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A vingança está chegando…

Na terra de Mordor, onde as sombras se deitam
Nós carregamos nossas bandeiras no alto, botas soam como tambores
Nossa cadência é rápida, nosso semblante é terrível.
Para quem neste escuro, a Terra assombrada pelos sonhos se atreve
Resista à chama justa da Ira
E se desapontar ao desespero e à morte?

Portão de Ithildin

A Terra-Média é um lugar mágico. Para o bem e para o mal. São muitos mistérios e inúmeras batalhas a lutar em um amplo universo. Apesar disso, poucos games haviam conseguido capturar essa essência dos livros (talvez LordoftheRings de PS2 teria sido o único que chegou realmente perto), mas essa espera acabou na forma de um jogo que mistura vingança, enredo denso e um ótimo e complexo gameplay. Este é Middle-Earth: Shadow of Mordor (Terra-Média: Sombras de Mordor, Monolith/Warner Bros, 2014, PS3,PS4, Xbox 360 e Xbox One).

Shadow of Mordor conta a história trágica de Talion, capitão das forças de Gondor e os laços que o unem a seu “parceiro”, o elfo comandante Celebrimbor. Em SM podemos ver que a era do escuro não passou para a Terra-Média e que ainda há muito o que fazer em relação ao exército de Sauron. Na verdade, o Senhor do Escuro está totalmente vivo e seu poder corruptor, alimentado pela chama do Um Anel, somente cresce por toda a Terra.

Esse poder maldito fez com que o Portão Negro (Black Gate) fosse atacado e com isso o ranger, que vivia lá com sua esposa e filho, foi uma de suas vítimas. Na luta contra o servo de Sauron, que usava apenas o nome de Mão Negra, ele e sua família são brutalmente assassinados (inclusive vendo-os morrer na sua frente). Já abraçando a morte, Talion é “salvo” por um espírito de um elfo guerreiro (que ele virá a conhecer como Celebrimbor) que, como pagamento de sua vida, oferece a Talion uma oportunidade única de se vingar de seus inimigos, mas o preço seria também alto.

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As vezes pra derrotar o inimigo você tem que se tornar no que ele mais teme

Talion é possuído por um general elfo chamado Celebrimbor, que no início apenas se identifica como O Espectro. Graças a ele ganha senso de logística (através do Sistema Nêmesis, grande novidade do jogo que rastreia os inimigos, fazendo com que o jogador não perca tempo em procurá-los), rumando dentro das falanges de Mordor, assassinando os líderes orks e uruks um a um. Chama atenção também o sistema de evolução dos oficiais de Sauron, a cada “morte” de Talion (que sempre ressurge nas torres élficas, ao melhor estilo Assassins Creed e Far Cry) mas que causa o fortalecimento e remanejamento das forças de Sauron, com isso criando sempre novos eventos. Morrer é fácil, assim como matar também. Os dois lados são vulneráveis.

Como análise posterior, podemos dizer que Sombras de Mordor tem dos seus predecessores, apenas o nome. O jogo é totalmente novo, denso e violento. O clima de revanche reina e Talion vai aos poucos tomando pra si a xenofobia que o Espectro sente, mesmo ás vezes falando palavras de esperança, afinal a raça élfica foi varrida pelas forças de Sauron. Matar esses chefes, apesar de repetitivo e complexo (por que cada capataz tem uma personalidade própria e defeitos próprios) é bastante divertido. Isso fora que a cada chefe caído, mais habilidades no estilo Skyrim são destravadas e aos poucos vão completar a extensa árvore de habilidades que o jogo possui, sendo que até as armas também evoluem com as habilidades de cada chefe abatido, o que lembra em parte o saudoso MegaMan.

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O Sistema Nêmesis. Com isso nenhum dos inimigos estará a salvo

É bom lembrar que Sombras é um jogo pesado, de vingança. Sentimentos felizes não fazem parte, a atmosfera é crua e digna de um pesadelo, e todo momento o jogador sente aquela ideia do quão tentadora é a beira do abismo que se encontra. Você, para se livrar dos chefes uruks, terá de usar todo tipo de insanidade e crueldade, como soltar seus animais selvagens (os Caragor) sobre eles e ver eles sendo desossados ou soltar um enxame de moscas carnívoras que se alimentam de uruks por exemplo, e saborear seus gritos. O próprio Espectro diz, “A nossa brutalidade os fará ver a luz”. E é exatamente o que os chefes enfrentam, um desafio brutal. Pode-se dizer que Sombras é um jogo Reverse Dungeon (algo como no rpg como “Caverna Reversa”, onde você joga com os vilões) e que Talion e Celebrimbor já atravessaram as trevas demais para serem chamados de heróis, como em O Justiceiro por exemplo. Este é um jogo sem heróis.

Terminando a resenha (estou ainda jogando), podemos dizer que Sombras de Mordor é um jogo para estômagos fortes, recomendo para fãs de jogos de Survival Horror como Resident Evil e Silent Hill, e jogadores de FPS de horror como Dead Space, Gearsof War (esse realmente foi uma inspiração), Doom e Lost Planet. A história é bem elaborada e o jogo é cruelmente divertido, mesmo não tendo vencido o GOTY daquele ano, e ainda pode ser encontrado fácil em suas versões para PC, PS e Xbox One e 360 (a que estou jogando).

 

Nota para o jogo: 5 / 5

 

 

O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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