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THE ORVILLE | Tema polêmico no 3º episódio – “About a Girl” – Crítica do Viajante

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A série “The Orville” chega ao terceiro episódio já abordando um tema polêmico e mais uma vez comprovando que apesar das piadas, quer ser levada a sério. Utilizando-se da fórmula concebida pela sua série inspiração, “Star Trek“, de trazer os personagens secundários a protagonizarem alguns episódios, a bola da vez foi o alienígena “Bortus“, interpretado por Peter Macon.

Bortus é um “Moclan“, humanóide de um planeta chamado “Moclus”. No primeiro episódio, havia sido apresentado como membro de uma raça onde não existem fêmeas. No segundo, Bortus tira uma licença para chocar seu ovo, e também nos é apresentado seu cônjuge “Klyden” (Chad Coleman). Ao final, o ovo se quebra e ambos se surpreendem ao ver a criança em seu interior.

Eis que chegamos então a esse terceiro episódio, onde para o constrangimento do casal, é mostrado ao espectador que a criança nascida é uma fêmea, e que aquela história de que não existem fêmeas em sua espécie. Nos é explicado então, que fêmeas só nascem naquele planeta a cada 75 anos. A primeira atitude de Bortus é solicitar à oficial médica da U.S.S Orville, a dra. “Claire Finn” (Penny Johnson Jerald) que execute uma operação de mudança de sexo na recém-nascida.

A doutora recusa veementemente alegando ser um pedido imoral, e Bortus tenta recorrer ao capitão “Ed Mercer” (Seth Macfarlane), que igualmente rejeita a ideia. Sem ter a quem recorrer dentro da “União Planetária“, o pai desesperado contata às escondidas seu planeta que envia uma nave para buscar o bebê e levá-lo ao planeta para passar pela cirurgia.

O tema é tão polêmico como atual. Até que ponto os costumes e tradições de uma sociedade podem ser questionados, principalmente quando sexistas e preconceituosos? Poderiam os pais de uma criança trocar o sexo de seu filho antes mesmo que esse tenha consciência de si próprio?

Por outro lado, como poderiam seres de outro planeta e cultura interferirem nos costumes estabelecidos daquele povo? Afinal, impedir a troca de sexo da criança implicaria na mesma crescer à margem de seus semelhantes e sociedade. Que futuro teria aquela menina no caso da cirurgia não ocorrer?

E quando o episódio começa a carregar a consciência do espectador para um lado mais lógico diante da situação, uma reviravolta inusitada ocorre e graças a um inocente desenho animado natalino da “Rena do Nariz Vermelho” apresentado por dois tripulantes desmiolados a Bortus, faz com que o mesmo reveja sua opinião e entre em conflito com seu companheiro e outro pai da menina em questão.

Diante do impasse, o imbróglio termina em um julgamento numa corte no planeta Moclus, que curiosamente é poluído, altamente industrializado e onde seus habitantes testam explosivos onde lhes dá na telha. Provavelmente por ser dominado por homens cheios de testosterona ou sejá lá qual for o hormônio masculino presente em sua corrente sanguínea.

Nova reviravolta durante o processo e um final melancólico faz parecer que “The Orville” está realmente muito mais para uma nova série de Star Trek do que realmente para uma comédia como todos esperavam. Não que as piadas não estejam presentes. Elas estão e são boas e escrachadas. Não tem como não rir do alienígena “Yaphiti”, um tripulante da nave que mais parece uma “amoeba” (geleca para os mais velhos), aquele brinquedo constituído de uma massa disforme e nojenta, e que apesar da total incompatibilidade orgânica, insiste em querer sair com a médica humana da nave. E as referências continuam, como é próprio de Macfarlane. Neste episódio tivemos música de Cindy Lauper, cantora pop dos anos 80,  e referência a um filme do próprio MacFarlane “Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola”.

“About a Girl” foi dirigido por Brannon Braga, veterano de Star Trek e, em minha opinião é o melhor dos três até agora apresentados. Corajoso, pois corre o risco de atrair tanto a ira espumante dos mais conservadores por tratar da questão de gênero, como também o descontentamento dos mais liberais devido ao seu desfecho desconcertante.

