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J. R. R. TOLKIEN | Numa Toca no chão vivia um Hobbit…

Nerdtrip Redação

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em

“Que queres dizer? – perguntou Gandalf – Desejas-me um Bom dia, ou queres dizer que está um bom dia, quer eu o queira, quer não? Ou que te sentes bem esta manhã? Ou que é uma manhã para ser bom?”  Gandalf, “O Hobbit.”

Olá pessoal, hoje escrevo sobre um clássico nerd, os livros de John Ronald Reuel Tolkien, mais conhecido internacionalmente com J. R. R. Tolkien. Nascido em 3 de janeiro de 1892 em Bloemfontein, na República do Estado Livre de Orange, na atual África do Sul, aos três anos de idade, com a sua mãe e irmão passou a viver na Inglaterra, terra natal de seus pais. Desde pequeno fascinado pela linguística, fez a licenciatura na faculdade de Letras em Exeter. Participou ativamente da Primeira Guerra Mundial, e logo depois começou a escrever os primeiros rascunhos do que se tornaria o seu “mundo secundário”, complexo e cheio de vida. Tornou-se filólogo e professor universitário, tendo sido professor de anglo-saxão e considerado um dos maiores especialistas do assunto na Universidade de Oxford de 1925 a 1945, e de inglês e literatura inglesa na mesma universidade de 1945 a 1959.

Tolkien ficou conhecido como o “pai da moderna literatura fantástica” e é amplamente considerado como um dos maiores autores da literatura fantástica de todos os tempos.. A suas obras foram traduzidas para mais de 50 idiomas, vendeu mais de 200 milhões de cópias de O Senhor dos Anéis e influenciou gerações. Aos 81 anos de idade, então, nas primeiras horas do domingo de 2 de setembro de 1973, J. R. R. Tolkien morre na Inglaterra. Bom para quem não sabe Tolkien se embebeu do cristianismo e de varias mitologias para escrever seus clássicos e também que Tolkien e C. S. Lewis foram grandes amigos durante décadas, até que a amizade se desgastou em razão de diversos motivos. Na época da morte de Lewis (em 1963) eles já não se falavam por quase dez anos.

Foto de J. R. R. Tolkien.

A publicação de “O Senhor dos Anéis” foi muito incentivada por Lewis, que aliás foi um dos primeiros a ouvir a história, juntamente com Christopher Tolkien (filho de Tolkien). Tolkien jamais deixou de admirar Lewis como amigo, embora não gostasse da maioria de seus livros, em especial “As Crônicas de Nárnia”, que entendia como sendo alegórico e infantil demais.

Historias a parte às opiniões sobre a leitura de Tolkien diferem muito, mas apesar de ser um pouco maçante vale muito apena ler. Por ser uma leitura um tanto difícil muita gente prefere “O Hobbit” do que a trilogia Senhor dos Anéis e poucos leem Silmarillion. Isso acontece pois muitas pessoas começam a ler os livros mais difíceis primeiro, o que é uma coisa totalmente errônea pois se você começa com os mais difíceis você não consegue ler os outros, para quem não sabe “O Hobbit” foi escrito para os seus filhos, quando se lê esse livro você sente um ar infantil, mas no fundo se sente o ar adulto. Já no “O Senhor dos Anéis“ é ao contrario um livro adulto com ar infantil. E Silmarillion e basicamente “A Bíblia Tolkieniana“. “Os Filhos de Húrin”, “Contos Inacabados”, “A Última Canção de Bilbo”, “A Lenda de Sigurd e Gudrún” são livros ainda sobre a temática da terra media mas que quase ninguém da importância .

Na minha opinião a leitura de Tolkien é sim muito importante, você não pode achar que entende do mundo nerd só vendo os filmes (que deixa a muita a desejar), vale apena ler,  deixo aqui uma lista de livros sobre a Terra Média na melhor ordem de leitura e uma pequena sinopse (por experiência própria acho mais confortável ler nesta ordem).

“Aquele que quebra uma coisa para descobrir o que ela é deixou o caminho da sabedoria.” Gandalf, “Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel”

Os livros são:

O Hobbit – Os hobbits são seres muito pequenos, menores do que os anões. São de boa paz, sua única ambição é uma boa terra lavrada e só gostam de lidar com ferramentas manuais. Este livro tem como personagem central o hobbit Bilbo Bolseiro. Ele vive muito tranquilo até que o mago Gandalf e uma companhia de anões o levam numa expedição para resgatar um tesouro guardado por Smaug, um dragão enorme e perigoso. Compre aqui !

