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MAX PAYNE 3 | Mais que uma homenagem, um novo começo

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É bom estar de volta. Alguns jogos são lendas, não importam o que se diga deles ou não. Quando o softmaker Sam Lake e sua galera da Remedy Games criaram essa obra prima, ele com certeza não tinha a expansão do mito que estava criando. Max Payne (Remedy Games, 1995, PC, PS 1, 2 e 3, Xbox, Xbox 360, Nintendo Game Cube e 3DS…isso fora outros consoles) se tornou uma das lendas vivas dos videogames.

A história em ritmo noir, clássico policial detetive, famoso por novelas de bolso, e seriados como Justiça Final (Final Justice, sucesso no Brasil), Kojac, Máquina Mortífera (filmes e o atual seriado com o Michael Kyle (Damon Wayans)), Pretender, e similares encanta de primeira por não se tratar de um herói bonzinho. Max é um anti-herói (o mais próximo de Frank Castle que os games chegaram). Totalmente politicamente incorreto, se passa numa New Jersey fria, corrupta e tempestuosa (com direito a gelo e furacão) onde o detetive tem que se infiltrar na base de uma gangue que aterroriza a cidade comandada por um traficante belzebu chamado Jack Lupino, que Max suspeita que sejam os assassinos de sua família (claro que eu ia chegar nessa parte certo?) e que literalmente destruíram sua vida. Mas isso é papo para a Retro Games a minha nova coluna no Nerdtrip, no futuro.

 ATENÇÃO! SPOILERS

Aqui o papo é o último jogo da série (quase um retro game também), Max agora é um homem de quase 40 anos, já castigado, tanto pelo sistema e pela fama ( fama), que não é reconhecido como herói nas ruas, não tem uma companheira (Mona Sax continua desaparecida após o fim do 2), viciado em analgésicos e bebida e vivendo em um apartamento lixo nos escombros de NJ, convivendo com os tipos mais estranhos dos EUA (história que lembra jogos atuais como Observer, por exemplo). Sem ter nada a perder, aceita a proposta de um amigo dos tempos de academia Raúl Passos (com acento mesmo, o cara é porto-riquenho) que trabalha para um figurão, empresário brasileiro (isso mesmo, no Brasil!) chamado Rodrigo Branco como segurança particular. Trabalho simples, grana fácil, mas na vida de Payne, nada é de graça e sua estada em São Paulo (ou pelo menos a São Paulo imaginada pela Rockstar Games, que as vezes parece o Rio) será mais problemática do que ele imagina.

 Ai entra o grande destaque de Max Payne 3 (Rockstar Games/Microsoft Games, 2012, PC, PS3 e Xbox 360), imaginado pelo cabeça da Rockstar, Dan Houser (de Red Dead Redemption e GTA). A idéia é inserir Max em um novo cenário, anos mais velho, mais cínico mas com aquele estilo Logan (o filme) de personagem paizão. Dan recupera boas idéias de Sam (atualmente segundo pistas, trabalhando em Alan Wake 2) e traz Max para um novo mundo (o multimundo criado pela produtora, o que não assustaria de ver o justiceiro pintando em um GTA por exemplo), e lhe faz a melhor homenagem que uma lenda dos games poderia merecer. No início do 3 eu pensei que seria o fim da linha de Max, mas é exatamente o contrário, o andamento do game (que é muito difícil, diga-se de passagem, lembra o 1 em sua complexidade e rapidez dos rivais), trazendo também os clássicos modos de uma vida, um minuto (de Max 2) e um ótimo multiplayer que mesmo sendo do X360, até hoje é jogável. Dan confessa desde o primeiro minuto do game que esse é um fanfic feito por um fã ilustre de Max Payne.

O novo parceiro…e novos inimigos

Continuando a história, Max começa a trabalhar para o empresário brasileiro (grande destaque a trilha sonora, que remete totalmente ao nosso país, trazendo uma fusão de funk, samba, rap e por que não, metal nacional e punk) e sua família, que mistura semi-atrizes (estilo bbbs e neo reality babes) e neo socialites defensoras dos menos favorecidos (as irmãs Fabiana e Giovanna, respectivamente e ideologicamente mais atuais do que nunca), um playboy que só gasta a grana do pai (Marcelo, clichê até umas horas) e um político em ascensão e certinho (Victor, o filho mais velho) que se mete em uma confusão que envolve um grupo de milicianos e para-militares (o terrível grupo Crachá Preto) e os bandidos da favela, os traficantes do morro (da cidade fictícia de Nova Esperança, que realmente foi a melhor ilustração em games de uma favela carioca) do famigerado Comando Sombra, que também remete ao comando do Rio, combatendo isso com a ajuda do amigo Raúl Passos (que conhece bem a cidade e serve como guia no jogo). Após muitas explosões (a la filmes de Michael Bay e Stallone), traições e caminhos fechados, isso fora muita, mas muita crueldade (Dan não economiza no sangue e tripas jorrando), e um senso de renascimento para o personagem principal, que como sempre não é bem sucedido em tudo mas luta como um leão por seus objetivos. Max Payne 3 brilha e realmente lhe deixa com aquele gosto de continuidade ao fim de suas 20 e poucas horas frenéticas de game, que se não fossem pela dificuldade extrema (é realmente difícil mesmo, mesmo com o bom controle do X pra esses jogos, eu sofri) de seus quase 15 capítulos.

O velho Payne…que recebe uma grande homenagem (aos que pediram a minha volta…estou no front de volta amigos!)

Um último destaque tem que ser dado a coragem de Dan e da Rockstar ao demonstrar que mesmo sendo uma história conduzida por um ex-tira, mostrar que a verdade tem sim dois lados. Dan não economiza em cima da atual guerra urbana que principalmente nas favelas do Rio e cidades-satélites menos favorecidas de Sampa onde o jogo se espelha. E deixa bem claro que não há lado certo na guerra, e mesmo os mocinhos podem também ser vilões (joguem e descubram isso), e o mal humor e sarcasmo de Max (tão bem usados em The Witcher e Wolfenstein em seus personagens principais) servem como contraponto em um mundo obscuro onde nem sempre o que se vê é o que se vê. A verdade como a mentira, tem pernas curtas e seus laços as vezes se entrelaçam, revelando consequências brutais. É um barril de pólvora a céu aberto.

Max Payne 3, creio eu, logo irá ganhar uma versão para o cinema, e acredito, como última idéia, que Mark Wahlberg já não serve mais. Eu espero sinceramente ver Steve Austin ou similar, levar esse novo velho herói, renascido para as telonas. 

Max Payne 3 traz novamente o maior anti herói dos games atuais depois de Geralt de Rivia e B.J. Blazckowitz. É tenso, bem executado, e respeita o mito. Dan e a Rockstar entregam um grande trabalho.

 

 

 

 

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O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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