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Críticas

STAR TREK DISCOVERY | Retorno eletrizante mas que pode desagradar os tradicionalistas – Episódio #01: Brother – Crítica do Viajante

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Estreou a segunda temporada da polêmica Star Trek Discovery. O primeiro episódio, Brother, foi exibido ontem (17/01) pelo canal CBS e disponibilizado hoje na rede de streaming Netflix. A primeira temporada da série dividiu os trekkers, como são conhecidos os fãs da franquia Star Trek criada por Gene Roddenberry na década de 60 do século passado. O motivo foram diversas mudanças que destoaram, segundo os mais conservadores, da essência da obra original.

Uma dessas mudanças seria o ritmo de Discovery que priorizaria a ação frenética em detrimento ás discussões filosóficas e científicas que permearam as 5 séries anteriores. Para os que pensam assim o episódio de estreia dessa segunda temporada com certeza desagradou ainda mais. Com uma hora de duração, Brother pode ser considerado um thriller de ação de tirar o fôlego.

Para aqueles que esperavam ver a estreia de Ethan Peck na pele do personagem Spock, igual decepção, pois ainda não foi dessa vez que o ator deu as caras. Para quem não se lembra a primeira temporada terminou com um encontro inusitado entre a U.S.S. Discovery (nave que dá título ao show) e a U.S.S. Enterprise, nave da série clássica da década de 60 e lar do personagem meio humano, meio Vulcano que é muito querido dos trekkers. Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) a protagonista de Discovery, e que é irmã adotiva do alienígena ansiava por encontrá-lo ao lado do pai de ambos, Sarek (James Frain), porém quem se transportou para a nave foi o capitão Chistopher Pike interpretado pelo ator Anson Mount em sua estreia na trama. Porém, os espectadores puderam apreciar flashbacks da infância de Spock  encenados pelo ator-mirim Liam Hughes contracenando com Arista Arhin na pele da jovem Burnham. Aqui um detalhe que pode ter passado despercebido aos menos atentos, mas não aos fãs de carteirinha. Na primeira cena de Spock, o garoto já demonstra algo incomum aos vulcanos, no caso um sentimento: ciúmes. Com certeza teremos no futuro foco na metade humana do personagem. Tudo que os fãs esperam.

No desenrolar da trama que se inicia para essa segunda temporada, Pike, por ordem da Frota Estelar, destitui Saru (Doug Jones) do comando da Discovery e assume o posto para uma missão especial. Segundo o oficial, 7 “explosões vermelhas”  foram captadas ao longo de 30 mil anos luz de forma tão sincronizada que seria impossível ser natural. Apenas uma delas não desapareceu e é para lá que a tripulação da nave ruma para investigar.  É interessante notar que ao assumir o comando, Pike pede para que todos os tripulantes da ponte de comando se identifiquem por seus nomes. Isso possivelmente indica que os roteiristas de Discovery estejam ouvindo o clamor dos fãs que na primeira temporada reclamaram do foco excessivo nos protagonistas. Star Trek é uma série que sempre fez questão de destacar todos os oficiais importantes tendo sempre episódios alternados protagonizados por todos eles. Em Discovery nós mal sabíamos seus nomes até agora. Além de se apresentarem, muitos closes de câmeras nos mesmos indicam que podem vir a ter seus momentos de protagonismo individual daqui pra frente. 

Junto com Pike desembarcam na Discovery dois outros oficiais da Enterprise: a engenheira-chefe Nhan (Rachael Ancherin) e o oficial de ciências Evan Connolly (Sean Connolly Afleck). Esse último ocupando o posto em que todos esperavam que estaria Spock. Destaque para os uniformes usados pelos tripulantes da Enterprise que, diferentemente dos sem graça e monocromáticos da tripulação da Discovery, já são os lisérgicos e berrantes da série clássica, despertando inclusive um mal humorado comentário desferido por Burnham sobre o visual excessivamente colorido.

Ao chegar ao local do evento a Discovery se depara com um cenário caótico. Um campo de asteróides de comportamento imprevísivel e com fênomenos magnéticos e gravimétricos desconhecidos que desafiam as leis da física conhecida. Após escaneá-lo descobrem uma nave da frota, a U.S.S. Hiawatha, danificada em um dos asteróides que estranhamente possui atmosfera. A partir daí o episódio adquire o já citado ritmo frenético de ação onde veremos a tentativa de Burnham, Pike, Nhan e Connoly para chegar ao tal asteróide em pods individuais, desembarcar, contatar os sobreviventes e resgatá-los. Confesso que ao vislumbrar o vestido vermelho de Nhan imaginei que ela faria o tradicional papel de “Red Shirt” e morreria em ação. Porém os roteiristas não quiseram ser previsíveis e não foi ela quem morreu. A computação gráfica dos pods voando em meio ao campo de asteróides é de primeira. A tecnologia holográfica utilizada o tempo todo pelos personagens também pode incomodar os mais conservadores que com certeza vão fazer questão de lembrar que para uma história contemporânea à da série clássica nada disso deveria existir. Isso se deve, é claro, ao fato de que os efeitos especiais cinematográficos da década de 60 estão há anos luz de distância dos atuais, mas nem por isso deveria utilizar cenários de papelão e isopor. Pessoalmente esse tipo de divergência não me incomoda. 

Dentro da Hiawatha somos apresentados a uma nova personagem: a engenheira-chefe Jet Reno (Tig Notaro) que sobrevive praticamente sozinha, trabalhando em manter outros tripulantes feridos em estase e ao mesmo tempo o ambiente inóspito adequado á sobrevivência. Trata-se de uma mulher forte e guerreira que está ali há tanto tempo que nem sabe que a guerra Klingon-Federação já terminou há meses.

No último ato do episódio, quando tudo já foi resolvido e quase todos estão a salvo de volta à Discovery, vemos Pike já com o uniforme da nave e anunciando a Burnham que permanecerá em comando compartilhado com Saru para continuarem a investigar os estranhos fenômenos. Burnham por sua vez declara que irá atrás do irmão. 

Apesar de fã há décadas, não tenho tanto apego a tradições engessadas. Não me incomoda o ritmo diferente e nem encaro as cenas de ação como excessivas. Confesso que não gostei de alguns detalhes como a mudança radical de aparência dos klingons na primeira temporada. Mas não acho que isso chegue a prejudicar a franquia como um todo e nem sou um conservador ferrenho a ponto de, como muitos, dizer que “Discovery não é Star Trek”. Em minha opinião é uma ótima série digna da obra de Roddenberry. Minha classificação para o primeiro episódio é quase máxima.

 

4,5

 

Leia também as críticas de cada episódio da 1º Temporada:

 

Episódio duplo de estréia

Episódio 03

Episódio 04

Episódio 05

Episódio 06

Episódio 07

Episódio 08

Episódio 09

Episódio 10

Episódio 11

Episódio 12

Episódio 13

Episódio 14

Episódio 15


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Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

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