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel – Numa cidadezinha indolente do Condado, um jovem hobbit é encarregado de uma imensa tarefa. Deve-se empreender uma perigosa viagem através da Terra-média até as Fendas da Perdição, e lá destruir o Anel do Poder – a única coisa que impede o domínio maléfico do Senhor do Escuro. Compre aqui !

O Senhor dos Anéis: As Duas Torres – A comitiva do anel se divide: Frodo e Sam continuam a viagem, descendo sozinhos o grande rio Anduin – mas não tão sozinhos assim, pois uma figura misteriosa segue todos os seus passos. Compre aqui !

O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei – O Retorno do Rei é a terceira parte da grande obra de ficção fantástica de J. R. R. Tolkien, O Senhor dos Anéis. É impossível transmitir ao novo leitor todas as qualidades e o alcance do livro. Alterdamente cômica, singela, épica, monstruosa e diabólica, a narrativa desenvolve-se em meio a inúmeras mudanças de cenários e de personagens, num mundo imaginário absolutamente em seus detalhes. Tolkien criou em O Senhor dos Anéis uma nova mitologia, num mundo inventado que demonstrou possuir um poder de atração atemporal. Compre aqui !

Os contos de Tolkien no cinema.

O Silmarillion – Relata acontecimentos de uma época muito anterior ao final da Terceira Era, quando ocorreram os grandes eventos narrados em O Senhor dos Anéis. São lendas derivadas de um passado remoto, ligadas às Silmarils, três gemas perfeitas criadas por Fëanor, o mais talentoso dos elfos. Tolkien trabalhou nesses textos ao longo de toda a sua vida, tornando-os veículo e registro de suas reflexões mais profundas. Compre aqui !

Contos Inacabados de Númenor e da Terra-média – Contos Inacabados de J.R.R. Tolkien é um conjunto de narrativas que se estendem desde o tempo de O Silmarillion – os Dias Antigos da Terra-média – até o fim da Guerra do Anel em O Senhor dos Anéis. Seus numerosos tesouros incluem o vivaz relato de Gandalf sobre como chegou a enviar os anões à celebrada festa em Bolsão, o surgimento do deus marinho Ulmo diante dos olhos de Tuor na costa de Beleriand, e uma descrição da organização militar dos Cavaleiros de Rohan. Compre aqui!

Os Filhos de Húrin – Muito antes da era de O Senhor dos Anéis, Morgoth, o primeiro Senhor do Escuro, lança uma terrível maldição contra toda a família de Húrin, o homem que tinha ousado desafiá-lo frente a frente. Assim, os destinos de Túrin e de sua irmã Niënor serão tragicamente entrelaçados. A vida breve e apaixonada dos dois irmãos é dominada pelo ódio de Morgoth, que envia seu mais temível servo, Glaurung, poderoso espírito na forma de um enorme dragão de fogo sem asas, numa tentativa de cumprir sua maldição e destruir os filhos de Húrin. Compre aqui !

A Lenda de Sigurd e Gudrún – Na Balada dos Völsungs é contada a linhagem do grande herói Sigurd, matador de Fáfnir, o mais celebrado dos dragões, cujo tesouro ele tomou para si. Fala-se de como ele despertou a valquíria Brynhild; de como foram prometidos um para o outro; e de sua chegada à corte dos grandes príncipes Niflungs (ou nibelungos), com os quais obteve uma fraternidade de sangue. Nessa corte nasceu grande amor, mas também grande ódio, provocado pelo poder da feiticeira, mãe dos Niflungs. Compre aqui !

A Última Canção de Bilbo – O livro narra de forma poética a última viagem do hobbit Bilbo Bolseiro rumo ao Oeste, momento em que ele compõe sua última canção, ao mesmo tempo que relembra sua primeira grande aventura. As ilustrações que acompanham o texto contam essas duas histórias de maneira simultânea. Compre aqui !

