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DC Comics

LIGA DA JUSTIÇA SOMBRIA | O lado dark dos quadrinhos DC

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Olá Kellowgs. Hoje é dia de análise, e mais uma vez vou puxar da memória uma saga que passou batido. Engraçado que a DC quando criou a saga Novos 52 ela praticamente deu histórias para todas as suas equipes, e com o encerramento de muitos de seus selos (o selo Vertigo por exemplo), seus personagens “sombrios” e paranormais vieram para as revistas principais (claro quem ganhou com isso foram os leitores, que tiveram por exemplo a chance de ver Batman, Superman e Mulher Maravilha agindo com feras como o Questão, Espectro ou Vingador Fantasma, todos do lado dark da editora) e o resultado disso? Sagas e mais sagas de altíssimo respeito, mostrando o nível de quadrinhos jovem/adulto que a DC conseguiu.

A primeira tentativa

A grande verdade é que o calcanhar de Aquiles da Liga da Justiça, sempre foi o oculto. Bats treme diante da Hera Venenosa, veja lá lidar com a Morgana, ou vampiros, o Superman cai fácil com inimigos paranormais…o jeito era combater fogo contra fogo, utilizando os “heróis” que haviam a disposição. Com a bênção do morcego e da única maga da liga, foi dado um empurrão para a criação de um grupo que combatesse ameaças paranormais. Em qualquer lugar e com todo o poder necessário.

Shade justificando o “Sombria” da equipe

Roteirizada por Peter Milligan (Shade e X-Force) em 2011, o escritor teve a idéia genial de juntar alguns dos maiores paranormais da editora. Segue a escalação (um dream team realmente), a maga Zatanna Zatara (mestra da magia e feitiços invertidos), a vidente e feiticeira Madame Xanadu (além de exímia cartomante), o incrível Boston Brand, codinome Desafiador (quase um Dick Grayson do mundo dos mortos, com poderes de possessão), Shade, o Homem Mutável (detentor do colete Meta e dono de habilidades místicas, embora com uma mente muito zoada) e é claro….John fuckin Constantine, o maior trapaceiro e mago de todos os tempos.

Nunca duvide de John

Liga da Justiça Sombria foi dividida em 3 fases (todas de acordo com as fases dos Novos 52), a primeira com a baqueta de Peter, que com sua experiência nas publicações de Hellblazer (não confundam Constantine com Hellblazer) e conta o início da “equipe”, na sua perseguição a Magia, que havia enlouquecido, e trazido a Terra até um inferno místico com a divisão dos eus da bruxa, Xanadu mais uma vez sentindo o mal em suas previsões une a equipe que seria vital no desafio a seguir. Reunindo os membros (inclusive John que odeia o rótulo de herói e agir de maneira altruísta por necessidade), eles entram de cabeça na saga A Ascensão dos Vampiros, tendo que enfrentar nada menos que Caim, o primeiro vampiro.

Félix Fausto, um bom vilão

Com o fim do inferno criado pelos vampiros, a liga começa realmente. O relacionamento entre John e Zatanna se torna o pilar do grupo (e as encrencas e o estilo novela passa a lembrar os X-Men), a partir daí Jeff Lemire (muito melhor aqui do que nos mutantes) assumem a nova banda, que agora tem John no comando, Zatanna como segunda, Desafiador que sempre continua (e é um personagem bem querido, futuramente vou dedicar um post), e os novos Orquídea Negra (metamorfa criada por Neil Gaiman, entra a serviço da A.R.G.U.S.) e o vampiro Andrew Bennett (de Eu, Vampiro). O objetivo dessa vez é a Sala Negra, um mito criado pelo governo americano para guardar artefatos paranormais, claro que John ao ver uma foto do acervo mostrada pelo ex da Amazona ficou tentado e com isso reúne a equipe para uma missão na Floresta Amazônica para resgatar a mando da agência um mago ex-médico conhecido como Dr. Névoa das garras de Félix Fausto, bom vilão e velho conhecido de John. Só que nunca é o que parece, e depois de ter a base governamental atacada, tem que lidar com um antigo desafeto de John e Zatanna, o seu tutor e ex-parceiro Nick Necro. Que retorna do inferno pelos Livros da Magia e pela cabeça de Constantine e Zatanna.

Nick Necro, cuidado ao trair alguém

Na última fase o lendário roteirista J.M. de Matteis (Capitão América, Homem Aranha – A Última Caçada de Kraven) assume o time, dando maior importância ao lado surreal dos anti-heróis paranormais, pegando as baquetas depois de Guerra da Trindade (a disputa pela Caixa de Pandora, talvez a melhor saga de Novos 52) e começa a saga Mal Eterno, que bagunçou meio mundo de personagens DC e com a Liga Sombria não foi diferente, aqui as previsões apocalípticas de Xanadu se comprovam e Constantine ao lado de novos aliados como a Enfermeira dos Pesadelos e seu amigo/desafeto Alec Holland, o Monstro do Pântano, tentam a qualquer custo descobrir o que aconteceu com os outros membros da Liga, tendo que enfrentar o próprio Mal encarnado para isso. Isso fora seus antigos desafetos Nick Necro e Fausto que retornam para uma última batalha em Nanda Parbat, o antigo paraíso tibetano dos magos terrenos. Após os eventos de Mal Eterno, o grupo quebra no meio e Zatanna passa a liderar, tendo que lutar contra tudo e todos, em uma fase final que definirá o destino do planeta e da própria Liga.

Um herói real, que também cai de ressaca

Analisando toda a saga, tenho que reconhecer que apesar da fama, de Matteis perde um pouco da liga no fim (principalmente depois da saída de John do grupo, acompanhe as figuras para entender melhor), mas ele consegue dar um fechamento sincero ao quadrinho, e deixa aquele gosto de que a DC (que já realizou um filme em animação para o grupo) possa vir a recrutá-los no futuro, por que claramente as histórias são de muito potencial. Um pouco do estilo do selo Vertigo foi posto no arco, e mesmo Constantine tendo confirmado a condição de personagem dark mais querido da editora, fica aqui o convite para conhecer Zatanna, Brand, Andrew, Asa e Frank, além de Xanadu, que em nenhum momento apesar de haver um certo protagonismo, os outros passam batido. Uma boa oportunidade para conhecer um universo diferente dentro da DC sem dúvida.

Atuações reais fazem o arco

Apesar de ser meio novela, o enredo traz revelações

O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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