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Análise

GOD OF WAR | Valeu a tentativa (Análise)

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(Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

Ok, aqui a treta será pra valer. Como eu prometi e resolvi também deixar as minhas impressões sobre o game mais falado da semana passada (calma, não tem ninguém aqui querendo ferrar o jogo, apenas vou dizer e concordar com algumas verdades). Dizem que apressado come cru, e come mesmo. As vezes um tempinho a mais de preparação pode fazer a diferença entre um campeão e mais um game. E infelizmente a internet (ótimo termômetro pra essas coisas) tá mostrando na realidade o que vou dizer aqui. Não foi uma decepção, mas ficou claro que o hype foi alto demais, e a promessa de um campeão esbarrou feio nas limitações técnicas que o console infelizmente possui.

God of War (Sony Santa Monica, 2018, originalmente PS4) é um jogo de extremos. Do tipo que você ama ou odeia. Não haverá meio termo, e se preparem para ver muita treta sobre esse game. O por que de tudo isso foi uma campanha (bem executada reconheço) de divulgação, incluindo uma dublagem duvidosa na nossa língua (o excesso de truculência é pra lá de desnecessário) com expressões utilizadas popularmente (que também faço uma ressalva) que as vezes exageram no coloquial. Sejamos sinceros, a ideia de baixar a classificação etária (com o pibe Atreus), não caiu tão bem como deveria. GOW é um jogo de carnificina, hack n slash (matar, pilhar e destruir) e pouco espaço para sentimentalismos. O que nesse game foi a tônica, e isso claro afastou muitos fãs furiosos com a mudança.

Pra ir direto ao assunto, vamos a história deste game. Kratos agora é um pai, que possui problemas (quase como Ito Ogami, o Lobo Solitário e seu filho, qualquer semelhança sim foi proposital) com a criação de seu filho, Atreus. Sua nova esposa, está morta, e o guerreiro se vê em um dilema, já que tem pouca ou nenhuma experiência como pai. Nesse meio tempo, Kratos é atacado por um estranho guerreiro cheio de tatuagens e muito forte. O guerreiro se identifica como Balder, filho da deusa nórdica Freya e daí começa o drama do ex-espartano. Graças a uma jornada de respeito a sua amada (que pediu que suas cinzas fossem postas segundo o ritual nórdico) recomeçam as batalhas na vida desse cansado guerreiro.

Mas dessa vez o guerreiro não lutará só, o garoto Atreus, um arqueiro em formação e ajudará o pai na dura tarefa que se apresenta. A partir daí o game continua a fórmula de sucesso dos dois primeiros da série. Evolua suas armas, lute muito, resolva puzzles, e faça um passeio na agora mitologia nórdica (que é bem homenageada, apesar de alguns deslizes). Se destaca também a criação de uma moeda própria no game, fazendo com que elementos de rpg (veja bem, eu disse elementos) sejam acrescentados como um ferreiro que melhora as armaduras, armas e itens mágicos de Kratos (aliás, os diálogos do ferreiro tiram um pouco da carolagem do game). Outro ponto interessante é a bandeira hasteada aos dois primeiros games com a inclusão das armas clássicas Blades of Chaos e Chains of Olympus, não é a mesma coisa mas pelo menos serve de consolo para os fãs antigos.

O por que dessa intro bem pesada eu vou dizer agora. Vamos ao esqueleto técnico do game, o por quê de tanta gritaria nos fóruns e redes sociais. God of War é um jogo híbrido. Sim, não uma ideia ou uma simples continuação, mas um jogo influenciado por diversos outros games (temos que lembrar que a franquia já influenciou outras como Dante’s Inferno, Darksiders e até Castlevania), com uma lista que realmente é bem extensa, diga-se de verdade.

O combate travado lembra Assassins Creed e Dark Souls, com pitadas de The Witcher 2. A movimentação foi toda retirada de um game de 2013 que deveria ser um sucesso e agora está sendo descoberto (o sensacional Ryse: Son of Rome do XBox One). O cenário? The Elder Scrolls V: Skyrim puro. Sobra do verdadeiro God of War, alguns combates com a conhecida sanguinolência de Kratos (ou quase, falamos disso mais na frente), e uma adição de combate desarmado que lembra os duelos nas arenas de UFC. Junte a isso a carcaça de Horizon Zero Dawn, com uma paleta de cores mais gelada e tá pronto o pacote.

E mais. Fica evidente a maquiagem feita pela Sony pra apagar ou diminuir falhas de produção causadas pela pressa. Quer entender o que estou falando? Jogue no escuro. Isso fora algumas decisões que diminuíram a faixa etária do game (céus, Kratos e as Tinkerbell) e que foram uma ducha fria com força nos fãs antigos. Falando da paleta de cores, ela é seca e precisa muito da resolução pra ser bem apreciada (uma das fotos abaixo demonstra isso) e por isso os 4K Hur Dur e críticas (realmente algumas pesadas) são nada fora dos parâmetros, digo eu que joguei e vi logo de cara isso. E antes que me crucifiquem (minha função aqui galera é dizer a verdade, serve pra isso uma análise), sim, deveriam ter demorado mais pra soltar o game. Anthem da EA, Kingdom Come e Cyberpunk da CDProjeckt tão aí pra não me deixar mentir.

Terminando a bagaça, God of War é um game 4 estrelas. Mas deveria ser 5. Por causa de pressa, projeto à la Dick Vigarista (copiar dos outros não vale), e tudo que citei ai em cima. O jogo possui um grande potencial que se houver uma dlc e um remaster, pode realmente ser o campeão que a Sony queria. Tem uma boa história e um bom inicio com o garoto Atreus pra isso.

Nota para o jogo: 4 / 5

 

 

Apesar de bonitos e rpgísticos, os cenários as vezes são de gosto duvidoso. (Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

Fala sério. Isso não te lembra algo? (Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

Os limites do PS4 testados a exaustão. (Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

Atreus pra mim é o grande atrativo desse game. (Foto – Sony Interactive Entertainment ©/ Capcom ©/ Sony Pictures Entertainment ©)

 


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O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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