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Análise

MORTAL KOMBAT 9 | Reiniciar às vezes faz bem…

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Bom galera, vamos ao momento que talvez vocês estejam esperando. A análise de hoje. Semana passada eu resolvi trazer da tumba (embora o jogo ainda esteja vivo na memória de muitas pessoas, e obrigado galera como sempre por todos os comentários).

Hoje eu resolvi apelar, sim o que trago para a tela foi na minha sincera opinião o game que ressuscitou o gênero de luta 2d nos últimos anos. Pra começar a falar a respeito disso temos que voltar um pouco no tempo para entender como esse estilo se tornou um dos mais importantes dos games até hoje.

Em meio aos anos 80, a Capcom revolucionou o mundo dos jogos, para sempre. A idéia era simples e jogos de arcade como Kung Fu Master da Irem, já haviam tentado algo parecido (embora esse arcade tinha gráficos incríveis pra época, que mesmo com uma estética Atari conseguia trazer o realismo de um dojo de kung fu e foi o “pai espiritual” de jogos como Streets of Rage e Final Fight) mas Street Fighter, conseguiu com uma idéia simples (um cenário parado, e lutadores que se mexiam horizontalmente) aliados a uma boa história com personagens carismáticos (Ryu e Ken por exemplo criaram não somente um novo game, mas um estilo, que seria altamente reinventado nas 4 décadas seguintes.

Nesse meio tempo, os arcades estouraram, Street ganhou um 2 (o jogo 2d mais vendido da história) e outras empresas resolveram entrar no jogo. Como um certo John Carmack que revolucionou o mundo com um pc game chamado Doom, um cara chamado Ed Boon, achou que os jogos 2d eram carola demais (e eram mesmo!), tanto Street como Fatal Fury (The King of Fighters tava começando a dar as caras) falhavam em uma coisa: realismo. Afinal mesmo que fossem lutas de rua…eram LUTAS DE MORTE…e faltava realmente nesses jogos japoneses uma visão mais carniceira do que realmente seria uma luta de verdade. Trazendo um universo fantástico (a la filmes sessão da tarde anos 80 como A História sem Fim (Neverending Story) por incrível que pareça), lutadores baseados na realidade, com atributos adultos (até sexuais, principalmente as mulheres lutadoras, ao melhor estilo hiboriano de Conan) e violência as vezes realista, e muitas vezes explícita, Mortal Kombat (Midway, Arcade, Ed Boon/John Tobias, 1992) foi um soco na cara do politicamente correto dos jogos até então.

Verdadeiras lendas

Mortal Kombat conta a história de um torneio, que definirá a vida no nosso planeta. Ameaçados por um mundo conhecido como Outworld/Netherrealm (ou Exoterra, como queiram), os guerreiros da Terra e desse planeta de monstros e magia vem se enfrentando capitaneados pelo deus do trovão conhecido como Lord Rayden, há milênios (pra ser mais claro, um torneio a cada 500 anos), e no caso a Exoterra comandada pelo feiticeiro milenar Shang Tsung, teria que vencer 10 torneios contra os nossos campeões. Pra variar, eles venceram 9, ou seja os heróis seriam nossa única esperança.

Os personagens de MK são reais. E ai está toda a graça do game. Utilizando no lendário arcade de 1992, atores reais, causaram uma revolução na forma como era visto o 3d para os jogos. Temos de tudo, um artista marcial dos filmes (Van-Damme?) que precisava provar a si mesmo que não era uma fraude, um monge shaolin dono de uma herança milenar e que procura por seu amigo, uma policial durona e seu companheiro casca grossa que perseguiam um criminoso e traficante de drogas e armas e do outro lado, um ninja que domina as artes do frio intenso, um outro ninja amaldiçoado que parece ter vindo do inferno e outros que integram o exército do feiticeiro. MK foi sucesso instantâneo, atingindo sucesso de público e crítica, popularizando expressões como “Fatality!”, “Flawess Victory”  (e as célebres frases do imperador Shao Kahn, o vilão mais fodão e fanfarrão de todos os tempos como “It’s official! You suck!”, “You never will”, ou o clássico “You will die, mortal!”).

Cena comum. E no fundo o vilão mais fanfarrão de todos os tempos

Depois de 8 jogos (uma série longa sem dúvida), passando por Arcades, SNES/Mega, Dreamcast, PS e PS2, e uma cronologia já com vários furos (até o fim do mundo chegou a acontecer), era hora de um reboot. E agora dono de seu próprio estúdio a Netherealm Studios, Boon e sua galera nos trazem ao inicio de tudo para contar a história de como deu tudo errado. Rayden através de um amuleto que lhe mostra o tempo, consegue ver o futuro, e viu não somente a morte de todos os heróis, mas da própria Terra.

Paraimpedir o Armageddon, retorna ao nono Mortal Kombat (por isso é chamado de 9) onde heróis como Liu Kang, Sonya Blade, Jax, e Johnny Cage surgiram e vão passeando pela história de MK, do primeiro, o segundo até o terceiro, onde as coisas se resolvem e Shao Kahn resolve invadir nosso planeta.

Grande quantidade de personagens

Mortal Kombat recebeu críticas por ser “lento”, e não comparável a velocidade dos primeiros jogos da série (em especial os de SNES), mas combate isso com um jogo apesar de estilo arcade, complexo, com grande variedade de movimentos utilizando um 3d/2d e divertido. A história dessa vez é contada como um filme, o que influenciou um outro jogos do estúdio (o sensacional Injustice – Gods Among Us com os heróis e vilões da DC Comics), o que cai como uma luva nos carismáticos personagens do game.

Nãohá um personagem em MK9 que seja desbalanceado, o que faz com que as vitórias sempre sejam questão de habilidade e estratégia. Isso fora a grande quantidade de coisas a liberar, boa herança dos jogos 3d de PS2 como Deadly Alliance e Deception passando para o ótimo beat-em-up Shaolin Monks que conta a história pregressa de Liu Kang e Kung Lao.

A capa do game na versão 360

Em resumo, MK9 é um clássico. O final realmente impressiona (uma ótima história para um jogo 2d) e prepara você para a ótima continuação em Mortal Kombat X.

Os personagens mostram evolução e até relacionamentos adultos, sendo fiéis as suas consequências (como Rayden descobrindo os males de ser um deus por exemplo) e o game continua a ser uma legenda dos jogos de luta, tanto para jogar só ou com amigos, eu mesmo já jogo tem uns três anos e não consigo enjoar. E mesmo com a passagem do tempo, continua tão bom ou melhor.

Nota:

Mortal Kombat é um jogo surpreendente e oferece além de diversão, dificuldade.

Modernizou o estilo e trouxe para nossa época, um jogo que não somente era esperado, mas necessário.

 

O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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