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Análise

TOM CLANCY’S GHOST RECON: WILDLANDS | Um conto didático e tático de drogas, crueldade, espionagem e loucura

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Quatro soldados contra um império

Hoje vou analisar um jogo polêmico, realmente baseado (de maneira cruel aliás) na realidade atual, principalmente de alguns países da América Latina. O tema é combatido, mas nunca batido, cartéis e tráfico de drogas ou entorpecentes. Vou ser bastante sincero, pra mim só o fato desse jogo ter sido concluído já merecia não somente uma menção, mas um GOTY mesmo. Demorei para analisá-lo por que tecnicamente estamos falando de um filho da bem-sucedida saga Far Cry (já fiz a análise do 3, e vou fazer dos outros, tudo em tempo) e da maestria tática e dramaticidade que os jogos com a marca Tom Clancy (importante romancista norte-americano, principalmente sobre casos de operações especiais e guerra) trazem mais o faro comercial da criadora de Assassins Creed, sim estou falando da Ubisoft.

Direto ao assunto, Tom Clancy’s Ghost Recon: Wildlands (Ubisoft Paris, 2017, PS4, XBox One e PC) é um game de mundo aberto, com combate tático, baseado na lenda de um dos maiores traficantes da história, Pablo Escobar (ou El Patron para os “defensores” dele, tem doido pra tudo). Tudo no jogo é alegórico, Wildlands conta a história do cartel Santa Blanca (qualquer menção ou semelhança ao famoso Cartel de Medellin não é mera coincidência) criado por um patron (manja de castelhano, cabrón) chamado El Sueño (um cara todo tatuado muito parecido com o personagem Mal’akh de O Símbolo Perdido, de Dan Brown, podem procurar) que tem a ambição de ser uma espécie de emissário de Deus na Terra. Não, você não leu errado, o cara é doido mesmo! Sueño passando a bola pra valer, é um criminoso megalomaníaco, cruel que lembra muito, muito mesmo o vilão de Far Cry 4, Pagan Min e outros da saga Far Cry. Só que esse cara não é um traficante comum, é um criminoso que construiu um império com sangue, fé (seja lá em que se baseie isso) e vigilância popular, fora o empobrecimento do povo do local. Um super vilão sem dúvida.

Combate, combate e mais combate à la Michael Bay

Para restabelecer a ordem e digamos, retornar as coisas ao ponto de origem, você fará parte da Operação Regicida (o nome à la Game of Thrones diz muito, não é) que terá a missão de desmontar (você leu bem, é uma história de declínio) o império do patron parte por parte. Para isso você terá o apoio dos principais nomes das agências anti-terrrorismo e narcotráfico americanas (DEA, CIA e JSOC) que depois da morte de um companheiro infiltrado chamado Ricardo “Ricky” Sandoval, agente do DEA, que é sequestrado, torturado e depois morto pelo Santa Blanca, faz com que o governo americano despache uma tropa especialista em operações de busca, extermínio e espionagem. E é ai que seu personagem entra.

Os seus companheiros serão o Ghost Leader “Nomad”, um líder especialista em combate, estratégia e infiltração (é ele o personagem jogador e esse será seu nick no jogo); no Tactical Gunner “Midas”, um especialista em demolição e armas de artilharia; no Engineer “Holt”, um hacker faz tudo que consegue entrar em qualquer sistema e no Sniper “Weaver”, o responsável pelas centenas de mortes dos soldados do Santa Blanca do jogo, especialista em camuflagem, combate a distância e precisão. Bem essa é a equipe, mas para aumentar a capacidade de ganho são ainda auxiliados pela agente Karen Bowman da CIA, que era parceira de Ricky e é sua maior aliada no jogo. Como em Far Cry, você não estará sozinho, há rebeldes que não aceitam o domínio do traficante cabrón, e no caso aqui se tratam do Pac Katari, a resistência da ocasião.

Selva e situações de real guerra urbana

Mas o grande trunfo de Wildlands está no brilhantismo tático. E nisso como todo bom jogo de Tom Clancy, esse é o fio principal do game. É simplesmente fantástico o trabalho das equipes da Ubisoft no realismo das favelas bolivianas, no cuidado com cada cenário, o cuidado com cenários só rivaliza com Call of Duty: Advanced Warfare da Infinity Ward, isso sem mencionar a quantidade absurda de carros, veículos e alternativas de transporte possíveis (com cuidado especial aos helicópteros, que são o mais importante meio de locomoção do jogo), rivais realmente inteligentes e com uma esperteza quase humana, notável também é a quantidade de equipamentos, armas disponíveis (a lista é gigante), e aprimoramentos, tanto físicos quanto estéticos.

Pra segurar todo esse hype técnico ai temos que fazer uma pequena crítica ao game (por isso o prejuízo nas estrelas), Ghost Recon Wildlands é didático demais, focado ao extremo em histórias, mas com pouca ou nenhuma emoção. Não há aqui um vilão caracterizado como um Vaas Montenegro e mesmo Sueño tendo um bom background (uma história de “redenção” às avessas) esse prognóstico não segura as quase 50 horas (dependendo pode se tornar o dobro ou triplo disso) de game que simplesmente se limita em contar as histórias dos figurões do tráfico, que sejamos sinceros, são terríveis (muitas realmente são variações de histórias reais dos membros de grupos de guerrilha ou narcotráfico), mas falta em si uma trama que amarre tudo isso. Fora isso o jogo é frenético, altamente tático e uma alusão perfeita a tudo que acontece quando deixamos um louco (mesmo com boas idéias) tomar o poder e usar em benefício próprio. Os diálogos da população são excelentes, alguns enaltecendo só pra dar uma amostra, “como a mulher de um soldado do cartel deveria se portar”, o que realmente é a realidade de alguns lugares dominados pelo crime com rádios piratas próprias e tudo o mais. O que é muito bem explorado em GRW.

Mapas cuidadosamente detalhados

Pra terminar a análise, sim, há surpresas no jogo (das quais não irei contar aqui pra não estragar a diversão) mas se há algo que o game da Ubisoft mereça prêmios é em seu realismo. A palavra chefe que predomina graças a seu cuidado e profissionalismo exagerados ao melhor estilo Miami Vice (o último), SWAT e outros filmes que retratam bem o estilo. Ghost Recon Wildlands é caro, mas vale cada centavo. Como bônus oferece um eficiente modo multiplayer (inclusive com O Predador, uma adição que realmente tem a ver com a ideia do game) e realmente vai muito além de um combate tático de fim de semana, trazendo um universo sujo e cruel, mas que merece ser vivido.

O grande trunfo do game, a quantidade assustadora de equipamentos

 

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mo!

O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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