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Resenhas

CRÍTICA | Guerra Civil por Mestre Marvete

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 Pegadinha do Marvete… Ié, ié…

Se você clicou loucamente nesse link achando que leria uma crítica sobre o filme Capitão América: Guerra Civil, “desculpa aí”, mas hoje não. Hoje falaremos da adaptação dos quadrinhos para a literatura, GUERRA CIVIL, de Stuart Moore. 

“Mas pra quê fazer uma crítica do livro, se é a mesma coisa dos quadrinhos, amado Mestre Marvete?”, vocês devem estar se perguntando. 

Como o próprio autor cita em suas considerações finais, “Um livro não é uma história em quadrinhos (…)”, logo, para contar em forma de prosa essa história magnífica de Mark Millar, adaptações de roteiro tiveram que ser feitas. Algumas foram positivas, outras nem tanto. Então, vamos à nossa análise do livro. 

O livro ‘GUERRA CIVIL’ adapta a mega saga homônima dos quadrinhos que conta a história de uma “divergência de opiniões” quanto à lei entre Capitão América e Homem de Ferro, o que acaba descambando em uma porradaria generalizada entre super-heróis.

Um acidente causado por um grupo de jovens e imprudentes heróis acaba culminando em uma tragédia, e temos um projeto de lei que exige o registro e treinamento de superseres que pretendam ser heróis. De um lado temos três das maiores mentes do universo Marvel – Hank Pim, Reed Richards e Tony Stark – defendendo o projeto de lei, de outro, alguns dos heróis mais icônicos da editora, como Capitão América, Falcão e Demolidor. No meio do fogo cruzado, em dúvidas sobre o que é o certo, temos o Amigão da Vizinhança, o Homem-Aranha. 

O livro adapta bem a saga dos quadrinhos, e tem excelentes descrições de cenários e batalhas, uma preocupação importante quanto se adapta uma mídia tão visual como são os quadrinhos. Sua história se desenvolve bem mais que o encadernado de Guerra Civil, já que aproveita vários subplots que aparecem apenas nos tie-ins da saga (que são MUITOS).

Porém, o que pode incomodar muitos fãs mais xiitas são algumas alterações que o autor faz na história original. Em alguns casos, as alterações são benéficas, dando uma resolução melhor pra certas ações que parecem jogadas nos quadrinhos, como a invasão ao edifício Baxter. Outras alterações simplesmente não atrapalham em nada, mas parecem não ter razão de ser, como a troca ou omissão de certos personagens que realizam determinadas ações. O problema maior (que me incomodou) acontece quando essas mesmas substituições acabam alterando partes importantes do roteiro, ou acabam gerando situações sem sentido na história.

Por exemplo, Hércules, que tem um papel fundamental na história em quadrinhos, é deixado em terceiro plano no livro. E sua substituição num dos momentos MAIS IMPORTANTES DA HISTÓRIA (quando “alguém” ganha um novo “buraco de ventilação” em seu peito) acaba diminuindo uma culpa que nos quadrinhos é muito maior, transformando um ataque arbitrário em “legítima-defesa”. Em outro momento da trama, heróis se esforçam pra quebrar uma janela e fugir “se esquecendo” que TÊM UM TELEPORTADOR NO GRUPO. 

Claro que essas pequenas falhas não tiram a diversão e emoção que é viver, em qualquer que seja a mídia, a saga Guerra Civil. A leitura é fluida, a trama envolvente – fazendo com que você não consiga parar de ler até terminar. Enfim, um livro que merece estar na estante de todo marvete que se preze, e uma excelente maneira de introduzir pessoas quenão gostam de quadrinhos (tsc, tsc…) nesse maravilhoso mundo da Casa das Ideias. 

Nota para o livro: 4 / 5 

A NerdTrip teve seu início no ano de 2016 com a missão de levar entretenimento, notícias, resenhas e tudo sobre o universo pop/nerd/geek. “Uma ideia na cabeça, talento e vontade em nossas mãos!”

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