda? Seu carisma é impressionante e sua parceria com o irmão, deliciosa.
 
Ainda temos que citar o sempre competente Forest Whitaker (Zuri) e a incrível Angela Bassett (Ramonda) que dão suporte a essa nova geração de maravilhosos atores.
 
Os vilões, quase sempre criticados nas produções do gênero, são também responsáveis pelo grande sucesso da produção.
 
Andy Serkis (Ulysses Klaue) está irreconhecível, não só pelo fato de estar mais forte, mas por conseguir entregar um Garra Sônica, extremamente surtado e ameaçador, diferente de tudo que o ator já fez até então.
 
O filme é bastante fiel aos personagens. A origem do Pantera está idêntica, com direito a “erva sagrada”(achei que a Disney não usaria esse nome) e a impactante cerimônia de coroação, onde o pretenso Rei pode ser desafiado para um combate mortal. Mas nada foi mais gratificante pra mim, do que poder ver um dos maiores inimigos do Pantera Negra, ser retratado de forma tão eficiente como foi a interpretação de Michael B. Jordan, como Erick, o terror Negro. Se já não bastasse a perfeita motivação do vilão, tenho que confessar que uma referência em especial me deixou com lágrimas nos olhos.
 
 
 
SPOILER ALERT! SPOILER ALERT! SPOILER ALERT!
 
 
A principal imagem que me vem a cabeça quando penso em Erick, o terror negro, é uma cena de uma antiga hq do herói, em que o vilão está de costas, erguendo o Pantera Negra por cima da cabeça, para atira-lo de um precipício…e não é que temos essa cena na produção…nem acreditei, passou um filme na minha cabeça, quer dizer….uma “Hq”.
 
Pantera Negra é um grande acerto da Marvel, não só por fazer justiça a um dos membros mais legais dos Vingadores, mas por levanta a bandeira da representatividade e elevar ao máximo o orgulho de um povo sofrido, que ansiava por um herói, que pudesse se tornar um espelho para as novas gerações, como um ícone de orgulho, determinação e esperança em dias melhores.
 
 
 
“LONGA VIDA AO REI!”
 
 
 
NOTA PARA O FILME: 5/5

 
 
PS – Antes de você fazer aquele textão, dizendo que temos o Blade, o Super Choque, o Falcão, o Máquina de Combate, o Luke Cage e etc. E que Pantera Negra não é tudo isso em questão de representatividade, lembre-se que a grande maioria dos heróis negros, nãos são protagonistas. Blade não é uma superprodução de quase 200 milhões de dólares, Super Choque ainda é mega desconhecido pelo grande público e ao contrario de Luke Cage e Raio Negro, que vivem no Harlem, nosso grande felino é Rei do País mais evoluído do planeta. E isso faz uma diferença enorme, principalmente em nosso mundo racista, homofóbico, machista e conservador.

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PANTERA NEGRA | Crítica em vídeo com Aline Giugni & “Don Giovanni”

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Desbrave as selvas de Wakanda junto com “Don Giovanni & Aline Giugni em mais uma divertida crítica em vídeo dos nossos aventureiros.

Pegue sua “erva sagrada” e vamos nessa…

Confira o vídeo abaixo, ou clique aqui.

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EVERYTHING SUCKS! | Netflix apostando nos anos 90

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Everything Sucks! A nova série da Netflix é ambientada nos anos 90 e conta a história de Luke (Jahi Di’Allo Winston) e Kate (Peyton Kennedy). Ele que apaixonado por Kate, embarca no desafio de juntar o seu grupo escolar de vídeo com o grupo de teatro também da escola, para criarem juntos um filme “romântico com alienígenas”. 

Ela, filha do diretor da escola, enfrenta o desafio de lidar com a paixão do Luke por ela enquanto se descobre como homossexual. Os pilares da série são eles dois, outros núcleos são oferecidos ao longo dos 10 episódios da primeira temporada mas nada nos fisga tanto como os dramas vividos por essa dupla, que inicialmente até tentam ser um par.

Apesar de ambientada nos anos 90, a série não fica pesando na nostalgia, nos faz recordar de alguns recursos da época mas apenas pela necessidade da trama, a ambientação não é tão bem feita, as cores são mal exploradas e algumas caracterizações são exageradas e caricatas. A trilha sonora é agradável e encaixa bem a seleção escolhida, mas deixa a sensação que podia ter sido melhor explorada.

Os primeiros episódios não encantam, nada engata muito bem no início, é tudo muito forçado e cansativo, mas quando separa e fica mais focado nos dramas pessoais de Luke e de Kate, e não mais neles como casal, a série flui e fica fácil de assistir.

À partir da sua metade ficam os melhores episódios, quando se deixa de lado a idéia de se explorar os confrontos pessoais na escola e passa-se a trabalhar com a interação de diferentes tipos de personalidades, à partir de então a série flui, torna-se agradável e fica até promissora.

Outro ponto positivo é que algumas séries que trabalham mais com o público adolescente as vezes desprezam o núcleo adulto, mas em Everything Sucks há um bom trabalho com relação aos pais dos dois protagonistas.

A Netflix e os criadores da série, Ben York Jones e Michael Mohan, não entregam algo brilhante, nem inovador, mas promissor se mantido o ritmo de sua segunda metade dessa primeira temporada. A dica que deixo é não maratonar os primeiros episódios e ter um pouquinho de paciência com o seu início.

Nota para a série: 3 / 5 

 

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