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Marvel Comics

A PODEROSA THOR | Renovando o mito para as novas gerações

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Nunca. Jamais. Chutem a “Casa das Ideias” como se eles fossem cachorro morto. A companhia de Stan Lee já muitas vezes revelou o seu talento para lidar com assuntos modernos. O próprio Lee sempre diz que a Marvel se baseia no “e se fosse” várias vezes. Os temas sempre puxam algo de real, universo fictício sempre foi a praia da DC. E toda vez (como em X-Men e suas sagas impactantes, ou o Homem Aranha com seus problemas com a humanidade) a Marvel ao misturar realidade e fantasia, dá show. Porém sempre uma regra era obedecida, isso nunca chegava ao Deus do Trovão (com exceção da saga da Yggdrasil desenhada pelo brazuca Mike Deodato), essa regra finalmente foi quebrada com A Poderosa Thor (The Mighty Thor, Marvel, 2017).

Dessa vez temos uma situação totalmente diferente. Como resultado de uma saga que realmente, marcou os personagens (Pecados Capitais, 2016), Thor se tornou indigno e perdeu o título de deus do trovão, perdendo com isso o Mjolnir (o que resultou em uma saga sensacional, O Indigno Thor, que também vale nota). Com isso, Asgard entrou em colapso, entrando com os dois pés na Guerra Civil II, dessa vez tendo como base os superseres. Enquanto o reino entrava no inferno, o Mjolnir escolheu uma nova hospedeira do poder divino.

A nova heroína em suas duas facetas

 

E é ai que entra a genialidade dessa saga. Ao trazer de volta um dos personagens mais queridos (e conhecidos atualmente principalmente pelos filmes) Jane Foster. Mas como a especialidade da editora, Jane atualmente está entre a vida e a morte, sendo consumida dia após dia por um câncer agressivo, mas que mantém os laços com Asgard, sendo chamada por Freyja, a Mãe de Todos, para assumir uma posição importante no reino como embaixadora (sim algo como a Princesa Amindala de Star Wars), mas na verdade o que acontece é que devido a um evento que ameaça a sua vida, Jane assume o martelo, se tornando a deusa do trovão.

Claro que isso não melhora as coisas, afinal o Pai de Todos não aceita a nova hospedeira (as leis de Asgard são bem machistas a respeito de deuses) e com isso a cidade mergulha em um conflito com muitas, muitas críticas a regimes ditatoriais. Os jovens Jason Aaron e Russell Dauterman (por incrível que pareça, do estúdio Ultimate) compõe e pincelam uma história trágica (afinal a morte de Jane é mais do que certa) mas com bom humor e excelentes interações (incluindo o fantástico Loki – Agente de Asgard, melhor quadrinho que li em anos).

Jane precisará de muito poder para deter uma guerra

 

Como tudo em uma guerra, o quadrinho desponta em ação. Com a guerra tomando conta da capital, os reinos entram em conflito, e com isso os vilões fazem fila para fazer da vida da nova Thor um inferno. Liderados por Malekith, o elfo negro, a guerra civil entre os planos pega fogo e Jane tem que enfrentar além de sua morte aparente, ainda o risco de morte pelo “serviço” de deusa do trovão. A dualidade é a marca da série que realmente mostra que a Marvel é antenada nas questões mundiais. Imagino o impacto dessa série nessas pobres pessoas, muitas vezes abandonadas nos hospitais, apenas esperando pela morte (e a série mostra isso).

Aliados improváveis e poderosos inimigos

 

Terminando a resenha de hoje, deixo aqui a minha recomendação como leitor de quadrinhos e ponho o meu carimbo e joinha na saga. Com certeza essa vale muito a pena esperar nas bancas (deve demorar um pouco pra chegar aqui) ou comprar encadernada, assim que o volume chegar nas livrarias.

Mesmo o câncer não pode impedir a hospedeira do poder de Thor

O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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