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Críticas

THE HANDMAID’S TALE | Crítica da premiada série televisiva produzida pela HULU e MGM (parte 2)

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(Foto: Divulgação)

Dando seguimento à análise sobre a premiada série televisiva The Handmaid’s Tale, que começamos ontem, vamos, no artigo de hoje, verificar se a enorme expectativa em torno da segunda temporada do programa conseguiu manter o alto nível alcançado pelos episódios de seu ano de estreia.

Bom, e conforme dito ontem, ALERTA DE SPOILER: certos trechos da trama precisarão ser descritos no decorrer deste artigo. Portanto, se você não viu a série ainda e não quer ficar sabendo de detalhes da história, pare por aqui!!! Caso contrário, siga por sua conta e risco!!!!!

Os desafios eram muitos!

Além do sucesso da temporada de estreia, havia o problema de que, a partir de agora, produtores e roteiristas não poderiam mais contar com material literário original para servir de guia na construção da história, uma vez que quase tudo do livro de Margaret Atwood havia sido adaptado para o primeiro ano. Conseguiria esta segunda temporada manter, então, a qualidade da primeira?

Os temores foram logo dissipados, pois o sentido de continuidade pôde ser percebido desde o primeiro minuto do episódio inicial da segunda temporada e sua agoniante cena de tortura psicológica sobre as aias desobedientes, que como descrito ontem, terminaram o primeiro ano com um ato de rebeldia, no qual se recusaram a apedrejar OfwarrenMadeline Brewer (The Orange is The New Black) – que tinha sido condenada à morte por tentar se matar junto ao filho que havia gerado para a família do comandante Warren.

Todavia, no decorrer dos episódios, coisas muito boas e outras um pouco menos positivas tiveram lugar na ainda excelente série.

Entre os destaques que merecem aplausos efusivos, pode-se citar: 1) os flashback’s, que pouco a pouco aclararam um pouco mais a transição dos EUA para Gileade; 2) o primeiro ato da temporada com 13 episódios, no qual June ‘quase consegue’ fugir para o Canadá (principal opositor das políticas de Gileade); 3) boa parte do segundo ato, em que June ‘desiste’ de lutar contra o sistema, optando por morrer; 4) as cenas nas “Colônias”, verdadeiros “campos de concentração”, em que mulheres ‘insubmissas’ são condenadas a trabalhar em terras radioativas até morrer, cujas cenas contam com a participação especialíssima de Marisa Tomei (Homem-Aranha: De Volta ao Lar); 5) o início dos questionamentos e certos atos de rebeldia por parte de uma das idealizadoras do sistema, Serena Waterford; 6) o arco de Eden Spencer (Sydney Sweeney, incrível), como a esposa ‘forçada’ de Nick (Max Minghella, competente); 7) a icônica cena do parto de June (numa entrega sensacional de Elizabeth Moss); h) o desenvolvimento de Ofglen, interpretada sensivelmente por Alexis Bledel (Gilmore Girls) e Ofwarren (Madeline Brewer), além de todo o clima constante de suspense, sufoco e tensão que a série provoca.

(Foto: Divulgação / Reprodução de diversas cenas da 2ª temporada de The Handmaid’s Tale)

Algo, porém – alvo de críticas – foi um certo ‘prazer gráfico’ no aumento do sofrimento de June a níveis quase sádicos, inclusive com cenas consideradas desnecessárias, tais como a de um estupro sem muito sentido a não ser chocar, nos episódios finais. Muitas expectadoras – aliás, criticadas por Elizabeth Moss – disseram não ter conseguido continuar assistindo à série, por causa do ‘torture porn’ que havia tomado conta do enredo.

(Foto: Divulgação)

De fato, se na primeira temporada o sofrimento das aias, apesar de todas as torturas físicas e psicológicas sofridas, adivinha muito mais do sistema opressivo e da desesperança, nessa nova temporada, a crueldade humana passa a ser o mote do suplício de June e companheiras, o que gera uma certa apreensão para a já anunciada terceira temporada, no sentido de os autores ficarem limitados a bolarem novas formas de aumentar o grau e nível de dor – física e mental – da protagonista, ao invés de darem um encaminhamento mais definitivo para a trama, apenas para manterem o ‘Ibope’ do programa, esticando-o por desnecessárias alongadas temporadas, algo que prejudicou muito outras séries de enorme qualidade inicial, como Lost.

O final da temporada 2, em que June (ALERTA MÁXIMO DE SPOILER), estando diante da oportunidade claríssima de fuga, deliberadamente opta por permanecer em Gileade, deixando a filha recém-nascida partir para o Canadá – muito provavelmente com o objetivo de recuperar sua filha Hanna – pode abrir condições para que a história caminhe rumo a uma resolução, ou apenas sirva para que os roteiristas fiquem ‘brincando’ com novas formas de fazer June sofrer.

(Foto: Divulgação / Reprodução de diversas cenas da 2ª temporada de The Handmaid’s Tale)

Prováveis problemas com o roteiro, aliás, são os que causam maior temor para a próxima temporada: como June vai justificar sua permanência em Gileade? Agora que ela não está mais grávida, com qual proteção poderá contar? Como o comandante Fred Waterford reagirá aos atos de Nick, que praticamente o ameaçou, impedindo-o, assim, de impedir que ‘sua filha’ fosse levada embora? Como será a reação de Serena, ao ver June retornando sem a filha que passou a amar? Como não punir todas as pessoas que se uniram para ajudar na fuga de June? E como estas mesmas pessoas reagirão ao verem que June deliberadamente preferiu ficar, apesar dos sacrifícios feitos em seu benefício?

São muitas as questões em aberto, que podem ser enfrentadas ou utilizadas como artifício para se mostrar apenas mais do mesmo, já que a fórmula está funcionando.

Tomara que, conforme a própria série critica, os fins ‘lucrativos’ do show não justifiquem os rumos ‘menos artísticos’ que ela pode tomar, pois seria uma pena perceber uma queda drástica de qualidade de um dos melhores e mais impactantes programas televisivos dos últimos tempos.

Bom programa, tripulantes!!!

 

Nota para a 1ª Temporada:

Pontuação de 0 a 5

Nota: 4

 


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Sou um quarentão apaixonado pela cultura pop em geral. Adoro quadrinhos, filmes, séries, bons livros e música de qualidade. Pai de um lindo casal de filhos e ainda encantado por minha esposa, com quem já vivo há 19 bons anos, trabalho como Oficial de Justiça do TJMG, num país ainda repleto de injustiças. E creio na educação e na cultura como "salvação" para nossa sociedade!!

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