Connect with us

Análise

VAMPIRE: THE MASCARADE – BLOODLINES | A jóia perdida e ainda o melhor rpg oficial de vampiros

Publicado

em

Bem vindo a noite.

Boa noite. Hoje galera o papo é sobre algo que anda sendo muito visto no nosso país. Sim, vampiros. Mas o jogo que irei falar hoje não é um simples jogo de vampiros. É uma jóia perdida, o melhor (mesmo depois de Vampyr) de todos eles. Pra falar nesse game, temos que retornar a 1991 e falar de uma lenda dos jogos de mesa, o rpg Vampiro: A Máscara. Criado por uma equipe de malucos de uma empresa chamada White Wolf Publishing (lenda dos games e na ativa até hoje) encabeçada por um professor de história e filósofo chamado Mark Rein*Hagen (popularmente conhecido como o homem da bolinha) e que fez simplesmente um alvoroço em terras nacionais (sério, só o rpg já daria uma matéria duca).

O rpg (sigla pra Role Playing Game, ou jogo de interpretação de papéis, que começou pelas mãos das lendas Gary Gygax e Dave Arneson) tinha digamos acabado de chegar pra valer no Brasil quando Vampiro fez seu debut nas livrarias (eu mesmo comprei e tenho até hoje). Mas fica a pergunta: o que Vampiro tinha, que rivalizava com tanto fervor contra a lenda chamada D&D (Dungeons & Dragons) que tinha acabado de chegar ao país? A resposta: alma.

A sexy e instigante Jeanette

Vampiro: A Máscara é um mito que temos de chamar, batendo palmas, de jogo perfeito. Poucos jogos conseguiram com tanta simplicidade e engenhosidade (herdada do mito da R.Talsorian Games, Cyberpunk 2020) expor com tantas cores e nuances a alma humana. A sociedade dos vampiros é um arremedo da nossa, sem nenhuma misericórdia. A angústia dos Membros (como os vampiros no rpg se chamam) é nada mais nada menos que uma alusão genial a todos os problemas de relacionamento e aceitação dos jovens na adolescência, em geral da chamada Geração X (que orgulhosamente fiz parte) que era como era chamada a geração radicada nos anos 90.

Eu prefiro falar dos clãs mais na frente. Com todo o hype (e justificadíssimo, por que estamos falando de um verdadeiro mito das vendas com milhares de cópias vendidas somente aqui em terras brasileiras) da empreitada do tio Mark, edições novas vieram e os fãs foram crescendo. E com o advento dos jogos de pc, uma versão eletrônica era mais que necessária. E veio. Em junho de 2000, Vampire: The Mascarade – Redemption (Activision, 2000, PC e Mac) chegou as lojas. O game seguia uma história linear (como Vampyr) mas com elementos claros retirados do famosíssimo rpg de mesa aquela época. Foi um sucesso. Contava a história do cruzado chamado Christof em uma história realmente bem feita, de vingança (e que vale um post) e atualmente tem uma versão refeita e suculenta da GOG Galaxy. E que recomendo sem nenhuma dúvida.

Redemption um jogaço que também merece review

Redemption é bom, mas vamos à lenda. Apesar de Redemption ter uma ótima história e realmente pincelar o complexo universo dos vampiros, os jogadores queriam mais. Queriam realmente sentir a fria emoção de ser um predador das trevas. E esse momento veio com 4 anos de atraso em Vampire: The Mascarade – Bloodlines (Troika Games/ Activision/ GOG Galaxy, 2004, Somente para PC). Primeiramente vamos detalhar a bagaça, que é (desculpe Sony e Vampyr), o melhor jogo de vampiros já feito. E ponto. Vampyr bate palmas pra Bloodlines e essa é a verdade (só deixar um brevê aqui, Vampyr é uma franquia que está começando e aqui estamos falando de uma LENDA).

Mas por que Bloodlines é revolucionário? Primeiramente pelo cuidado dado a seus personagens. Cada personagem em Bloodlines é único (na verdade o rpg foi o primeiro a explorar realmente a psiquê de cada personagem). Jogos como Mass Effect e até mesmo Skyrim, não seriam possíveis sem ele. São vários, todos saídos de arquétipos de personagem dos livros da White Wolf. Pra falar sobre eles temos que introduzir um pouco da história do jogo que é posta em prática. Aí está o grande trunfo de Bloodlines: ser um vampiro. Pra ficar na merda logo de início o personagem criado foi “não-autorizado”, e seu criador, punido com a Morte Final (em Vampiro a Morte Final é a única coisa que “mata” o monstro, podendo ser por vias normais ou místicas como as limitações como a luz solar e fogo). A partir daí começa a jornada do Membro recém criado que fará um tour pelo Estado Livre Anarquista de Los Angeles.

