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THE GIFTED | Em apenas 3 episódios, série já diz à que veio

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Em primeiro lugar, obrigado. A matéria sobre Dead Space foi a mais lida na internet nesse fim de semana e foi a minha campeã, trazendo o jogo até para as gamenews mais importantes; esse êxito, galera, é de vocês. Mas a semana começou e, claro, temos que dar continuidade. Hoje trago um assunto diferente, mas nem por isso menos importante. A Marvel sempre, nas palavras de seu próprio mestre e mentor Stan Lee, teve um pé bem fixado no chão apesar de ser uma editora que lida com super heróis e fantasia, principalmente no que toca a questões políticas.

Quando se fala de crítica social, nenhuma equipe no planeta supera os X-Men. A base do discurso (que não é original) de pontos de vista diferentes sobre um mesmo problema, já está aí desde quando os negros começaram a lutar por seus direitos nos anos 60, a partir das ideias de Martin Luther King e Malcolm X. E sim, quando falamos em X-Men não dá pra não falar em minorias: nos pobres, nos imigrantes clandestinos, no controle governamental, nos diferentes pontos de vista, na questão LGBT (praticamente abraçaram o quadrinho) e outros temas sociais tão ou mais importantes.

O maior sucesso do ano, a série The Gifted (FOX, EUA/Canadá, 2017), lida com todos esses assuntos com a precisão de um bisturi cirúrgico, com um time de feras no roteiro poucas vezes visto (são eles: Bryan Singer, dos filmes dos X-Men; Simon Kinberg, o roteirista da atual fase dos mutantes no cinema; Jeph Loeb, criador de obras para o Batman que dispensam elogios, criador da série Heroes; Lauren Shulen Donner e Richard Donner, responsáveis pela produção de tudo relacionado aos mutantes e criadores do primeiro e saudoso Superman de 78 todos sobre a direção do jovem Matt Nix, prata da casa da FOX, entenderam o por que da série mesmo com todo o hype pesadão ser um sucesso?).

O enredo da série é simples, através da experiência da família Strucker, traz à tela com uma ação impressionante todas as complicações que podem ocorrer a uma família normal, quando se tem mutantes. A discriminação e a busca do governo, que por não compreender (e na verdade não saber o que fazer com eles) caça os jovens mutantes como criminosos federais, numa alusão muito forte ao problema das minorias e imigrantes ilegais.

The Gifted traz um elenco bem pensado de uma ponta a outra. Temos romance (o trágico envolvimento entre Marcus e Lorna, que é uma das chaves da série), descoberta dos poderes, tanto entre os filhos do casal Strucker, até os mutantes da Resistência, único grupo entre os mutantes e o governo, que se “degladiam” de forma épica. Aliás o trabalho feito pelo roteiro para demonstrar com cores acinzentadas os dois lados da balança é espetacular, fica difícil ver um lado como mal e o outro como o bem porque o roteiro deixa bem claro que existem vários lados e essa noção não existe.

Em suma, The Gifted é, sem dúvida, a melhor série dos últimos anos, é simples em sua proposta e traz para as telas tudo que um dia imaginamos ver em série quando vimos um filme dos X-Men. E sim, é brilhante apenas com três episódios (se continuar nessa pegada firme, é Emmy na certa), e vamos torcer que a FOX mantenha o hype lá no alto. Um preview exclusivo do episódio 4.

 

O lobo da noite. O nerd caçador. Sou criador de páginas, nativo da internet desde a chegada no nosso país, músico, escritor e as vezes até poeta. Jogador nato, criado nos games do Atari aos 4K atuais. Também sou fã de literatura, rpg e cyberpunk.

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