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Críticas

STAR TREK DISCOVERY | Airiam – Episódio #09: Project Daedalus – Crítica do Viajante

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Após se tornar a nave mais procurada da galáxia nas palavras do seu próprio 1º oficial, o tenente-comandante Saru (Doug Jones) ao final do episódio passado, a U.S.S. Discovery inicia o episódio dessa semana com a chegada em missão secreta da almirante Katrina Cornwell (Jayne Brook). Intitulado Project Daedalus, o nono episódio da segunda temporada de Star Trek: Discovery foi exibido na última quinta-feira (14/03) e já está disponível na rede de streaming Netflix.

Cornwell se encontra secretamente com o capitão Christopher Pike (Anson Mount) pois quer interrogar o oficial fugitivo meio humano e meio vulcano Spock (Ethan Peck) que se encontra a bordo da Discovery sobre as visões que o Anjo Vermelho lhe proporcionaram sobre o futuro da galáxia. Esse também é o motivo de a Seção 31, agência de inteligência e espionagem da Frota Estelar, estar em seu encalço. Spock também é acusado pelo assassinato de 3 oficiais o que já sabemos ser falso após os habitantes de Talos IV terem lido sua mente no episódio passado.

A almirante apresenta a Pike o video de segurança forjado que mostra Spock cometendo os crimes. Ela fala também sobre uma espécie de inteligência artificial que ajuda o almirantado da Frota nas tomadas de decisões conhecido apenas por Controle e cujo acesso foi restrito por uma certa almirante vulcana chamada Patar (Tara Nicodemu) apenas aos almirantes que controlam a Seção 31. A existência de tal dispositivo novamente deixa os trekkers mais tradicionalistas de cabelos em pé já que nunca foi citado em nenhuma outra série da franquia. Realmente é estranho acreditar que o alto comando da Frota um dia já deixou as tomadas de decisões a cargo de uma máquina. A Discovery ruma então para uma colônia penal abandonada mas que segundo Cornwell é na verdade a base secreta da seção 31. A ideia é aprisionar Patar e os outros almirantes e retomar o acesso ao “Controle”. 

O episódio porém é centrado basicamente na tenente-comandante Airiam (Hannah Cheesman). Híbrida de máquina e humana, a oficial da ponte de comando teve sua mente invadida no episódio passado, porém apenas o espectador sabe disso nesse primeiro momento. Na primeira cena em que aparece, Airiam está fazendo uma limpeza em sua própria memória e tem flashbacks de momentos de descontração com outros tripulantes da Discovery. Sentimos aqui uma intimidade entre os personagens que até então estava ausente na atual série da franquia. Uma reclamação dos trekkers desde o começo de Discovery.

A cena também é construída para dar ao espectador a dimensão da humanidade de Airiam que até então aparentava ser praticamente inexistente. Primeiramente percebemos que durante sua limpeza de memória não deleta os tais momentos de descontração com seus colegas de ponte. Salva-os todos. O ambiente de seus aposentos é espartano porém notamos alguns objetos de decoração interessantes. Sobre uma mesa de canto uma foto sua de quando era humana ao lado de seu falecido marido. Uma estátua provavelmente religiosa que lembra um Buda (talvez seja realmente) e um vidro de perfume que ela diz à alferes Sylvia Tilly (Mary Wiseman) que anteriormente estava guardado mas que atualmente gosta de tê-lo em visibilidade. A chegada de Tilly aliás serve para mostrar que Airiam tem sim sentimentos de amizade e humor, sendo que faz inclusive piadas.

Tudo isso lembra mesmo que momentaneamente shows anteriores como Star Trek: The Next Generation. Isso explica-se pela direção do episódio que foi realizada por Jonathan Frake, que ficou conhecido pelos fãs por interpretar o 1º oficial da Enterprise-D, o tenente-comandante Willian Riker em Next Generation. Pessoalmente tenho percebido uma qualidade superior em episódios por ele dirigidos. O clima na ponte de comando me parece mais leve também, com os oficiais interagindo mais descontraidamente inclusive com toques de humor.

Ethan Peck em minha opinião está muito bem como Spock. O peso de substituir o falecido Leonard Nimoy (Spock original) é descomunal. Porém o ator vem conseguindo passar de maneira adequada todo o conflito característico do personagem entre sua personalidade lógica vulcana em contrapartida à sua parte humana passional. Por um lado o vemos cair em um desafio quase adolescente de sua irmã adotiva Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) para uma partida de xadrez tri-dimensional onde ela apela para seu orgulho pessoal dizendo que ele tem medo de perder. E por outro nos divertimos com seu embate com o engenheiro-chefe Paul Stamets (Anthony Rapp) ao tentarem consertar juntos o motor de esporos da Discovery. A dinâmica entre os dois é uma discreta homenagem à relação entre o Spock original e o engenheiro da série clássica Montgomery Scott  que era interpretado pelo também já falecido ator James Doohan

Quando a Discovery chega à base da seção 31 sua tripulação nota que a estrutura é protegida por minas espaciais. Esse tipo de defesa é proibida pela Frota o que denota a já conhecida amoralidade e desrespeito ás normas que o citado departamento sempre demonstrou em todas as séries da franquia onde apareceu. A seção 31 sempre teve uma aura vilanesca em torno de si. 

