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AKIRA | Obra lendária dos anos 80 pode estar chegando aos cinemas

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Em 1984, um mago visionário chamado William Gibson criou um título que a partir daí se tornaria um dos estilos literários mais criativos de todos os tempos, o Cyberpunk. Baseado na onda punk e no estilo alien que dominava os anos 80 (a.k.a Brigitte Nielsen, Arnold Swarzenegger, Sylvester Stallone, pós-guerra e era Reagan), ele criou a obra prima Neuromancer (um dia eu faço a crítica aqui), livro que pela primeira vez detalhava (ou visionava) o que seria o futuro, o nosso futuro. A obra acabou por ser a inspiração de filmes e animações como Blade Runner, Matrix, Johnny Mnemonic, Escape from LA and NY e muitos outros sucessos dos anos 80 (o saudade). 

O diretor, que tem uma responsa nas mãos

Só que na verdade o que não sabíamos é que Gibson não havia criado nada, apenas bebido em outras fontes que vinham do oriente, do Japão especificamente. Em 1982, o cartunista e roteirista lendário chamado Katsushiro Otomo, havia criado para a posteridade a primeira obra Cyberpunk, tratava-se de Akira, que trazia para essa geração um pouco do que depois conheceríamos como o bom e velho roteiro de desastre japonês (já muito difundido pelos tokusatsus, os heróis de lá e monster heroes como Godzilla, National Kid, Ultraman…) aliado a um futuro pouco esperançoso e distópico.

A história do mangá gira em torno de uma gangue de adolescentes (nada mais anos 80 que isso) que tenta sobreviver nas ruínas de Neo-Tokyo com rebeldia e atitude punk, muitas vezes enfrentando violentamente o sistema. A história foca em cima de dois jovens Kaneda, um mecânico de motos rebelde e ativista e Tetsuo, seu melhor amigo, que nutre uma certa inveja pela condição de respeito e liderança que seu amigo possui.

A partir de uma jogada do destino Tetsuo é capturado por uma corporação que fazia testes biológicos, e usado como cobaia em uma experiência aterrorizante, mas que lhe dá poderes mentais quase instantâneos, se tornando aos poucos uma arma, como a que dizimou toda a população na Terceira Guerra Mundial. Tendo apenas seu ex-amigo Kaneda como nêmesis, Tetsuo começa a usar seus poderes (de forma terrível as vezes) para descobrir o que houve e aos poucos entender as próprias transformações que começa a demonstrar.

Com esse enredo que inspirou Gibson e filmes como Lifeforce (Força Sinistra, vale a pena assistir), Scanners (vale cada filme) e até personagens de video game como King of Fighters (K9999, KOF 2001 e 2002) e Galerians (sucesso do Playstation), Akira influenciou uma geração com o seu mangá e anime (de 1988, quase tão famoso quanto a versão em livros) e finalmente foi anunciada uma versão para as telonas.

O filmaço de 88

Assim como o recente sucesso de Ghost in the Shell com Scarlett Johansson, Akira virá possivelmente pelas mãos da Warner e terá como diretor Taika Waititi, jovem diretor e ator neo zelandês (eu te confesso que torci um pouco a cara mas o cara tá trabalhando com a Marvel atualmente), atualmente envolvido na direção de Thor: Ragnarok, filme bem superestimado e principal blockbuster da Marvel esse ano. Opinião: Se seguir a obra do velho Otomo, não tem como errar.

O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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