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DEAD SPACE | Embarque em um clássico que ainda é a principal analogia à palavra desespero

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O pior câncer da humanidade é o da ignorância. Ela que se opõe ao conhecimento e gera a criação de falsos mitos, “profetas”, que por muitas vezes na história, buscam de algo “divino” e estão apenas encontrando sua própria danação. Com a ignorância vem a arrogância, e na maioria das vezes com ela vem o erro, ou os erros.

O protagonista, só em um mundo de desespero

O protagonista, só em um mundo de desespero

Essa pequena introdução (simples, porém precisa), vai exatamente na direção do assunto que iremos falar hoje. A religião pode ser a salvação para uma pessoa (quando bem usada), porém quando (o que ocorre na maioria das vezes) o que acontece é o oposto, as consequências vem em ondas, fracas ou fortes, mas cobrando os resultados. O que você planta, você colhe, e quando o que você planta não era bem o que tinha planejado, pela sua falta de conhecimento, isso muda todo o contexto.

Pode parecer até simplista mas essa é toda a premissa de um jogo que foi lançado há nove anos. Trazendo suspense, horror em doses cavalares, e também um pouco de romance, mas pintado de maneira trágica, e põe trágica nisso, Dead Space (EA/Visceral Games, Multi, 2009) trouxe um universo de pesadelo, sem nenhuma esperança (o que virou a marca registrada da série nos jogos seguintes).

Atestado de competência da produtora, Dead Space se tornou para todos os gamers, o motivo de que a Eletronic Arts tem de ser respeitada (por essa e por várias séries de sucesso). Conta a história de um especialista em naves espaciais e engenheiro chamado Isaac Clarke (qualquer referência a Isaac Asimov e Arthur C. Clarke, escritor sci-fi famoso, pode ser uma homenagem) que a pedido de sua namorada Nicole Brennan, uma especialista médica, viesse com sua equipe prestar socorro a nave cargueira USG Ishimura, tudo documentado em uma misteriosa videomensagem que sugeria que as coisas não iam bem.

Gráficos até hoje impressionantes

Gráficos até hoje impressionantes

Para a tarefa, Isaac não veio sozinho. Com uma equipe de 5 especialistas na USG Kellion, os pilotos Chen e Johnston, a especialista em computadores Kendra Daniels e o comandante e especialista em segurança Zach Hammond. Logo a tarefa prova-se um desafio quando a Kellion é pega no cinturão de asteróides da órbita de Aegis VII (qualquer semelhança com a dengue não deve ser mera coincidência) e acaba sendo obrigada a um pouso forçado. E é ai dentro da Ishimura que o inferno começa. Enquanto Isaac tentava fazer com que alguns instrumentos fossem religados, uma criatura feita de mortos com garras afiadíssimas ceifa as vidas de Chen e Johnston, e por muito pouco não leva os outros especialistas, começa ai uma corrida pela vida, de maneira desesperada, sem descanso e em busca de respostas, pois como eu disse, ignorância nesse jogo, tá longe de ser uma coisa boa.

Misturando conspiração governamental ao melhor estilo Alien, paranóia religiosa (como em Resident Evil 4 e Outlast 2) e criaturas, os Necromorphs, mortos putrefatos e decompostos com apêndices afiados e que te matam em segundos, Dead Space acertou em cheio ao trazer para o mundo dos jogos de Survival, se não a adição de algo novo como o espaço, também uma história cheia de reviravoltas e aquela máxima de que nós seres humanos muitas vezes pela ânsia de chegar a algo divino, acabamos por tentar nos enganar, achando por exemplo, que um pedaço de latão é ouro. E por isso acabamos por nos trazer não a salvação, mas a ruína.

 

O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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