Após uma batalha espacial entre a Discovery e as minas espaciais que passam a atacá-la pra suprir a obrigatoriedade de cenas de ação que agora existe em Star Trek, Pike recebe uma ligação da almirante Patar que supostamente se encontra dentro da base. Após um impasse, Burnham, Airiam e a chefe de segurança Nham (Rachael Ancheril) formam um grupo avançado e invadem a instalação. Lá dentro encontram apenas corpos que segundo análise estão mortos há duas semanas. Fica claro então que a transmissão feita minutos antes era falsa. Ao checar a transmissão Saru percebe que não há alteração da assinatura de calor da oficial vulcana, mesmo quando desafiada, e que o mesmo ocorre no video de segurança dos assassinatos cometidos por Spock. Concluem então tratar-se  apenas de hologramas. A inocência de Spock está provada.

Tilly percebe então que Airiam limpou sua memória antes de descer para a missão. Fica claro que está sendo controlada por uma força exterior. Na base a oficial cibernética se torna hostil. Entra em luta corporal primeiramente com Nham e a vence deixando para morrer sufocada. O fato de a chefe de segurança ser a única a estar de traje vermelho (seria uma red shirt?) reforça na cabeça dos trekkers mais atentos a ideia de que está morta. Airiam passa então a lutar com Burnham e a briga acaba num impasse onde Tilly, da Discovery, apela para os sentimentos de amizade de Airiam que recupera a sanidade mas não o controle de seu corpo. Ela pede então que Burnham a mate abrindo uma comporta arremessando-a assim ao vácuo. Isso para que ela não cumprisse sua missão.  Burnham exita e Nham, que não estava realmente morta, faz o trabalho sujo.

O episódio serviu para revelar ao espectador o verdadeiro vilão da história. Uma espécie de revolução das máquinas bem ao estilo de O Exterminador do Futuro estava a caminho. O tal do “Controle” queria as informações coletadas pela Discovery no 4º episódio dessa temporada, An Obol for Charon, da esfera de 100.000 anos de idade. Era isso que Airiam havia baixado no lugar de suas memórias tradicionais e estava levando a ele. Dessa forma a A.I. tornaria-se senciente e levaria a cabo  a previsão que o Anjo Vermelho revelou a Spock. A missão de Airiam, se fosse levada a cabo, extinguiria a vida orgânica da galáxia criando uma nova civilização cibernética. Resta saber se o futuro mudou realmente. Ou se essa sombria linha temporal tomará outro caminho. Mesmo porque em suas últimas e misteriosas palavras Airiam pede a Burnham que encontre o tal Projeto Dédalus que dá nome ao episódio…

Classificação mantida em relação ao episódio anterior

 

Críticas dos episódios anteriores:

STAR TREK DISCOVERY | Retorno eletrizante mas que pode desagradar os tradicionalistas – Episódio #01: Brother – Crítica do Viajante

STAR TREK DISCOVERY | De Volta à Estrada de Cogumelos – Episódio #02: New Eden -Crítica do Viajante

STAR TREK DISCOVERY | O Retorno dos Klingons Cabeludos e suas Bat’Leths – Episódio #03: Point of Light – Crítica do Viajante

STAR TREK DISCOVERY | Um ser de 100.000 anos de idade – Episódio #04: An Obol for Charon – Crítica do Viajante

STAR TREK DISCOVERY | Aventura na rede micelial – Episódio #05: Saints of Imperfection – Crítica do Viajante

STAR TREK DISCOVERY | Uma nova perspectiva sobre a 1º Diretriz – Episódio #06: The Sounds of Thunder – Crítica do Viajante

STAR TREK DISCOVERY | Go ask Alice and feed your head – Episódio #07: Light and Shadows – Crítica do Viajante

STAR TREK DISCOVERY | Retorno a Talos IV – Episódio #08: If Memory Serves – Crítica do Viajante

 

Leia também as críticas de cada episódio da 1º Temporada:

Episódio duplo de estréia

Episódio 03

Episódio 04

Episódio 05

Episódio 06

Episódio 07

Episódio 08

Episódio 09

Episódio 10

Episódio 11

Episódio 12

Episódio 13

Episódio 14

Episódio 15

 

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Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

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