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Críticas

MAMMA MIA! LÁ VAMOS NÓS DE NOVO | Crítica do Don Giovanni

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Dirigido e escrito por Ol Parker, a partir de uma história de Parker, Catherine Johnson e Richard Curtis, a continuação do musical de 2008 que utiliza o maravilhoso repertório do grupo “ABBA” Mamma Mia!, apresenta empolgantes números musicais, interpretados por um elenco formidável, porém, ao termino de cada canção, somos surpreendidos por um roteiro raso e cenas que não contribuem em nada para a narrativa da história.

Na trama que se passa logo após os acontecimentos do primeiro filme, Sophie Sheridan (Amanda Seyfried) está prestes a reinaugurar o hotel de sua falecida mãe Donna (Meryl Streep), quando seu marido Sky (Dominic  Cooper) acaba recebendo uma proposta de trabalho irrecusável, causando uma briga entre o casal, colocando ambos em caminhos opostos. Paralelamente a isso, presenciamos em forma de “flashback” a chegada de Donna Sheridan (Lily James) a ilha de Kalokairi e seus primeiros encontros amorosos com os três possíveis pais de sua filha.

 

 

De forma acertada a produção aproveita o ótimo elenco que tem e coloca de lado (a exemplo do primeiro filme) os grandes figurinos, as coreografias complexas e os cenários grandiosos (comuns em musicais) para deixar que a capacidade interpretativa dos atores e as maravilhosas músicas do “ABBA” façam a magia acontecer. E elas fazem, principalmente por conta das protagonistas Amanda Seyfried e Lily James, que com lindas e delicadas expressões faciais e corporais, facilitam todo o entendimento de suas cenas, produzindo ótimos e emotivos números musicais. O elenco de apoio também arrasa, lideradas pelas veteranas Julie Walters e Christine Baranski (respectivamente: Rosie Mulligan e Tanya Chesham-Leigh as melhores amigas de Donna) a produção ainda conta com Pierce Brosnan como Sam Carmichael, Colin Firth como Harry Bright e Stellan Skarsgård como Bill Anderson. O ápice da produção é a poderosa “Cher” como Ruby Sheridan, mãe de Donna e avó de Sophie, cantando “Fernando” para Andy García como Fernando “Cienfuegos”, lindo.

 

 

Infelizmente a produção peca por apresentar diálogos e cenas rasas, que na maioria das vezes não conseguem acompanhar a carga emocional dos números musicais, quebrando o ritmo do filme e atrapalhando a narrativa da história. Mas o problema maior fica por conta da construção dos personagens e os dilemas pessoais enfrentados por todos eles. Ricos e extremamente fúteis, os personagens lidam com problemas pequenos e situações inverossímeis. Ninguém efetivamente trabalha de verdade, ou se esforça para resolver seus problemas, mas tudo bem, como somos brancos, belos e endinheirados, tudo conspira maravilhosamente bem a nosso favor. Para finalizar, uma cena em especial de um dos musicais no 3º ato, exemplifica bem o “no sense” da produção. Todos os “ricaços” dançam e cantam de forma esfuziante (acompanhados pelos seus “serviçais” que também de forma radiante, festejam a prosperidade do patrão, por mais que se vistam como escravos, sendo os únicos negros da produção). Quando passam pela vila local se deparam com uma senhora bastante idosa, que carrega acima de sua cabeça, uma pilha de madeira, obrigando-a caminhar lentamente e com extrema dificuldade. Eles não se fazem de rogados e passam pela senhora como se desviassem de um insignificante obstáculo, com direito a Pierce Brosnam, passando por debaixo dos braços da senhora de forma jocosa e ignorando completamente a difícil realidade do vilarejo.

Com ótimos musicais  “Mamma Mia! Lá vamos nós de novo” deixa um gosto agridoce na boca. Por um lado o filme entrega números musicais divertidos e empolgantes, por outro, opta por construir personagens sem dilemas significantes, que acabam dependendo de um festival de coincidências para terem seus pequenos problemas resolvidos.  O estilo de vida dos personagens, bem como suas “dificuldades e percalços” parecem apenas fazer sentido se você é milionário, grego, alienado ou da  pseudo-classe média brasileira.

Pontuação de 0 a 5

 

Nota: 2,5

 

 

 

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Giovanni Giugni (Don Giovanni) é o exército de um homem só, por trás da "Casa das Ideias Nerd". Teve a felicidade de ter como primeiras experiências cinematográficas, filmes do calibre de "Superman" de 1978 e "O Império Contra-ataca". Destemido desenhista e intrépido apaixonado por "Super-heróis", vive disfarçado como um pacato Professor de musculação.

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