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Quadrinhos

CLÁSSICOS DAS HQs | O Edifício (Will Eisner)

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em

Will Eisner

 

Que Will Eisner foi um gênio dos quadrinhos, é fato consumado. O quadrinista, criador do personagem Spirit, e que veio a falecer em 2005, possui fãs tanto nos EUA, sua terra natal, quanto na Europa, coisa rara em se tratando de autores americanos fora do eixo Marvel/DC Comics. Autor de vários clássicos do gênero, “O Edifício” se destaca dentre eles.

Neste exemplar em preto e branco, Eisner homenageia os grandes edifícios das grandes metrópoles que sempre amou e das quais nunca quis sair. Quatro fantasmas na porta de um velho prédio localizado em uma esquina observam o vai e vem típico de grandes centros e revivem suas próprias vidas, todas relacionadas de uma forma ou de outra à construção:

Monroe Mensh

A primeira história trata de um velho homem que levou a metade de sua vida em insossa rotina, com a política de nunca se envolver na vida alheia com o intuito de evitar problemas para si mesmo. Até que um dia o destino lhe prega uma peça e uma criança morre em sua frente, sem que ele sequer tente ajudar. Com a consciência a pesar em sua mente, Monroe decide largar sua preciosa rotina para se dedicar a ajudar crianças. Porém, o destino do pobre homem é cruel e irônico até o fim de sua vida.

 

 

Gilda Green

 

 A segunda história abrange a vida da personagem Gilda Green, desde sua adolescência até sua morte, ao mostrar os percalços que ela lhe traz, sem que Green deixe de se encontrar com o amor de sua vida uma vez por semana em frente ao Edifício em questão.

 

Antonio Tonatti

  A terceira história nos brinda com a vida do músico Antonio Tonatti, que acabou se tornando um violinista porque seus pais não tiveram dinheiro para lhe comprar um piano. Apesar de virtuoso, Tonatti nunca consegue viver de sua música, tendo que relegá-la ao segundo plano. Porém, nunca desistiu de tocar, mesmo após a morte…

 

 

 P.J. Hammond

Criado para ser um impiedoso empresário, P. J. Hammond desenvolve, depois de ter vencido na vida, uma estranha obsessão pelo edifício da história que outrora pertencerá a sua família. Hammond passa praticamente metade de sua vida tentando comprá-lo de seus atuais proprietários que se recusam terminantemente a fazê-lo. A solução encontrada pelo cruel empresário é arruinar os tais proprietários num processo que acaba por arruiná-lo também.

 

 

Após  retratar as vidas do quarteto de espectros, Eisner fecha a história com chave de ouro, com um final em que todos os fantasmas precisam interagir, além de trazer um melancólico desfecho para o velho edifício.

 

“O Edifício” é um clássico dos HQs, uma história emocionante que deve ser lida por aqueles que amam viver em grandes metrópoles, por aqueles que se sentem nostálgicos diante de um velho prédio e, obviamente, por todos que realmente apreciam a nona arte.

Classificação:

Jorge Obelix. Ancião do grupo, com milhares de anos de idade. Fã da DC Comics e maior conhecedor de Crise nas Infinitas Terras e Era de Prata do Universo. Grande fã de Nicholas Cage que acha que um filme sem ele nem pode ser considerado filme. Fã de Jeff Goldblum também, e seu maior sonho é ver ambos (Cage e Goldblum) contracenando.

DC Comics

BATMAN : A GUERRA DE PIADAS E CHARADAS | Finalmente uma saga ao nível do morcego

#batman #thewarofjokesandriddles
#dccomics

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A guerra…e suas consequências.

Todo roteirista que assume o morcego tem seus esqueletos no armário pra exumar. Parece maldição em se tratando de Batman mas isso sempre  acontece. Chuck Dixon era fã do personagem Azrael, que é sua criação e quis que ele tomasse o capuz (A Queda do Morcego), Ed Brubaker queria mostrar o lado humano de Bruce Wayne e como ele resistiria a uma situação de extrema adversidade (Bruce Wayne : Condenado, uma história tão boa que inspirou até um filme do Nolan) e o escocês malucão Grant Morrison pôs o morcego pra brigar com o demônio (Dr. Hurt) e sua trupe em Batman R.I.P. (Batman: Descanse em Paz, depois de Silêncio de Jeph Loeb, a última grande história do cruzado encapuzado).

Todos bons roteiristas, mas faltava uma história que reinserisse Batman após a mudança de modo de ação e mostragem de Batman vs. Superman – A Origem da Justiça que traz um vigilante cansado, paranóico e de modos abusivos após muitos anos de guerra contra o crime. Para isso teríamos de ter um novo roteirista. Essa tarefa caiu nas mãos de Tom King (Grayson), um ex-soldado da guerra do Iraque que põe a sua visão da guerra como escritor (e que andava devendo, até chegar a Guerra como vocês vão ler). Segundo Tom King, Batman é nada mais, nada menos que um soldado. Um soldado em uma guerra que nunca terá fim, apesar de suas recompensas.

Um Coringa depressivo como nunca se viu antes.

