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Críticas

THE ORVILLE | Vício em Holopornografia para não sair dos temas polêmicos – Episódio #02: Primal Urges – Crítica do Viajante

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E novamente, o personagem Bortus interpretado pelo ator Peter Macon é o protagonista do episódio da semana na série The Orville exibida pela Fox americana. O Moclan (nativo do planeta Moclus) já havia sido o centro das atenções no primeiro episódio (leia a crítica aqui ou assista em video aqui) ao arrastar toda a tripulação da U.S.S. Orville para vê-lo urinar em seu mundo natal.

No segundo episódio da segunda temporada, denominado Primal Urges (impulso primitivo em português), nos é revelado que Bortus é viciado em holopornografia. Usando um dos simuladores holográficos da nave (versão “orvilliana” dos holodecks de Star Trek) o personagem se diverte diariamente após seu expediente na ponte da nave, em sessões de sexo com hologramas. Porém, não esperem lindas garotas alienígenas. Como já foi explicado desde a 1º temporada, só há individuos do sexo masculino em Moclus. Portanto, com Bortus, só orgias masculinas.

Kliven (Chad L. Coleman) o esposo de Bortus

O problema é que, como em quase todo tipo de caso de depêndencia, o dependente, no caso Bortus, passa a negligenciar não só suas obrigações profissionais, ao pedir sucessivamente ao capitão Ed Mercer (Seth MacFarlane) permissão para sair mais cedo do trabalho, como também a sua família. Para seu esposo Kliven (Chad L. Coleman), Bortus mente ao dizer que faz horas extras e não mais mantém relações sexuais com o mesmo o que o deixa irritado e insatisfeito.

É claro que, em determinado momento, a verdade vem à tona para todos na nave deixando Bortus totalmente envergonhado. A bizarra tentativa de divórcio executada por Kliven nos revela mais sobre os violentos costumes Moclan e a tentativa de terapia de casal com a dr. Claire Finn (Penny Johnson Jerald) arranca várias risadas do espectador. Ao mesmo tempo, percebemos que a discordância do casal sobre trocar ou não o sexo de sua filha no  3º episódio da 1º temporada, About a Girl, (leia a crítica aqui) ainda não está bem resolvido no íntimo de Bortus.

Tenente Unk, fornecedor de pornografia holográfica

Destaque nesse episódio para o engraçadíssimo tenente Unk (feito por computação gráfica), que faz parte de uma espécie que, segundo as palavras de Bortus, é famosa por produzir a melhor pornografia holográfica. O “traficante” acaba sendo responsável por passar um vírus para todo o sistema da nave.

Na trama paralela, o capitão Mercer e sua tripulação tentam salvar os últimos 75 habitantes refugiados no centro de um planeta prestes a ser engolido por uma supernova. Bortus, por sua constituição física, juntamente com o ser vivo sintético Isaac (Marck Jackson), são os únicos que podem pousar no planeta. E é lá que Bortus resolverá seu dilema vindo daí a “lição moral” do episódio. Sim, porque como sempre repito nessas críticas, The Orville não é uma simples paródia de Star Trek. Muito pelo contrário, é uma homenagem à obra de Gene Rodenberry, e como tal, aspira a uma sociedade utópica onde há muita liberdade de pensamento e ações, mas onde as consequências também são mostradas principalmente no âmbito da consciência de cada um.

A grande diferença para Star Trek é que, diferentemente de sua obra inspiradora, The Orville é muito mais ousada quando se trata de explorar os instintos mais primitivos do ser humano (ou no caso Moclan) mesmo em uma sociedade tão desenvolvida intelectualmente e tecnologicamente. Daqui a 400 anos, por mais que evoluamos em termos de convívio e respeito a nossos semelhantes e cientificamente, a ponto de nos lançarmos a uma exploração espacial, ainda assim nossos impulsos naturais básicos não poderão ser totalmente suprimidos. O personagem Bortus deixa isso bem claro ao se abrir para Isaac e revelar-lhe como se sente em relação à sua constrangedora compulsão. É esse tipo de temática que aproxima mais a tripulação da Orville do espectador. Não que Star Trek não tenha feito isso por décadas através das várias séries da franquia. Mas não de maneira tão crua e explícita quanto The Orville faz.

Vou subir meio ponto minha classificação desse episódio em relação ao passado:

4,5/5

 

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Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

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