Não é Star Trek, mas é como se fosse. Agrada a qualquer trekker. Minha nota aumenta e já estou dando:

Nota para o episódio: 5 / 5

 

Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

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ELSEWORLDS | O crossover das séries de super heróis da CW – Crítica

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Olá tripulantes, como sabemos, todos os anos a CW faz os famosos crossovers das séries de super heróis para ter uma interação entre os atores. Tudo começou na 2º temporada de Arrow com a aparição de Barry Allen. Depois tivemos com Flash, a criação das Lendas do Amanhã, depois o surgimento da Supergirl, Invasão e por último, no ano passado, tivemos a Crise na Terra X com uma pequena base no clássico dos HQs “Entre a Foice e o Martelo.

Esse ano a CW inovou com o Elsewords. Tivemos a aparição do Monitor, tivemos a aparição da Batwoman (amei a Ruby Rose como Kathy Kane). Ao final dos episódio 8 de Arrow e Flash temos a terra 90 (baseada nos heróis dos anos 90). Barry acaba sendo arrastado e indo encarar o monitor (John Wesley Shipp revivendo o papel de Barry Allen). A história começa com tudo do mesmo jeito em que terminaram os episódios, exceto que agora Oliver Queen é Barry Allen e vice-versa. Somente os 2 tinham essa consciência, o mundo todo estava confuso. Eles então fogem pra Terra 38 pra encontrar Kara e conhecem Clark Kent e Lois Lane ( o que eu mais queria ver:  Oliver e Barry conhecendo o Superman), e achei mega legal a interação deles.

Depois de se conhecerem eles voltam para Terra 1 e conhecem AMAZO, um robô das industrias Ivo ( pra quem não se lembra amazo era o nome do barco em que estavam Sarah Lance e o Anatoly na 2 temporada de Arrow, e Ivo era o doutor que estava morrendo lá). No final dessa luta Cisco vibra e vê o Monitor entregando o livro do destino para um homen ( John Deegan, médico do Asilo Arkham) e altera a história. Termina o 1 episódio eles indo pra Gotham. O mais legal disso é o Oliver não acreditar no Batman e achar que ele é uma lenda com tudo apontando a existência dele, até mesmo com o Bat-Sinal e eleinsistindo  que era um mito. Eles conhecem a Kathy Kane que alega ser prima de Bruce Wayne, e que omesmo saiu da cidade há 3 anos. O legal aqui é como ela é introduzida e como agem de maneira muito legal. Depois eles vão pro asilo pra pegar o tal livro do destino, pois o Barry da terra 90 diz que só o mesmo corrigiria tudo. Após estarem de posse do objeto eles voltam pra base da ARGUS  e   então encontram o Flash da Terra 90, que a princípio acham que é Joel Ciclone ( nome muito mais legal que Flash da terra 3) que acaba tendo que esclarecer quem realmente é e revela que  John Diggle era um membro da tropa dos Lanternas Verdes. Os 4 vão de frente ao encontro com o Monitor que além de enviar Barry de volta pra Terra 90, recupera o livro e devolve para fazendo com que tudo mude novamente e Oliver e Barry agora são criminosos conhecidos como os gênios do Gatilho.

No começo do 3º e último episódio vemos o Superman com uniforme preto e meio que dominador, mas em poucas palavras já sabemos quem é o Superman facista. Oliver e Barry são bandidos e Kara esta presa no Star Labs. Oliver e Barry conversam com o Monitor e encontram uma maneira de resolver tudo. Rumam para a terra 38 e trazem consigo o Superman. Há uma grande briga e Kara recupera o livro do destino e entrega ao Superman que a retorna á identidade de Supergirl, Barry como Flash e Oliver como Arqueiro Verde. Nova briga e eis que surge no meio da batalha Brainiac 15, Lois Lane com um martelo e Ajax ( odeio o nome Caçador de Marte) na terra 1 que depois de resolverem tudo, voltam pra terra 38, a realidade é concertada e no final Batwoman ainda liga pra Oliver e diz que tudo ainda não acabou e que virá ainda uma Crises nas Infinitas Terras.