E isso fica bem claro em A Guerra de Piadas e Charadas (revista Batman, aqui edições 25 a 32). Nessa saga o “novo“ morcego enfrenta um dos seus maiores desafios na vida. Bruce Wayne se vê em uma verdadeira guerra de facções entre o Coringa e o Charada (que sinceramente precisa ser melhor aproveitado nos filmes, desde Silêncio esse personagem em minha opinião assumiu o posto de vilão principal) que, como o Palhaço do Crime, tem demonstrado sua psicopatia a cada arco que aparece.

O motivo é bem a cara de Nigma. Após entrar em uma crise de depressão (acredite até os vilões tem isso), o Coringa perde a capacidade de rir e com isso se torna ainda mais sociopata e violento. Isso atrai a atenção do Charada, que se “compadece” com o parceiro de crime e por não chegarem a um acordo, o Charada pretende “recuperar o riso do colega”…com uma guerra. Isso simplesmente divide com algumas intrigas todos os habitantes ilustres do show de horrores que é Gotham City.

O Charada, mau, manipulador e vilanesco como nunca.

O cara da vez, é claro, é o Príncipe dos Enigmas. Tom King através da história de um certo Homem Pipa (que acaba por pagar um preço alto por entrar nesse jogo), demonstra o quanto ele pode ser perigoso, jogando pra todos os lados (como tinha feito em Silêncio), fazendo com que até o morcego seja obrigado (você leu bem, obrigado) a escolher um lado. Um morcego que se não fosse pela ajuda de Selina Kyle, estaria esgotado, é bom esclarecer. King usa sua experiência de guerra para transformar Batman em um soldado, e com isso discorre com temas sobre a agonia e o horror que a guerra causam. Só por isso já valeria a pena a leitura da saga. E o desenhista Mikel Janin entrega aqui um trabalho espetacular, com destaque às expressões dos personagens.

A Guerra de Piadas e Charadas  se equivale a Grayson, no qual finalmente Tom King deixa bem clara a sua passagem e como ela afetará a vida do morcego (até o relacionamento com Selina, apesar de piegas ao maior estilo Batfleck, acaba sendo justificado), deixando bem claro que a guerra deixa marcas que muitas vezes são impossíveis de ser apagadas e que levam a um final desconcertante. Um Batman digno de se ler, afinal em Rebirth.

Tudo isso pra fazer o colega…rir.

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DC Comics

DARK KNIGHTS RISING | DC Comics confirma a existência da Terra 53!

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Nos momentos finais da primeira edição da HQ Dark Knights Rising: The Wild Hunt, o multiverso da DC acabou ganhando mais uma nova expansão: a Terra 53.

Escrita por um time competente como Scott Snyder, Grant Morrison, James Tynion IV e Joshua Williamson, e contando com as artes de Howard Porter, Jorge Jiménez, Doug Mahnke, entre outros. A continuação da premissa de Dark Knights Metal acompanhará a história do Detetive Chimp, começando com os eventos que lhe deram maior inteligência e seguindo até hoje, onde ele começa a perder esse dom.

Entretanto, na página final da nova história ele obtém um enorme reforço vindo de um mundo povoado com seres muito parecidos com ele. Sim, a Terra 53 é o mundo… dos macacos!

Temos especificamente a aparição nas versões como macaco do Batman, Superman, Elektron e Aquaman. Esses seres revelam que em seu mundo eles são imortais e já resolveram este atual problema no ano de 2067. A dúvida que fica em relação a este novo mundo é que se ele é um espelho do cenário apresentado na clássica história do Planeta dos Macacos. Será que podemos esperar a revelação de que a Terra 53 era um lugar governado por humanos e os macacos assumiram mais tarde, ou se eles seguem o enredo tradicional no multiverso da DC como personagens alternativos dos clássicos super-heróis da editora.

(Foto: DC Entertainment - Dark Knights Rising: The Wild Hunt)

(Foto: DC Entertainment – Dark Knights Rising: The Wild Hunt)

Provavelmente iremos saber mais novidades deste novo mundo em novas edições. pois estes novos personagens parecem ter sido localizados pelo Flash, Ravena e Ciborgue, que estavam buscando pistas no multiverso para derrotarem os Dark Knights, uma equipe malvada de Batmens do Multiverso Dark.

Vale lembrar que no final dos 90 a DC Comics lançou um crossover intitulado JLApe: Gorilla Warfare, onde o vilão Gorila Grodd transformou os membros da Liga da Justiça em macacos. Pelo jeito, este novo mundo não tem nenhuma ligação com está antiga publicação, por mais que seja algo extremamente comum nas HQ’s os leitores se depararem com um universo espelho de macacos com roupas de heróis.

Está e outras novidades estarão disponíveis na edição Dark Knights Rising: The Wild Hunt # 1 que já esta à venda nos EUA, e também em Dark Nights: Metal # 6 que será lançada no dia 14 de março. 

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DC Comics

GOOD MORNING GOTHAM | Artista cria lindas imagens do amanhecer na cidade do “Morcego”

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Astor Alexander, um ilustrador americano, criou lindas imagens de alguns personagens do universo de Batman, logo pela manhã. Nas artes podemos ver Selina Kyle, Pamela Isley, Alfred Penniworth, Bárbara Gordon e a esfuziante Harley Quinn.

 

Confira na galeria abaixo:

ARLEQUINA

 

ALFRED & BÁRBARA

 

HERA VENENOSA

 

MULHER GATO

 

 

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