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VINGADORES: GUERRA INFINITA | Crítica do Don Giovanni (sem spoilers)

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Desde a famosa cena extra de “Os Vingadores” (2012), onde tomamos conhecimento de que Thanos estava por trás da invasão Chitauri em Nova Iorque e tinha como objetivo reunir as “joias do infinito”, que aguardamos ansiosamente a chegada do “titã louco” ao nosso planeta.

Após 10 anos de Marvel Studios, criamos uma expectativa gigantesca em torno do filme, que tinha a responsabilidade e a pretensão, de se tornar o maior evento cinematográfico de todos os tempos. Felizmente para alegria dos fãs, a “casa das ideias” cumpre o prometido, entregando o melhor filme do estúdio de todos os tempos.

Em uma montanha “russa” de sentimentos, que alternam entre dramáticas cenas emocionais, divertidos alívios cômicos e alucinantes cenas de ação, somos impactados logo de cara, com a primeira aparição de Thanos em toda sua glória. Antes dos créditos iniciais já tomamos conhecimento dos planos do vilão,  entendemos suas motivações e ficamos boquiabertos ao contemplar a verdadeira extensão de seu poder, tudo isso antes do título do filme aparecer na tela. Palmas para o roteiro extremamente cadenciado, que sem pressa, conta uma história densa, de forma frenética e divertida, mantendo-se em uma crescente até o apoteótico final da produção.

 

 

Na trama, Thanos de titã, deseja causar o genocídio cósmico da metade da população do universo, para na sua visão distorcida, equilibrar a existência. Para isso, ele precisa reunir as “joias do infinito”, que ao serem incrustadas na “manopla”, fazem com que seu portador possa moldar a realidade, o tempo, o espaço, a mente e alma de acordo com sua vontade.

A segura direção dos irmãos Russo, impressiona de diversas formas. Todos os personagens aparecem de forma épica, arrancando aplausos dos espectadores, criando cenas memoráveis, produzindo um festival de sentimentos que passam pela alegria, tristeza, angustia… medo.

A todo momento somos deliciosamente surpreendidos pela produção,  que amarra todos os filmes do estúdio, respondendo inúmeras questões, mas criando outros questionamentos, que só serão respondidos no vindouro Vingadores 4.

Robert Downey Jr. comanda o espetáculo de forma elétrica, heroica e divertida. Sua química com Tom Holland é fantástica e o novo Aranha de Ferro é simplesmente “espetacular”.

Chris Evans é o Capitão América, suas cenas são maravilhosas, sua postura, impecável e suas frases de efeito, batem tão forte quanto seu antigo escudo de vibranium.

Merecidamente Chris Hemsworth tem bastante tempo de tela, seu timing de piadas continua fantástico e suas cenas de ação, são um dos pontos altos da produção.

 

 

Todo elenco está glorioso, todos sem exceção contribuem de forma efetiva para a narrativa da história. Mas temos que dar um destaque especial para o titã louco vivido com maestria por Josh Brolin, que simplesmente encontra no vilão, o personagem mais marcante de sua carreira. Thanos é imponente, de olhar malicioso, sorriso sarcástico e sua voz é fria como a vastidão do espaço. Medo, é o que você sente quando o vilão entra em cena.

Um filme espetacular, que fez justiça ao seu longo tempo de espera, que se torna um marco no gênero de super-heróis, elevando mais uma vez a grandiosidade apresentada em Vingadores e Guerra Civil, para outro patamar.

Definitivamente o melhor filme do ano e um dos melhores filmes de todos os tempos.

Nota: 5/5

 

 

P.S. 1 – Realmente impactado, chorei, sorri, gargalhei, me surpreendi por inúmeras vezes, bati palmas, me diverti como nunca. Um sonho que se tornou realidade.

P.S. 2 – Thanos é um dos melhores vilões do cinema.

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Giovanni Giugni (Don Giovanni) é o exército de um homem só, por trás da "Casa das Ideias Nerd". Teve a felicidade de ter como primeiras experiências cinematográficas, filmes do calibre de "Superman" de 1978 e "O Império Contra-ataca". Destemido desenhista e intrépido apaixonado por "Super-heróis", vive disfarçado como um pacato Professor de musculação.

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MENTES SOMBRIAS | Crítica do Don Giovanni

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Depois da popularização dos filmes de super-heróis, que após “Vingadores: Guerra Infinita” atingiu status de gênero consolidado, deixando claro que definitivamente veio para ficar, inúmeros roteiristas, diretores e estúdios, sonham em emplacar novas e rentáveis franquias para suprir a incrível demanda existente em todo mundo. A “receita” parece fácil, mas não se engane, produzir um filme sobre o tema, sem se entregar aos inúmeros clichês existentes sobre o assunto, não é uma tarefa para qualquer um. Pegue a história base dos “X-Men”, coloque elementos de “Jogos Vorazes”, com toques de “Preacher” e “Superman 2”, todo esse “amalgama” de referências, aparentemente fizeram os produtores de “Mentes Sombrias” acreditarem que essa “colcha de retalhos” seria o suficiente para o sucesso do longa junto ao seu público alvo.

 

 

Infelizmente de boa intenção o reino de Mephisto está lotado e a nova produção da 20th Century Fox “Mentes Sombrias” acaba sendo um filme desinteressante, previsível e totalmente esquecível.

Na trama dirigida por Jennifer Yuh Nelson e escrita por Chad Hodge (baseado no romance de mesmo nome de Alexandra Bracken) somos apresentados a Ruby Daly (Amandla Stenberg) uma jovem que desenvolveu incríveis poderes de “persuasão” após uma pandemia causada por uma doença conhecido como “neurodegeneração aguda do adolescente idiopático”, ou IAAN, que matou 90% das crianças  e adolescentes com menos de dezoito anos. Os poucos sobreviventes são dotados de “fabulosas” habilidades. Temidos e odiados pelo governo, eles são mandados para campos de custódia, onde são classificados com base em seus poderes psiônicos.

 

Destinado exclusivamente ao publico teen, “Mentes Sombrias” peca por apresentar um roteiro totalmente desinteressante, lotado de clichês, que em momento algum funcionam como homenagens e sim como  forma de cópia descarada, transformando todo longa em uma versão simplista e equivocada dos “Novos Mutantes”.

 

 

Pontuação de 0 a 5

Nota: 2

 

 

 

 

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O PROTETOR 2 | Crítica do Don Giovanni

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Qualquer filme que tenha em seu elenco o maravilhoso ator Denzel Washington, sendo dirigido por Antoine Fuqua, que trabalhou com o ator em “Dia de Treinamento” (2001) e “O Protetor” (2014), já são motivos suficiente para qualquer um ir ao cinema. Poder conferir o ganhador de dois Oscars e três Globos de ouro, atuando no gênero policial, em uma produção com a boa e velha história de vingança, é sempre uma ótima experiência cinematográfica. Porém, algumas subtramas apresentadas pelo longa, não conseguem acompanhar a narrativa principal, fazendo com que algumas cenas se tornem desinteressantes.

 

Na trama o ex-agente naval da inteligência Robert McCall (Denzel Washington) portador do “TOC” (transtorno obsessivo compulsivo) vive em Massachusetts , trabalhando como motorista, enquanto ajuda pessoas de forma altruísta e corajosa, usando métodos violentos, brutais, mas extremamente eficazes. Certo dia, sua amiga de longa data Susan Plummer (Melissa Leo) chega à cidade para investigar o “suposto” assassinato/suicídio de um agente e sua esposa, junto com o ex-companheiro de equipe de McCall, Dave York (Pedro Pascal). Susan é assassinada misteriosamente, deixando “o exercito de um homem só” inconsolável e com uma sede de vingança que só será saciada quando o responsável pela morte de sua melhor amiga encontrar seu derradeiro fim.

 

 

Outro ponto negativo da produção, fica por conta das poucas cenas entre McCall e Susan, que acabam dando pouca profundidade a amizade dos dois, fazendo com que o espectador não tenha tempo de desenvolver grandes laços afetivos com a personagem, minimizando assim o impacto de sua morte.

Infelizmente “O Protetor 2” não consegue ser tão competente e excepcional como seu antecessor, porém Denzel Washington em uma jornada pessoal de vingança, com uma determinação inabalável, sempre rende ótimos momentos e grandes emoções na tela grande.

 

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Nota: 3,5

 

 

 

 

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MEGATUBARÃO | Crítica do Don Giovanni

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Dirigido por Jon Turteltaub e roteirizado por Dean Georgaris, Jon Hoeber e Erich Hoeber, a co-produção entre Estados Unidos e China “Megatubarão”, está longe de ser uma das grandes produções do gênero (como o clássico “Tubarão” do mestre Steven Spielberg), mas como “Blockbuster” o filme estrelado por Jason Statham, segue a mesma linha dos recentes filmes de monstros protagonizados por “The Rock” e deve agradar os fãs de “filmes de Tubarão” que normalmente são obrigados a se contentar com filmes de baixo orçamento e qualidade duvidosa.

 

 

Na trama baseado no livro de 1997 “Meg: A Novel of Deep Terror” de Steve Alten, Jonas Taylor (Jason Statham), é um mergulhador de resgate que é atormentado por uma missão de salvamento mal sucedida, que resultou na morte de vários tripulantes. Cinco anos depois, em uma avançada instalação de pesquisa subaquática, um pequeno grupo de exploradores liderados por Lori (Jessica McNamee), a ex-mulher de Taylor, ficam presos dentro de um pequeno submarino, após o ataque de uma criatura pré-histórica, enquanto estudavam a fossa mais profunda do oceano pacifico. Somente um homem pode fazer esse resgate, mas será que o atormentado mergulhador “bêbado” conseguirá superar seus traumas, para chegar a tempo de salvar os três pesquisadores do temido Megalodon? Além disso, como impedir que a monstruosa criatura chegue até uma praia chinesa repleta de civis? Todas essas perguntas são respondidas após 113 minutos de sustos, tensão e alguns momentos decepcionantes.

 

 

O primeiro ato da produção é interessante e rende bons sustos, porém, o velho truque de retardar ao máximo o aparecimento por completo da criatura, acaba deixando o segundo ato do longa um pouco cansativo. O CGI está bastante competente, o que é determinante para esse gênero de filme, pois um visual “fake” tira por completo o espectador da história, comprometendo a experiência e quebrando o ritmo do longa. Isso não acontece em nenhum momento em “Megatubarão”, quando ficamos cara a cara com a monstruosidade de mais de 20 metros de comprimento, não sentimos medo… Sentimos pavor. “Meg” é gigantesco e suas aparições são realmente impactantes, principalmente conferidas em IMAX.

 

O maior pecado do filme está no terceiro ato da produção, onde o roteiro e o diretor optam por deixar de lado o tom mais realista (que permearam os dois primeiros atos) para apostar em situações inverossímeis, semelhante às apresentadas em franquias como “Velozes e Furiosos” e “Triplo X”, que colocam um ser humano normal fazendo coisas que só são críveis nos universos Marvel e DC.

 

Pontuação de 0 a 5

 

Nota: 3,5

 

 

 

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