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BLOOD | Terror de verdade das antigas para jogadores fortes

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“I live. Again.”

Com essa frase o cultista Caleb começava um dos jogos mais violentos da história. Considerado o último (e o melhor) jogo da sangrenta coleção dos primeiros First Person Shooters (ou FPS como a galera chama hoje), Blood (1997, GT Interactive Software e Monolith Productions, distribuído pela Atari), insere os jogadores em uma verdadeira aura de pesadelo, retirado dos melhores filmes de horror (não é terror não) do gênero.

Violência sem frescura

Sim estou falando de obras como Evil Dead (A Morte do Demônio), A Hora do Pesadelo, A Noite dos Mortos Vivos, Warlock (quero ver quem lembra desse), O Exorcista e muitos clássicos do gênero. Bebendo nas fontes certas, só poderia sair um jogo fantástico, mesmo pra época (e até para os dias de hoje) Blood é assustador (esqueça o “terror nutella” dos jogos atuais como Until Dawn e até Life is Strange passando por The Walking Dead) de verdade. De ritual vodu a satanismo, rola de tudo.

A história do jogo é simples, embora bem contada. Você controla um cultista cowboy chamado Caleb, um expert em armas. Em meados de 1870 ele entra para uma organização conhecida como “Cabal”, uma espécie de culto demoníaco apocalíptico, um ano depois de conhecer uma mulher chamada Ophelia Price, sua vida muda e ele pra variar, se torna amante da moça que invoca o cão. Daí ele é convidado a fazer parte de um grupo conhecido como “The Chosen” (Os escolhidos, que aliás dá nome ao segundo jogo da série), mas aí também pra variar sempre tem um “abençoado” (pra não falar besteira) pra travar tudo. O nome do sujeito é Tchernobog (nome bonito não acham?) que faz com que 4 dos 5 integrantes do culto (incluindo sua esposa e ele), morram numa tentativa de invocação de um deus das trevas. Anos depois Caleb retorna dos mortos em um mundo dominado pelo exército de mortos vivos, e mesmo louco (ora o cara foi morto e enterrado), resolve destruir tudo e todos em seu caminho para pôr as mãos no pescoço de Tchernobog.

Diferentes armas para literalmente aniquilar seus inimigos

Os diferenciais de Blood são fáceis de serem identificados. Primeiro a fiel retratação aos filmes clássicos, apesar de ser um shooter ao estilo Dragon Warrior (inclusive com toda a mecânica desse grande clássico, assim que puder o tio traz esse sucesso para analisar aqui), andando pelo cenário, ora você verá uma cena de Evil Dead, outra de A Noite dos Mortos Vivos, A Múmia e daí por diante. Outra característica é o humor sarcástico de Caleb, deixando bem claro que ele não faz mais parte de nós. Basicamente é um monstro que combate outros monstros, por simples vingança, não há um motivo altruísta aqui.

A capa original

Blood é dividido em 4 episódios (um pior do que o outro, você começa em ambientes medievais passando para urbanos de temática steampunk, como trens de época, até desembocar em um castelo sombrio que funciona como um próprio ser vivo, com paredes feitas de gente) e teve duas expansões, Cryptic Passage e Plasma Pak, que continuam o pesadelo e acrescentam mais dois episódios à bagaça. Pode ser encontrado hoje no Steam e no Gog Galaxy em suas versões completas, e acredito que por até menos de 50 reais, dê pra levar todo o pacote. Se você é fã realmente de terror das antigas (estilo Elvira), eu recomendo fortemente.

“Heeeee’s Johnny”

 

O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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