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Análise

INJUSTICE: GODS AMONG US | Entre deuses…e monstros (Review)

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Quanto um herói se aproxima de um Deus?

 

Sim sou eu Marcos Neves, o mestre do terror e dos games (não vá repetir hein). E hoje o papo é sério. Games que falam de política ou escolhas morais tem sido uma constante, mas poucos fazem isso tão bem como os da série Mortal Kombat. Falo sério. E você que pensava que era apenas um jogo de porradaria.

Mas não é. Pelo menos não totalmente, totalmente saído da cabeça do gênio e visionário Ed Boon, a saga de Outworld tem fortes dilemas morais, com uma visão brutal da luta entre bem e mal, luz e trevas, e por que não de alusão a política em alguns momentos.

Mas ele não estava satisfeito. Após a saída e queda da Midway Entertaninment, sua antiga casa de arcades e consoles, Boon levantou das cinzas a melhor empresa de games de luta 2D atual, a Netherealm Estudios. Apesar de muitos jogadores saudosistas torcerem o olho, o retorno da série MK foi um sucesso (fiz aqui também a critica desse reboot da série). Mas o propósito aqui hoje é outro.

Técnicas próximas a Mortal Kombat.

Quase que um sucesso instantâneo, Injustice: Gods Among Us (Netherealm Studios, 2013, XBox 360, PS3, Wii U, PC, XBox One, PS4, Playstation Vita, Android e IOS) veio de um crossover (muito bom por sinal) de Boon, ainda na Midway, Mortal Kombat vs DC Universe, que apesar das críticas é um grande game. 

Pois bem com essa carcaça, Boon e sua equipe começaram do zero, saído pelas mãos do roteirista John Vogel (que há anos trabalha com Boon em Mortal) criaram uma história onde o Coringa mata a mulher de Clark Kent/Kal-El, Lois Lane. Após enganar Superman com o gás do medo do Espantalho e fazendo acreditar que tinha derrotado Apocalipse (maior medo, afinal matou ele, lembra), ele na verdade mata Lois…grávida. E pra piorar ela estava atrelada a um mecanismo de uma bomba nuclear que acaba com Metrópolis.

O momento que Kal descobre a terrível verdade.

Para tudo. Vocês não acharam que eu não ia questionar o ocorrido certo? Eu vou sim. Superman cego de culpa e de ódio, faz o que Batman deveria ter feito a uns mil anos…atravessa o Palhaço do Crime num soco (fiquem a vontade pra me questionar nos comentários) e resolve tomar uma atitude radical contra o crime, se tornando um tirano.

As luzes se acendem e um outro mundo, o nosso, é mostrado. Nele Coringa está lutando contra a Liga da Justiça e tudo é como conhecemos, como na Exosfera (ou Netherealm, como queiram) de MK uma fenda temporal se abre e transporta alguns dos heróis pra aquele outro mundo.

Polêmico ou não, o Super pune exemplarmente o Palhaço do Crime.

A partir daí o sistema de luta do jogo é mostrado, apesar de mais leve que MK, não deixa em momento algum de ser brutal. Injustice é um game de luta 2D com elementos de 3D e animações em quick time, embora seja frenético e por que não, bastante técnico. Sua movimentação é semelhante a Mortal em quase tudo, com semelhanças com Street Fighter (pra defender basta por pra trás no controle e defesa cruzada também existe ao se agachar). A lista de combos é digna de qualquer 2D de E-Sports, e não por menos Injustice tem um dos campeonatos mais jogados hj no mundo.

Mas não é por isso que estamos aqui, certo? Injustice tem n qualidades técnicas e é considerado um dos melhores games da nossa geração, em termos de diversão e jogabilidade. Mas seu grande trunfo é sua história.

A tela de apresentação de personagens.

Como já adiantei no inicio, trata-se da queda de um mito. Superman se torna o tirano e domina a Terra e seus habitantes com mão de ferro. Qualquer semelhança com o imperador Shao Kahn não é mera coincidência. Quando os heróis de outra terra chegam, forma-se uma resistência, mas a questão é, quem está certo? Superman ou Batman?

A resposta é…os dois. A resposta para o dilema digno dos de Jigsaw em Jogos Mortais (do genial japa James Wan) se baseia no próprio nome do game. Gods Among Us (Deuses entre Nós) deixa claro o quanto os heróis são distantes da nossa realidade. Sim tem o poder de deuses, da vida…e da morte. Nesse cenário fica fácil entender a motivação de Kal e de Diana (Mulher Maravilha) por exemplo. De punir os culpados sem remorso. São deuses, pra que se importar?

Um Superman tirano como há muito tempo não se via. E um morcego mais humano que suas aparições recentes.

Dentro dessa visão de Boon e Fogel, temos o Batman. E aqui temos a versão mais humanizada do morcego da história dos games (e que supera em muito a dos jogos da série Arkham), que reconhece os erros do Superman e que age de maneira altruísta como o morcego realmente deveria agir. Ponto. Aqui não temos o “maldito Batman” inflado pelo estilo de Frank Miller e BvS mas o Morcego próximo aos filmes do Nolan, que faz o que é certo mesmo sabendo que o Super tem certa razão, e essa é uma das principais virtudes nesse game. O duelo de pontos de vista, como um certo careca cadeirante e um judeu austríaco…

Em suma, Injustice é um mito moderno. Conseguiu melhorar ainda mais no 2, melhorando o dilema entre o alienígena (ou deus, como queiram) e o morcego. A proposta ambiciosa de Boon resultou um dos melhores games da nova geração e ainda virou quadrinhos. Genial e simples, pôs a DC no rol dos jogos PvP, imagino, por muito tempo.

Um mundo sombrio…onde heróis se tornam o que juraram combater.

 

A maior batalha de heróis da história dos games.

Nota: 5 / 5.


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O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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