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STREETS OF RAGE | Análise do Viajante!

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Toda sexta eu posto um jogo de terror mas dessa vez eu vou mudar um pouco o disco. Dizem que os jogos de videogame tiveram três grandes fases, a primeira, com os consoles Atari e similares, a segunda com a disputa entre duas empresas vindas do Japão, Nintendo e SEGA e a atual, com a Sony, Microsoft e a mesma Nintendo. Mas em termos de nostalgia, a briga dos consoles Super Nintendo (SNES) e Mega Drive (Genesis) sacudiu o mundo.

Dessa época, que chegou um pouco atrasada no Brasil, podemos destacar o início da briga já no Master System da Sega e no antigo Nintendinho 8 Bit (ou forninho, o famoso NES – Nintendo Entertainment System que chegou aqui depois do SNES ter chegado, pelas mãos da Gradiente). Desta era conhecemos também Super Mario, Mega Man, Metroid, Alex Kidd, Golden Axe e outros. Os tempos passaram e novos jogos eram necessários, nessa fase de pouca criatividade da Nintendo, a SEGA prosperou.

Após o bem sucedido Master, a SEGA começou a investir pesado em jogos, criando o seu equivalente a Mario (o porco espinho super rápido Sonic) e dando vida em 16 bit a suas maiores criações como o próprio Alex Kidd, Choplifter, After Burner, Golden Axe e uma nova franquia, semelhante a medieval mas com uma história urbana, perfeita para os novos tempos chamada Bare Knuckle – Ikari no Tekken (Streets of Rage, SEGA America, 1991).

O clássico beat em up

Streets veio com um enredo mais coeso e baseado em filmes policiais da época como Máquina Mortífera e Duro de Matar, fora isso uma trilha sonora matadora criada pelo genial Yuzo Koshiro, considerado uma lenda dos teclados e sintetizadores para games (suas trilhas misturavam guitarra, teclados com uma atmosfera próxima do techno da segunda metade dos anos 90) tudo isso faz de Streets um clássico que já atravessa décadas.

Apesar de todo o aparato tecnológico e cuidado com a produção do game, Streets of Rage é um jogo simples, beat-em-up clássico, de fases (sempre 8) no qual você literalmente abre caminho na porrada. Pra livrar a cidade de um sindicato do crime liderado por Mr. X (uma espécie de prequel de Geese Howard) os lutadores Adam Hunter, Axel Stone e Blaze Fielding com a ajuda da polícia (e de um personagem ilustre) vão enfrentando vários chefes que meio que brincam com o punk dos anos 80 e referências a filmes (como Conan, Rocky e outros).

Ainda hj um jogo perfeito

Para terminar, Streets meio que redefiniu e foi intensamente copiado nos anos 90, criando assim um estilo e mesmo hoje ainda encanta como muitas coisas que foram criadas na terra do sol nascente. Realmente um grande clássico que se tornou uma lenda.

Nota para o jogo: 5 / 5

Streets of Rage é um jogo único no gênero. Une o estilo policial da época, referências a filmes como The Warriors e Máquina Mortífera. Criou um estilo, que mesmo hoje os fãs ainda não esquecem.

Fan art do artista francês Julien Renoult

O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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