Jack, carismático e paizão, é o nosso guia por todo o game

Tudo começa em Santa Monica, uma cidade praieira e chuvosa (que lembra muito Seattle, a capital do grunge). Lá, depois dos conselhos valorosos de Jack,  você pega um táxi e chega à chuvosa cidade. A partir daí vem o grande barato de Bloodlines: exploração. Fale com todos e de preferência com educação para destravar missões e favores preciosos. Após os primeiros contatos conheça Mercurio (um atravessador a serviço da Camarilla), que se encontra em péssimas condições. Com ele tome consciência de um explosivo C4 chamado Astrolite, e retorne a ele. Dica: trate-o bem. Mercurio parece digno de pena, mas será um aliado confiável. Não meta o pé de inicio. O caminho o levará ao night club The Asylum onde você conhecerá Jeanette, a primeira ninfeta bombshell de Bloodlines. Ela é instigante, muito esperta, mercenária e sensual e a partir daí começará o jogo com sua irmã Therese Voerman. Therese é fria como o aço, e persuadirá o personagem através de coerção, para que seja possível o contato com o Nosferatu (vampiros monstruosos como o mito de Boris Karloff) Bertram Tung. Com isso segue-se uma invasão a uma fábrica dos Sabbath (os vampiros anti-Camarilla, ou seja, que não tem muito apreço pelas vidas humanas), e com sua destruição sela-se o teste dado pelo Ventrue sangue azul Sebastian LaCroix.

Agora a brincadeira é na cidade de Los Angeles (a popular Downtown, ou o centro). Pra começar você é salvo da morte pelo Brujah de poucas palavras e revoltado Nines Rodriguez após uma tocaia dos Sabá. Nines é um dos personagens mais importantes de Bloodlines e sua relação com o personagem que por ser da Camarilla, vai ser de amor e ódio, pela sua ligação com o Movimento Anarquista da cidade. A partir daí começa a saga do Sarcófago de Ankaran (ou Ankaran Sarcophagus no original) uma caixa funerária onde LaCroix com sua paranóia acredita estar um ancião de longa geração dos vampiros, que segundo a profecia da Gehenna (algo como a Noite Final) poderia acordar de seu sono matusalênico e literalmente devorar os Membros dessa época. A quest será a plot por todo o game, com diversas reviravoltas (todas feitas de maneira hollywoodiana com direito a samurais demônios, mortos vivos e incêndios).

O ponto alto. Fidelidade total ao rpg de mesa.

Outros personagens e locais dignos de nota são Hollywood e sua casa noturna Asp Hole, onde também se encontram as melhores side quests e histórias mais sombrias do game. Hollywood é governada pelo Barão Isaac que mantém uma história bem turbulenta com Ash Rivers, seu protegido que é tratado como um filho. Destaque para a dançarina Velvet e suas diabas também no Clube Vesuvius (recomendo ver por si próprio o por que do nome). Outra passada não menos interessante é no cemitério (o que seria de um jogo gótico se não tivesse algum) de Hollywood com o coveiro Giovanni Romero

Mas nem tudo (pra variar) são flores de sangue em Bloodlines. A empresa Troika teve muitos problemas com sua criação (talvez falta de familiaridade com a Unreal Engine, que foi usada aqui meio que sem testar). Isso ocasionou todo tipo (por isso chamei VTMB de “a jóia perdida”) de bugs e problemas de fixação. Uma pena na época. Isso causou ao jogo um terrível estigma e somente os fãs (e mesmo assim ainda foi muita gente) pôs as mãos em uma cópia do game na época. Quem salvou a pátria foram os hackers que adoraram o game e corrigiram sozinhos (o código do jogo foi aberto) com diversos pacotes de fixação. Inclusive a versão atual da GOG Galaxy, que foi totalmente posta para o Windows 10 e teve os gráficos envenenados, passou por vários pacotes de conserto. Vampire: The Mascarade – Bloodlines é uma obra prima, o melhor registro de uma época (os anos 90) com uma trilha sonora primorosa. Passeiam bandas como Lacuna Coil, Tiamat (com a sensacional “Cain”), Genitorturers (grrl rock de responsa com “Lecher Bitch”), Type O Negative, MinistryPrimus e outras bem conhecidas do cenário metal alternativo gótico. 

Vampiras lindas e mortais, como Pisha.

Fica aqui também o fato de se tratar de uma franquia de sucesso, com sua quinta edição anunciada. Vampire: The Mascarade continua o legado de uma série de sucesso com sangue, boas histórias e muita ação e assim que tiver pronto trarei em primeira mão para vocês, fãs de rpg e do Nerdtrip.

Cenários subterrâneos e belos

Tudo que é esperado de um game com cenário punk-gótico

Algumas batalhas serão bem difíceis.

 

Imagens: Activision

 

SIGA-NOS nas redes sociais:

FACEBOOK: facebook.com/nerdtripoficial
TWITTER: twitter.com/nerdtripoficial
INSTAGRAM: instagram.com/nerdtrip_
VISITE NOSSO SITE: www.nerdtrip.com.br


Leia outras notícias do Nerdtrip e confira também:

OPERAÇÃO DRAGÃO | Diretor de Deadpool 2 quer comandar o remake do clássico filme estrelado por Bruce Lee

O CORINGA | Robert De Niro negocia participação no filme

PES 2019 | Konami libera trailer que confirma a data de estreia da Demo do game

X-MEN | Marvel anuncia nova saga dos mutantes nos quadrinhos

DRIK BARBOSA | Com participação de Emicida, cantora inicia turnê do EP Espelho nos dias 27 e 28 de julho no Sesc Ipiranga

S.O.N | Divulgado o 2º trailer para o game Survival Horror exclusivo para PlayStation 4

TWITCH PRIME | Cinco novos jogos estarão disponíveis em agosto para os assinantes


Studio Geek – Os Melhores Produtos da Cultura Pop, Geek e Nerd.

O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

Advertisement

Receba as novidades do Nerdtrip em seu e-mail!

Insira seu endereço de e-mail para embarcar nessa Viagem Nerd!

Advertisement

Mais lidos da semana


%d blogueiros gostam disto: