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Críticas

THE ORVILLE | Flashpoint Paradox Versão Seth MacFarlane – Episódio #13 – Tomorrow, Tomorrow and Tomorrow – Crítica do Viajante

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E finalmente a série The Orville resolveu abordar um assunto sempre espinhoso e que pode enveredar para a confusão espantando os telespectadores mentalmente mais preguiçosos, mas que todo fã verdadeiro de ficção científica ama: viagem no tempo. Em Tomorrow, tomorrow and tomorrow, o episódio exibido pelo Fox americana na última sexta feira (19/04), temos o encontro de duas versões da 1º oficial Kelly Grayson (Adrianne Palicki) e um plot twist que se bem explorado nos próximos episódios pode gerar um interessante arco mais longo de histórias, coisa que até agora não ocorreu nenhuma vez.

Tudo começa com o capitão Ed Mercer (Seth MacFarlane) e Kelly, que é sua ex-esposa, tomando uns drinks e tendo um momento de nostalgia sobre quando se conheceram. Em seguida, com esses pensamentos na cabeça, a comandante se encontra com o engenheiro-chefe John LaMarr (J.Lee) que está desenvolvendo um experimento temporal juntamente com o tenente Isaac (Mark Jackson). Nesse momento uma onda gravitacional aleatória atinge a U.S.S Orville interferindo no dispositivo que os dois pesquisadores estão utilizando trazendo para o presente uma versão do passado da tenente. 

Após ser examinada pela dra. Claire Finn (Penny Johnson Jerald) é estabelecido que a nova Kelly vem de 7 anos antes, justamente por a comandante atual estar com esse período em mente na hora do evento e por estar mais perto do dispositivo que os outros. LaMarr e Isaac chegam à conclusão que não há como enviá-la de volta ao passado. A questão principal torna-se então a convivência de duas Kelly Grayson dentro da nave. Uma já experiente e com patente de comandante e outra mais jovem e impetuosa.

O grande problema é que a  Kelly do passado havia tido seu primeiro encontro com seu futuro marido, o capitão Mercer, apenas um dia antes de ser transportada para o presente. Ela está interessada e ligeiramente apaixonada. Já o capitão nunca se conformou com a separação e vê na nova Kelly uma nova chance para se redimir dos erros cometidos e impedir o fracasso do matrimônio. Inevitável que um romance entre os dois se inicie.

Óbvio que tudo isso incomoda a velha Kelly que se vê exposta à tripulação por uma versão mais nova sua que quer se enturmar e que ao mesmo tempo ainda não tem maturidade e nem a responsabilidade da cadeira de comando. Para piorar vê a situação de romance com Mercer se repetindo. Ela até tenta conversar com sua réplica, porém ambas não se entendem porque a versão mais velha não é bem o ideal de carreira que a nova idealiza.

O episódio é denso e traz a tona questões filosóficas e paradoxais que qualquer história de viagem no tempo sempre trás. Porém há seus ótimos momentos de alívio cômico com o personagem gelatinoso Yaphit (voz de Norm Macdonald) e com o casal Bortus (Peter Macon) e Klyden (Chad L. Coleman) dançando em uma boate virtual. 

Por fim LaMarr, para minha decepção, anuncia que descobriu um jeito de enviar a nova Kelly de volta para seu tempo. Decepção porque eu estava gostando de toda aquela interação e imaginei que talvez o programa tivesse a ousadia de manter aquela situação de duplicidade de personagem por mais alguns episódios, ou quem sabe até na próxima temporada.  Porém o plot twist ainda estava por vir.

Uma nova questão surge então. Com toda informação que Kelly recebeu durante o tempo que permaneceu em seu próprio futuro, principalmente sobre o o próprio casamento e posterior divórcio com Mercer, o efeito-borboleta seria inevitável. De volta ao passado ela certamente tentaria fazer correções de forma a alcançar um futuro desejado causando danos à linha temporal. A dra. Finn sugere apagar sua memória salientando que isso pode causar danos cerebrais e transferindo toda a responsabilidade por isso a uma decisão da própria Kelly (a nova). Esta por sua vez conclui que o fracasso é impossível, pois tudo isso já aconteceu e o fato da velha Kelly não se lembrar de nada é prova de que o procedimento deu certo. 

A nova Kelly tem então sua memória apagada e é enviada de volta ao passado. Ao mesmo momento em que partira, ou seja, na manhã seguinte de seu primeiro encontro com Mercer. Segundo as lembranças trocadas pelo casal no início do episódio, Mercer deveria ligar logo cedo nesse dia solicitando um segundo encontro com Kelly que seria prontamente aceito levando ao desenvolvimento do romance e posterior casamento de ambos. A ligação ocorre, porém, mesmo com a memória apagada, algo ocorre no inconsciente de Kelly que faz com que ela recuse novo encontro com o pretendente dizendo que as coisas não dariam certo.

Está estabelecido o cenário para uma versão de Flashpoint Paradox em The Orville. Para quem não conhece, Flashpoint Paradox é um arco de histórias da editora DC Comics onde o personagem Flash volta ao passado para impedir o assassinato de sua mãe. Ele tem sucesso, porém isso tira a linha do tempo dos trilhos causando uma série de alterações que por sua vez causam outras, e outras, e outras… Quando o herói velocista volta a seu tempo, absolutamente tudo está diferente por conta de uma única modificação que deu origem a milhares de outras. O tal do Efeito Borboleta. Se os roteiristas de The Orville forem competentes possuem material para um arco fantástico de histórias a serem exploradas com uma versão totalmente alternativa da rotina da nave nos próximos episódios. A começar pelo próprio posto de capitão. Só lembrando que Mercer comanda a Orville justamente por uma sugestão de Kelly ao almirantado que após o divórcio se compadeceu da situação do ex-marido. Gordon Malloy só pilota a nave porque como melhor amigo de Mercer foi indicado por ele ao posto e por aí em diante. Há história para mais um punhado de episódios. Porém, a julgar pelo fato que estamos no final da temporada, é capaz que tudo se resolva em apenas mais um episódio mesmo.

Pelo tema apaixonante, pela ótima atuação de Adrianne Palicki contracenando consigo mesma de forma impecável, classificação máxima para esse episódio:

Acesse abaixo minha crítica para os episódios passados:

THE ORVILLE | O retorno de uma das melhores séries de ficção/comédia da atualidade – Episódio 01: Ja’Loja

THE ORVILLE | Vício em Holopornografia para não sair dos temas polêmicos – Episódio #02: Primal Urges – Crítica do Viajante

THE ORVILLE | Fugindo da comédia e se aproximando ainda mais de Star Trek – Episódio #03: Home – Crítica do Viajante

THE ORVILLE | O Velho Clichê que Sempre Funciona – Episódio#04: Nothing Left on Earth Excepting Fishes – Crítica do Viajante

THE ORVILLE | Episódio #01: Ja’Loja – Crítica em Vídeo por Jorge Obelix


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Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

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