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Análise

THE FALL | Os humanos pela visão de um robô

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Como um robô nos veria?

O que precisa pra fazer um game? Muitas vezes apenas atitude não basta. É necessário coragem de apostar no inesperado, de quebrar regras, de criticar o sistema vigente, de usar o que é bom na literatura pop e transformar isso em uma linguagem mais amena, a linguagem dos games. Jogos como Far Cry 3 e 4, Warcraft III, Assassins Creed e The Witcher tem como base a rebeldia, o inconformismo com o sistema, o olhar sarcástico da realidade, com no fim aquela ideia de: “por que infernos eu estou continuando com isso?”.

Esse estilo rebelde contagia uma das grandes surpresas de 3 anos atrás. Misturando rebeldia, anarquismo, sarcasmo e uma linguagem pesada (se levando em conta que se trata de uma leitura do mestre Isaac Asimov), The Fall (Over The Moon Games/GOG Galaxy, 2015, PC, Wii U, Xbox One e PS4) é mais um verdadeiro ensaio de arrojo e inteligência das fileiras da GOG Galaxy. Sem ter medo de arriscar, a pequena softhouse criou um sucesso (dentro dos padrões apresentados) de público e crítica, utilizando padrões simples (pequenos combates e puzzles) que já em 2014 ganhou o prêmio de melhor história pela publicação eletrônica Giant Bomb.

Pane no sistema…alguém me desconfigurou…

Sem mais delongas vamos a história. O jogo conta a trajetória de ARID (Autonomous Robotic Interface Device, ou Unidade de Interface Robótica Autônoma), que por uma razão x não mostrada (um dos mistérios do game) cai na terra a grande velocidade e por isso danifica seriamente o seu condutor, o Coronel Josephs. Devido a suas instruções de salvamento (qualquer semelhança com as leis robóticas de Asimov ou as diretrizes de Robocop, não são mera coincidência), ARID precisa muitas vezes questionar e quebrar seus parâmetros iniciais. E após invadir uma instalação da corporação Domesticon (o nome tem muito a ver com o propósito dos criadores do game), ARID começa a questionar violentamente os humanos e suas limitações de conduta e aquela perguntinha que fiz no primeiro parágrafo começa a valer através disso. Pra piorar, ARID ainda tem que lidar com uma unidade assassina, que se intitula o Cuidador (The Caretaker, no original), que se entretém pondo humanos em cruzes, dizendo cuidar deles. Mais um modelo de comportamento afinal.

O que salta em The Fall é o lado filosófico do game. Como se trata de um jogo baseado quase que 80% em puzzles, há muito espaço pra história, sendo postada de forma inteligente (afinal o jogo terá continuações, e na net já comentei sobre o 2 rs) e de uma forma que não sufoque o jogador e não tire o seu foco dos enigmas e problemas que aparecem pra atrapalhar a jornada de ARID. Um único ponto negativo é a dificuldade das charadas (sério, jogando sem uma ajuda fica quase impossível passar (lembra os quebra cabeças insolúveis de Silent Hill por exemplo), mas fora isso é mais um dos grandes títulos da GOG, traz diversão, desafio e ainda por cima dá muito o que pensar. Jogar The Fall é como olhar para um espelho, que reflete realmente as nossas ações, que até justificam a mudança da protagonista (o final é óbvio, porém justificado).

Como último comentário deixo aqui que The Fall pode não agradar a geração GTA, jogos mais simples e bonitos e jogadores casuais. É um desafio, com uma história intrigante e que vai te colar na cadeira do inicio ao fim do game, mas recomendo fortemente para fãs de SCI-FI e Cyberpunk ,que é o enredo no qual o jogo foi desenvolvido.

Entre o mundo dos humanos e das máquinas

Nota para o jogo: 4,5/5

Trailer:

 

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O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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