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Música

AMON AMARTH – VERSUS THE WORLD | Se vire para o Norte

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Esqueça o Iron e o Metallica. Se vire para o Norte.

Esqueça o Iron Maiden e o Metallica. Sério. Esqueça mesmo. Eu sei que começar uma resenha de um álbum com essa afirmação polêmica é um pouco bruto, mas convido o leitor a conhecer a perfeição de uma das bandas mais hype de nosso tempo. Estou falando do Amon Amarth. Misturando o Death Metal, o Groove com os vocais rasgados de Johan Hegg (um senhor vocal, que faz seu trampo de maneira simples e sem frescura), e com uma cozinha muito bem armada por Johan SöderbergOlavi MikkonenTed Lundström (2 guitar e baixo, não vou citar os bateras por que foram muitos).

Versus the World (Metal Blade, importado, 2002) é o que podemos chamar de obra prima do metal contemporâneo. Só pra falar da técnica, temos que ressaltar que Versus é a terceira parte de uma trilogia imaginada pela banda sueca, que conta as lutas, agouros e sofrimento que passou o povo nórdico. A trilogia englobaria ainda os álbuns The Crusher e The Avenger, sempre com tons de matança e revanche, que temos de ser sinceros, é a síntese do povo Viking. Combinando uma grande pureza técnica, melodia (o que não é muito frequente no estilo) e músicas que realmente cativam, o Amon Amarth se elevou ao nível de estrela mundial no mainstream do metal, com shows tão lotados que realmente dão conta do hype que esses nórdicos, que são metaleiros de verdade, conseguiram.

A bolacha começa com o hino do metal moderno, Death in Fire. Faltam palavras pra descrever isso. Uma mistura de folk, metal groove e um pouco de death, dão o tom de uma das maiores entradas do metal de todos os tempos. É ouvir pra crer. A letra declama o fogo dos nórdicos pela guerra, pela batalha, um verdadeiro canto de orgulho (fora o viés pagão da letra).

A seguinte continua o tom de revolta do disco. “For the Stabwounds in Our Backs”, se encaixa perfeitamente em um tom sombrio de vingança que o álbum prega. Tecnicamente falando aqui, destaco o ótimo trabalho do baterista dessa época, Fredrik Andersson, que acredito ter sido um dos melhores que passou pela banda. O tom de death, com a batera bate estaca e muito pedal duplo e a guitarra dançante de folk, acabam de contar a história.

“Where Silent Gods Stand Guard” é um clássico. Não é a toa que até hoje é uma das mais pedidas nos shows. Não há tempo para misericórdia aqui, esse não é o forte do povo nórdico, (o seu código o asatru, prega somente honra, valentia e dignidade na batalha, fora outros conceitos de que falo mais adiante) essa é a história de um guerreiro implacável que literalmente lima os seus inimigos e os oferece em oferenda a seus deuses. Destaque para a letra de Hegg, “I am…a wolf in human shape…Every human is prey…” (Eu sou…um lobo em forma humana… cada humano é uma presa), pode crer não é um passeio no parque e pode realmente assustar quem não entende a filosofia.

“Versus the World” é outro exemplo. Raiva pura, misturando mitologia nórdica, ensinamentos do asatru e um certo ranço contra os cristãos (que ninguém se engane, eles são pagãos). Quanto ao metal, ainda de excelente qualidade, bateria muito bem marcada por Fredrik e o vocal de Hegg mais sujo do que nunca, é pra incomodar vizinhos. Altamente recomendada. Até os persas entram na bagunça.

“Across the Rainbow Bridge” entra naquela idéia, “você não me deixa viver, não me deixa morrer, o que você quer?”. Aqui Johan discorre sobre a morte, a inevitável certeza da vida, na letra mais melancólica do disco, e se pergunta por que depois de uma vida dedicada as batalhas, ela não vem. A guitarra aqui tem seu auge, sempre chorosa como uma cantiga de taverna, é outra das mais pedidas do disco ao vivo.

“Down the Slopes of Death” continua o êxtase histórico a mitologia nórdica, uma alegoria ao Ragnarok (o crepúsculo dos deuses nórdicos, muito frequente nas letras do grupo), com trevas, loucura e citações a invasão final. Um metal dançante ao estilo folk e muito show de se ouvir.

“Thousand Years of Opression” é a música do disco. Apesar de falar sobre a invasão cristã nas terras escandinavas (com muita raiva e ironia), é uma verdadeira ode aos valores pagãos (em especial o uso de runas, muito frequente na cultura nórdica). Hegg solta a real sem vaselina do que ele pensa sobre o “maneirismo” cristão e suas mentiras (segundo a letra) e deixa bem claro que o mundo deve ficar assustado com a fúria dos hVisualizar (abre em nova janela)omens do norte. Essa letra é incrível, mas vou separar essa parte:

“Our spirits were forged in snow and ice
To bend like steel forged over fire
We were not made to bend like reed
Or turn the other cheek”

“Nossos espíritos foram forjados em neve e gelo

Para dobrar como o aço forjado sobre o fogo

Nós nós não fomos feitos para dobrar como junco 

Ou dar a outra face”

Sentiram o feeling? A verdade é que realmente a história não contou muito sobre esses guerreiros e bandas como Amon Amarth, Ensiferum, Heidevolk estão contando muito dessas histórias sobre este povo orgulhoso que enfrentou sim muitas batalhas e que merecem realmente nosso respeito e admiração.

“Bloodshed” é a Battery do disco. Também fala do Ragnarok, dos tempos atuais (de maneira crítica até), e da guerra que não poderemos evitar. É uma música pesada, que fala de irmãos contra irmãos, e de situações extremas, tecnicamente outro trabalho perfeito do baixo de Ted e da bateria excelente de Andersson. Há um clima pesado, bem Sepultura mesmo, uma das melhores do disco.

“And Soon the World Will Cease to Be”, é a música épica que fecha o disco. Essa sim uma grande exaltação ao fim de todas as coisas pela mitologia dos povos do norte, vai citando evento por evento de maneira crua, sem hesitações e sem nenhuma misericórdia. Fecha Versus the World com chave de ouro, deixando bem claro o tema pesado que envolve o álbum.

Versus the World é mais um clássico moderno. Esqueça o Metallica, o Iron, e volte-se um pouco para o norte. Irá descobrir um mundo que talvez não irá querer sair nunca mais. Esse redator fala por si.

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O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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