Bom o que eu tenho a dizer é que foi o melhor crossover que eu vi na vida. Adoro o Superman da CW. Ele tem muitos pontos do Superman dos quadrinhos. A referência ao HQ “Melhores do Mundo” que a Kara faz com a Kathy, as cenas do Oliver com os poderes do Barry estavam hilárias demais. Parabéns à CW. Esse foi o Maior Fã service de todos e minha nota :

5 /5

 


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HOMEM-ARANHA: NO ARANHAVERSO | Simplesmente espetacular! – Crítica do Don Giovanni

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Após os rumores de que a Sony pode “caminhar com suas próprias pernas” depois de “Homem Aranha: Longe de Casa” (colocando um fim na parceria com a Marvel Studios) os fãs do “cabeça de teia” ficaram preocupados (e com razão) com o futuro cinematográfico do “escalador de paredes”. Mas se isso realmente se concretizar, a nova animação “Homem Aranha no Aranhaverso” produzida pela Columbia Pictures e Sony Pictures Animation, pode indicar que o estúdio aparentemente aprendeu com os erros do passado e está pronto para retomar o controle criativo da criação máxima de Stan Lee.
 
 
 
Diferente de Venom e dos filmes de Andrew Garfield “Homem Aranha no Aranhaverso” consegue sintetizar de forma “espetacular” toda a essência, o humor, a aventura e o heroísmo do personagem mais importante da “casa das Ideias”. Usando uma narrativa idêntica as das historias em quadrinhos (com direito a onomatopeias e balões de pensamentos), a animação dirigida por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman, surpreende pela qualidade do roteiro (extremamente bem amarrado, dinâmico e ousado) pela maravilhosa técnica de animação (que produzem lindas imagens e cenas de ação de tirar o fôlego) e por apresentar a versão mais próxima das “Hqs” do “amigão da vizinhança”.
 
 
 
 
Com o intuito de trazer sua esposa Vanessa e seu filho Richard de volta a vida, Wilson Fisk financia um aparato tecnológico capaz de criar uma “fissura” entre as dimensões para encontrar uma espécie de “contraparte” de sua falecida família. A insanidade do “Rei” causa um colapso nas dimensões (que pode ser sentido a todo o momento quando imagens em primeiro e segundo plano ficam fora de foco por alguns segundos) causando o encontro de vários “homens aranhas” de universos distintos. Somos apresentados então ao jovem Miles Morales, de origem porto-riquenha e afro-americana. É impressionante como Morales precisa de muito pouco tempo de tela para conquistar o espectador. Carismático e descolado no Brooklyn, o garoto que irá se tornar o novo Homem Aranha, é um adolescente comum, como qualquer outro, que tenta suprir as expectativas geradas por seus pais, enquanto se adapta a uma nova realidade, a uma nova escola. Ao lado de suas outras contrapartes que incluem a versão clássica dos quadrinhos (o verdadeiro, porém mais velho e sedentário), Spider-Gwen, o Homem Aranha Noir (dublado por Nicolas Cage) e até mesmo Peter Porker, uma versão dos anos 80 pra lá de bizarra (Porco-Aranha), o novo “amigão da vizinhança” deve impedir a destruição de todas as realidades, além de aceitar seu destino.
 
 
Se não bastassem a ótima história e os divertidos personagens, o longa animado ainda presta diversas lindas homenagens que vão desde as Hqs do herói, ao clássico desenho animado dos anos 60, aos filmes de Sam Raimi e até mesmo a versão de Tom Holland de Guerra Infinita. Uma declaração de amor ao “teioso” com direito a uma emocionante participação de Stan Lee e um lindo tributo a Steve Ditko.
 
 
Ou seja, se a Sony seguir seu próprio caminho com o Homem Aranha, essa nova produção é uma prova de que com as pessoas certas, Peter Parker ainda pode render deliciosas e mágicas aventuras, mesmo sem a batuta da Marvel Studios. Que venham mais animações de Morales e cia, os fãs do aranha agradecem.
 
 
 
 
P.S – A cena extra é épica e nostálgica.
 
 
 
 
Pontuação de 0 a 5
 
 
Nota: 5

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AQUAMAN | Crítica em vídeo com Aline Giugni & Don Giovanni

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Acompanhe nossos audaciosos mergulhadores Don Giovanni & Aline Giugni  em mais uma divertida crítica em vídeo. Bem vindo a Atlântida!

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