Bom espero que tenham gostado do nosso papo e que sigam minhas dicas. Obrigado e ate a próxima…

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Resenhas

DIÁRIO DE UM NERD: SUPERNERD | A nova e divertida aventura de Phil, o Nerd – Resenha sem spoilers

Igor Ops

Publicado

em

(Foto – Reprodução)

Seguindo o sucesso dos últimos dois volumes, chega às livrarias brasileiras pela editora Ciranda Cultural o livro “Supernerd: Diário de um Nerd Vol. 3”. Lançado em mais de doze países, a obra é um sucesso de vendas e narra o cotidiano de Phil Dick, um jovem e simpático nerd, fascinado por séries, jogos e filmes de ficção.

Acompanhada de ilustrações incríveis de Roberta Procacci, o inédito volume faz um passeio pelo universo geek mostrando Phil Dick, ou como ele é conhecido por seus amigos, Phil, o Nerd, que deve salvar os roteiristas de séries de Hollywood que foram sequestrados por um terrível vilão. Junto a sua equipe, chamada carinhosamente de The Ping Pong Theory, Phil parte rumo a mais uma grande aventura.

Diário de um Nerd 3: Supernerd é recheado de referências a cultura Nerd/Pop/Geek, sendo Phil um aficionado por games, séries, quadrinhos e ficção, e a todo momento somos bombardeados por citações e menções, que vão desde a sucessos da atualidade como as séries Two and Half Men e Game of Thrones, até os mais aclamados personagens da cultura Pop, como Batman, Homem-Aranha, Thor, Stephen Hawking, Einstein e tantos outros personagens e figuras importantes da ciência, inspiram o jovem na sua missão de se tornar um super-herói.

O livro, que tem como público-alvo, crianças a partir dos 9 anos de idade, é uma grande porta de entrada para esse fantástico mundo Nerd em que crescemos e vivemos grande parte de nossas vidas. Além das referências mencionadas, no decorrer da leitura, existem momentos onde Phill explica aos seus leitores detalhadamente sobre games, filmes e séries que o nosso Supernerd tanto adora.

Diário de um Nerd 3: Supernerd é mais uma criação do norte-americano Philip Osbourne, que começou a carreira de escritor produzindo quadrinhos enquanto ainda estava na faculdade. O livro conta com capa dura e folhas mais firmes, garantindo maior durabilidade para que os pequenos leitores e novos Nerds possam se esbaldar enquanto embarcam em uma grande aventura com Phil, o Nerd.

Ser nerd significa ser curioso e não ter medo de ser criança, mesmo aos 70 – conta o autor. –  Eu bebo com a caneca do Flash, carrego a mochila dos Caça-Fantasmas, uso cuecas dos Simpsons, e dirijo somente se tiver usando a camisa do Justiceiro. Sou louco? Eu sou apenas uma criança que sonha com games, revistas e séries de TV. Ser nerd significa ser corajoso e capaz de ver magia em um mundo que nem sempre é mágico.

Philip Osbourne

Lembrando que o livro está disponível no site da Ciranda Cultural, para adquiri-lo, clique aqui no link.

  • Título:  Diário de um nerd Vol. 3: Supernerd
  • Autor: Philip Osbourne
  • Ilustrações: Roberta Procacci
  • Editora: Ciranda Cultural
  • Páginas: 160
  • Público-Alvo: A partir de 09 anos

Nota para o livro: 3,5 / 5


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Livros

KONUNGAR – A GUERRA DOS REIS | Rixas de sangue, intrigas palacianas, criaturas fantásticas!

Pedro Vieira

Publicado

em

Rixas de sangue, intrigas palacianas, criaturas fantásticas, machados e feitiços recheiam o mais novo lançamento épico da linha Gold Edition pela Mythos Editora: Konungar – A Guerra dos Reis!

