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DEVIL MAY CRY | O verdadeiro filho de Sparda!

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Apelão sim, vai encarar?

Hoje vamos realmente falar de um clássico. Em 2001, a Capcom já andava cansada do sucesso de Resident Evil, que tinha sido um dos games mais aclamados de todos os tempos, quebrando recordes tanto com o público e também com a crítica. Era hora de investir em algo novo, como havia sido em Dino Crisis, um grande sucesso mas que não chegou nem a arranhar o público que RE ainda tinha. Era hora de criar algo novo, estilístico, mas com a pegada que o Survival Horrror ainda tinha. Assim nascia o personagem Dante (originalmente chamado de Tony), o filho de Sparda.

Pra falar de DMC, não dá pra citar antes a alegoria feita ao personagem Dante Alighieri de A Divina Comédia, como o personagem do jogo Dante’s Inferno (um jogaço da EA) muitos anos depois. Mas na verdade Devil May Cry (デビル メイ クライ, , Debiru Mei Kurai, Capcom, 2001, PS2, PS3 e X360 em versões HD) pode ser considerado um divisor de águas para o estilo Hack n’ Slash (matar, pilhar e destruir). Junte um personagem carismático (inclusive para o público feminino), com a zoeira de um Homem-Aranha, que usa um sobretudo vermelho, duas armas e é quase invencível (opa não falei desse, logo logo um especial sobre Hellsing), e junte o fato dele ser filho de um rei demônio, bom, temos aí o cara do jogo.

Um demônio por vez e sem medo de cara feia

Antes de começar a resenha, “demônios” são tema recorrente da literatura japonesa. Conhecidos como Youkai, seriam como os guardiões do Mundo Espiritual (sim, como em Yu-Yu Hakusho), mas aqui no mundo de Dante, a coisa é bem mais pesada. Só pra lembrar, DMC é considerado survival e por isso cenários escuros e trevosos são a tônica do game. Apertados também, nas a temática cool do personagem não tarda em aparecer e com isso dá uma suavizada no estilo gótico dos anos 90, com direito a muito metal (pode aumentar o volume) na trilha sonora.

A história não é complicada, como em Resident. Dante, que é uma espécie de detetive sobrenatural particular, recebe a visita de uma estranha mulher chamada Trish, que já o cumprimenta com uma espada no peito! Claro que isso é apenas para testar as capacidades do herói, que é convocado por um rei youkai chamado Mundus, que o convoca para um castelo em algum lugar da Espanha (detalhe, não é muito bem explicado). Mundus segundo a história, seria o assassino dos pais de Dante. Mas na verdade a real é que o meio-youkai vai descobrir que as coisas bem diferentes.

Sparda, o Cavaleiro Negro e defensor da humanidade

Dante na verdade é filho de um cavaleiro negro, um demônio do mundo inferior chamado Sparda. Sparda apesar de possuir uma forma aterradora, tem um coração mole (assim como Leizen, o pai de Yusuke Urameshi em Yu-Yu Hakusho) e resolveu derrotar Mundus em favor da humanidade, claro que isso não atraiu boa atenção do Imperador das Trevas, tendo que se sacrificar para selar o diabão e com isso apagar-se da memória das pessoas vivas, mas mesmo assim resolveu se refugiar entre nós (como um outro Príncipe, lembram). E com isso se casou com Eva e teve dois filhos, o protagonista do game e Vergil, o irmão gêmeo rebelde que irá aparecer nos jogos seguintes. A partir daí tudo se encaminha para a ação, o que vou falar no próximo parágrafo.

Ação aliás que é o mote, não somente do jogo, mas da série. O fato de ter várias opções de ataque (uma espada e duas armas ou uma escopeta) auxilia bastante. Devil May Cry peca nas opções de visão (ainda retiradas de Resident), mas oferece um ótimo conjunto entre jogo de terror e ação com muito sangue jorrando na tela (detalhe: jogos de PS2 ainda não tinham sido afetados pela galera do “politicamente correto”, Dante é violento e ponto, não há o que discutir). O game influenciou também meio mundo de jogos, com ênfase no excelente Ninja Gaiden do XBox (que também merece resenha e logo estará aqui) e a bruxa pistoleira Bayonetta, que muitos imaginam ser da família do Dante (ou namorada dele, quem sabe) e infelizmente (infelizmente mesmo) ganhou um remake “biruta” (parafraseando um brother meu) que nada, nada mesmo (só ganha pontos por ser da Ninja Theory de Hellblade: Senua Sacrifice, fora isso é descartável) acrescenta a série. Prova de que nem sempre gráficos fazem um grande game.

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O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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