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Críticas

STAR TREK DISCOVERY | Franquia parece tomar rumo diferente – 3º Episódio: Context is for kings – Crítica do Viajante

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E o 3º episódio da nova série “Star Trek Discovery” já está disponível na rede de streaming Netflix e jão são perceptíveis algumas mudanças em relação á fórmula tradicional da franquia criada por Gene Roddenberry. A começar pelo protagonismo de um personagem que não o capitão da nave estelar em questão, no caso a U.S.S Discovery. Contudo, essa informação já havia sido dada a meses atrás, e todos os “trekkers” já haviam tido tempo de digeri-la.

Capitão Lorca

Porém essas não são as únicas mudanças. No episódio desta semana, a comandante “Michael Burnham” (Sonequa Martin-Green), acaba indo parar aparentemente por acidente, finalmente, na nave estelar que dá nome ao show. Lá, ao invés de ir para a detenção, já que no final do episódio anterior fora condenada à prisão perpétua e se encontrava em uma nave de transporte de prisioneiros antes de cair na Discovery, é levada ao capitão Gabriel Lorca (Jason Isaacs), que lhe oferece trabalho. De cara percebemos que Lorca não é um capital tradicional como estamos acostumados. Sombrio e circunspecto, nos passa a impressão de que não se importa muito com regras e leis da federação. E o próprio episódio nos leva a crer que pode ser um vilão, ou no mínimo um oficial anti-ético. Ou não. Uma aura de mistério o envolve e pode vir a incomodar os trekkers mais ferrenhos acostumados com capitães éticamente impecáveis e cuja transparência nas atitudes é vísivel, como “Piccard” ou “Janeway”. O próprio Lorca tenta justificar suas atitudes por estarem em “tempos de guerra”.

Engenheiro-chefe Paul Stamets

Aliás, o episódio todo é sombrio e tenso, a tripulação não aparenta leveza e aquele ar de felicidade e companheirismo contante de outras série.  Os tripulantes não se dão bem o tempo todo, e isso fica nítido quando percebemos que o engenheiro-chefe Paul Stamets (Anthony Rapp), não só desafia abertamente seu capitão, como também o odeia por considerá-lo um militarista cruel, enquanto ele próprio é um cientista que luta apenas em prol da ciência.

Cadete Sylvia Tilly

Aliás, além de ódio, também notamos um certo preconceito inerente aos tripulantes, não só em relação à “Burnham”, que é conhecida pela alcunha de “a amotinada”, como também por ser a responsável pelo início da guerra contra os “klingons“, mas também contra outros, como a cadete “Sylvia Tilly” (Mary Wiseman) que aparentemente tem problemas psicológicos, que aparentemente é rejeitada por ser muito insegura e falar demais, apesar de sua inteligência acima da média, e acaba sendo designada para ser companheira de quarto de Burnham porque ninguém mais aceita sua companhia.

Entretanto, todas essa “diferenças” que descrevo em relação a outras séries da franquia, não são absolutamente pontos negativos. Muito pelo contrário, aparentemente o tom sombrio e nervoso apresentado até agora, apenas ressalta que Discovery será bastante focada na guerra com os klingons, o que em minha opinião é ótimo. Uma grande guerra entre klingons e federação é sempre citada nas séries antigas, mas que se passam todas cronológicamente à frente de Discovery (com exceção de “Enterprise“). Agora, finalmente conheceremos detalhes desse grande confronto que faz parte dos anais da Federação de Planetas.

E o clima de guerra é perceptível o episódio todo, principalmente quando um grupo avançado aborda a U.S.S Glenn, uma espaçonave á deriva e na qual há corpos dilacerados por toda parte, coisa rara de ser mostrada na franquia, mesmo que na penumbra como o foi. O suspense e o clima de desconfiança e paranóia é constante, e deixa o espectador ligado do começo ao fim do episódio. Em minha opinião, os roteiristas e diretores de Discovery estão acertando na mosca e espero que continuem nesse caminho. Minha classificação para “Star trek: Discovery” até agora é:

 

Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

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