Tendo como base os mitos nórdicos, Konungar (palavra que no idioma viking significa “reis”) apresenta um mundo rico de detalhes fantásticos. Nele, vemos um conflito entre dois irmãos que reclamam o direito de sucessão ao trono de Alstavik – conflito este que, há muitos anos, envolve os habitantes em uma guerra civil marcada por constantes banhos de sangue. Em consequência, Alstavik se torna muito frágil diante de forças externas, como a ameaça dos celtas ou dos integrantes da antiga tribo centaura, que, outrora derrotada, retorna agora para esmagar o reino. Essas tensões forçam os irmãos a buscar uma forma de contornar suas diferenças. Resta saber se serão capazes disso… Konungar é uma história sobre disputas de poder, mais especificamente sobre o merecimento desse poder e o uso que se faz dele: como governantes podem tomar atitudes que afetam seus subalternos e, às vezes, a melhor opção é meramente ater-se ao interesse do povo. O roteirista, Sylvain Runberg junta uma narrativa envolvente, permeada de clássicos de fantasia medieval, a conceitos atuais, como política e rixas familiares – tudo envolto pela arte excepcional do desenhista Juzhen, que, em cenas de tirar o fôlego, mescla traços de inspiração oriental com a qualidade exigida pelo mercado europeu nesse tipo de publicação.
Aventura de alta octanagem, com temas e visual ultramodernos, Konungar: A Guerra dos Reis tem lugar garantido na estante de qualquer amante da nona arte!


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Resenhas

V5 – VAMPIRE: THE MASQUERADE FIFTH EDITION | O aguardado e polêmico retorno de uma das maiores séries do RPG moderno

Marcos Roberto Neves

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Tire as crianças da sala.

Agora vamos falar sobre monstros, não sobre monstros da imaginação, mas sim monstros reais. É meus amigos hoje vamos falar a sério sobre vampiros, mais uma vez. Mas dessa vez trago a vocês (em primeira mão, antes até mesmo das revistas sobre RPG desse país) o retorno de um clássico. Vampire: The Masquerade – Fifth Edition ou V5 (Onyx Path/ “Paradox Entertainment”/ White Wolf, 2018, Role Playing Game ou “rpg de mesa”) traz o principal rpg dos anos 90 ao topo novamente, com a roupagem atual e fashion (haters please) das atuais séries americanas como The Vampire Diaries e por que não o odiado e amado, Crepúsculo (Twilight) e atuais encarnações da lenda dos sugadores de sangue.

Antes de qualquer coisa, Crepúsculo pode ser cruel? Sim, pode. O que V5 propõe é que o mundo que conhecemos não mudou, ficou pior. Apesar do estilo de games como Vampyr (menos Vampire Bloodlines dessa vez), temos criaturas monstruosas a ponto de torturarem suas vítimas, enclausurá-las e escondê-las do resto do mundo, que não, não assiste a tudo isso calado. O clima Constantine (a série com o loiro Matt) é total. O sobrenatural existe (lições aprendidas do ótimo Mundo das Trevas ou World of Darkness, o livro-de-regras da 4ª edição) mas uma pessoa comum, com certeza não vai querer se aproximar dele.

Vampiros fashion. E desalmados.

A mente pensante por trás da nova edição de Vampire vem pra variar, do frio. Com a queda do antigo Lobo Branco, assume a capitania a Onyx Path (laranja da Paradox Entertainment, de Mount and Blade e Pillars of Eternity, entre outros grandes sucessos dos rpgs eletrônicos), o sueco Martin Ericsson é o cabeça-mor desse novo pontapé dessa nova e restaurada White Wolf que ressurge das cinzas. Aproveitando a deixa dada por cabeças como Mark Rein Hagen e Stewart Wieck, Ericsson recria o Mundo das Trevas, adaptando a uma era de caos, incerteza, crueldade (principalmente por trás de um pano bonito) e pretenso glamour.

Imagens fortes. E muito pertubadoras.

A treta nesse novo Vampire é generalizada. Só pra começar, ser velho aqui virou passaporte para a tumba eterna. Os humanos finalmente acordaram e passaram a caçar os Cainitas (filhos de Cain, mais uma vez) mas dessa vez com o auxílio da arma humana mais temida pelos anciões, sim a informação. Com ela as principais agências de segurança globais, estatais ou particulares, começaram a trocar informações sobre o mundo Cainita e seus costumes. Com extrema crueldade, histeria e grandes perseguições os sanguessugas (antes reis da noite quase de maneira suprema) foram sendo lentamente exterminados. 

Após o assassinato ao vivo de um de seus maiores notáveis, a nobreza vampírica resolveu picar a mula, vazar na braquiara, do continente americano. Numa situação parecida com a das colônias norte americanas no século 17, o anarquismo tomou de conta do país, após a surpreendente debandada da Camarilla (a maior e mais organizada associação de vampiros) de volta ao Oriente. Nesse novo mundo, os novos vampiros (principalmente do século 19 e 20) são os novos donos da terra, e impõe suas novas leis (as vezes de maneiras escatológicas) com braço de ferro.

Só pra começar, o horror voltou. E com força. Se antes os vampiros eram criaturas super heróicas saídas dos romances de Anne Rice e com uma roupagem meio TVD, agora a coisa funciona meio no estilo Atividade Paranormal (que me perdoem mas uma série que restaurou o horror movie nos últimos anos), a fome é impossível de ser vencida (ao estilo Vampyr) e sempre será um problema para os Membros. A era dos Mutantes (quem lembrou de X-Men e Logan, pra ser mais claro) chegou aos vampiros, após séculos de incubação, a maldição vampírica mostrou que sim, Darwin estava certo. A fome que leva os vampiros a se separarem de suas frágeis naturezas humanas, vem para mostrar que todo o cuidado com a Máscara (o silêncio sobre a existência dos predadores cainitas) foi por água abaixo. 

Vampiros que são o que foram transformados pra ser…monstros.

Só pra entrar um pouco em sistemas de dados. A Fome é a principal estrela de V5. Apertados pelo fato de que ainda tentam não sucumbir a sua natureza ainda mais bestial, ou seja a sua Humanidade (que continua sendo um atributo importante), a fome agora se torna um problema ainda maior. Pra cada jogada de Disciplina (os poderes vampíricos) um cheque de Rouse é pedido, e isso também é feito no inicio de cada noite (dificuldade 6), falhou? Parabéns. Você ganha um nível de Fome (valores de 1 a 5) e tem de se virar nos 30 pra se alimentar o mais rápido que você puder (e não se esqueça da sua Humanidade) e agora com um nível de Fome a mais. Pode parecer pouco, mas imagina a alegria de um Narrador (o mestre que conduz a partida) ao saber disso. V5 encoraja os narradores a criar qualquer história da necessidade de fome dos jogadores, daí você já pode imaginar até onde o buraco pode levar a Alice…

Outra nova característica da nova edição são as Discrasias. Tudo por causa de um novo componente especial desse livro: a Ressonância. Em palavras claras, a Ressonância é o estado mental de uma vítima no momento da alimentação. Sim é possível atrair sangue apavorado (o mais comum), fantasioso (por ingestão de dorgas, baby), deprimido, colérico (sempre tem os que lutam pra não serem mordidos) e por ai vai. O problema é que a Ressonância altera a qualidade e traços do sangue e sim…vicia. O interessante disso (e monstruoso também) é que o vampiro ao notar que aquela pessoa produz aquela ressonância (que pode ser útil para ele conseguir um efeito sobre uma disciplina ou poder, por exemplo) é que o cainita poderá induzir a pessoa a aquele estado. Como? Bem trancando ela em algum porão escuro ao estilo Jogos Mortais (hey babe, I want to play a game), ou lavagem cerebral via afogamento ou drogas só pra dar um exemplo. O que cria um comportamento na vítima chamado Discrasia que é de longe a coisa mais escatológica de V5. É bom lembrar que ser um vampiro não é um passeio no parque e a WW recupera aqui brilhantemente essa tradição. É um jogo de horror pessoal baby, e se você não tem medo do sobrenatural, deveria ter.

O Mundo das Trevas, a base para a Quinta Edição

Outras coisas que são discutíveis em V5, são a adição de neo-nazis entre as fileiras, o papo aberto (aberto mesmo) sobre estupro, e o fortalecimento (por parte dos próprios editores) dessa natureza macabra dos vampiros. Apesar de tudo isso sim ainda é possível desenvolver amizades, porém como os anciões nessa edição saem de cena, sai a política e entra a luta contra a bestialidade crescente dentro dos próprios jogadores. É uma mudança radical de direção vista (para jogadores experientes) apenas na infame Third Edition que focava em monstros com ironia a beira do fim do mundo (o fim do milênio). Agora temos monstros fashion, com alma de ditadores, facínoras e reais psicopatas. A aproximação de sistemas macabros como Kult é muito bem vinda e sim pode trazer novos jogadores (provávelmente +18) e com certeza já acendeu o debate nas atuais comunidades de fãs inveterados que há muito tempo esperavam por noites mais brutais. E que esse grande sucesso seja trazido a terras tupiniquins o mais rápido possível. A caça aos humanos e a luta contra sua natureza bestial meus amigos…está só começando.

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