Connect with us

Análise

UNTIL DEAD | Análise da versão Beta do jogo de terror indie brasileiro!

Published

on

A indústria de jogos independentes está crescendo em ritmo acelerado em todo o mundo. Basta entrar nas plataformas online de jogos de PC, PlayStation, Xbox e dispositivos móveis para constatar isso: uma enxurrada de jogos indies, de qualidade cada vez maior, chega ao mercado a cada mês.

Durante a nossa visita a BGS 2017, foi notável testar vários jogos nacionais indies, entre eles foi Until Dead, game desenvolvido pela Monomyto Game Studio, que tem entre seus membros os campo-grandenses Rafael Costa e Elvis Martins, O game mistura estratégia com elementos de puzzle, onde você controla um detetive em meio a um apocalipse zumbi, dois temas bastante distintos, que dão bastante originalidade ao game.

Com estilo e visão única, Until Dead vem se destacando mundo afora!

A história se passa no ano de 2022, quando o mundo entra em um colapso instantâneo, acordando para uma nova realidade. Milhões de pessoas começaram a sofrer com um tipo de doença que as transformaram em uma espécie de zumbi. Entra em campo um detetive aventureiro e explorador, um dos poucos sobreviventes que ainda tem esperança de salvar o mundo desse cenário de caos.

A visão é em terceira pessoa e a jogabilidade possui uma mecânica “point-and-click”, que se baseia em turnos e lembra um pouco os jogos táticos XCOM. Until Dead inclusive ganhou o importante prêmio “Indie Prize – Best Mobile Game“, se tornando uma grande conquista para o estúdio e mercado nacional de games independentes.
 
Todo o desenvolvimento de arte e texturas foi criado de forma manual e estilizada para trazer uma identidade visual única ao jogo. Tudo acontece em meio a um clima “noir”, remetendo aos filmes clássicos de terror. Until Dead tem previsão de lançamento para janeiro de 2018 para dispositivos móveis (iOS e Android). Além das fases feitas pelos desenvolvedores, contará com um modo de criação completamente inovador para que a comunidade possa dar vida aos próprios desafios.
 

Vale lembrar que é um jogo gratuito com a presença de micro transações e nós do Nerdtrip testamos com exclusividade a nova versão da Beta do jogo que nesta sexta-feira (8/12), estará disponível para todos os usuários da plataforma Android. Para ter acesso ao link da Beta exclusiva lançada na Google Play Store, clique aqui.

Confira a nossa análise em vídeo da Beta exclusiva do jogo:

Nota para a versão Beta exclusiva do jogo: 4 / 5

Editor-Chefe do Nerdtrip e Professor de Biologia e Educação Física Escolar.
Amante de Animações, Seriados, Games, Ficção, Mundo Mágico, HQs e lunático pela 7º Arte.
Entendedor de Oscar e outras premiações frescurites que ninguém liga e repara nos filmes (aqueles detalhes bobos).
Ama a ‘Trindade’ que é conhecida nos 7 cantos do mundo e nas horas vagas escuta aquela música eletrônica para ficar na vibe ou curte também aquele bom e velho rock’n’roll.

Advertisement
Click to comment

Deixe uma resposta ...

Análise

THE WOLF AMONG US | As fábulas como você nunca viu

Published

on

“Eu pensei que todos devíamos ter um novo começo aqui. Não posso mudar o passado.
Você acha que meu trabalho é fácil? Você tenta evitar que um monte de fábulas se mate. Como você acha que tudo isso funciona? Ao ser grande e ser ruim”.

Bigby Wolf, xerife de Fabletown

 

Esse início já dá a letra. Sim é uma história policial, mas contada da maneira mais criativa possível. Baseada na obra da DC (pra variar) do selo Vertigo chamado Fables (Bill Willingham, Vertigo/DC, 2002-2015), nasceu um dos jogos mais interessantes dos últimos tempos. Com críticas para tudo o quanto é canto, todas retiradas da hq de Bill, The Wolf Among Us (Telltale Games, 2013) levou um universo muito próximo do real para a tela dos videogames da geração passada.

A cidade e seus segredos

A idéia é toda baseada no preceito do que o pra sempre não existe. Como na série de Bill, as fábulas tem que ser realocadas para uma cidade (algo muito parecido com a série Grimm e Once Upon a Time, que tem realmente mais semelhanças com o game) chamada Fabletown (ou Cidade das Fábulas se tivesse tradução) e a maneira como elas foram realocadas faz o game. Alguns tiveram sorte (como o casal Bela e Fera) e conseguiram levar uma grande parte de seu estilo para o território dos mundanos (que é como eles chamam os não-fábulas), mas a grande maioria não teve tal sorte. A miséria resume algumas vidas desses personagens que acabam por ter sérios problemas para se adaptar ao mundo real.

Para piorar ainda mais a situação, as fábulas são obrigadas a esconder sua natureza real através do Glamour, uma espécie de disfarce que faz com que elas sejam invisíveis aos olhos dos humanos normais, o disfarce é caro, e muitos personagens por não terem nenhuma ocupação acabam por ter de deixar a cidade, indo parar na Fazenda (The Farm), um local onde eles tem a liberdade de viver como no passado, mas que realmente acaba servindo como prisão. O enredo lembra também o jogo de rpg da White Wolf, Changeling, que tem o mesmo tema de seres feéricos.

Decisões que decidem o rumo da história

Como toda cidade, há de haver uma lei para esses insurgentes e seres feéricos arruaceiros. Essa lei se configura no xerife, Bigby Wolf (o Lobo Mau das histórias dos porquinhos), Bigby com o auxílio da Assistente do Prefeito Snow White (Branca de Neve), são o que de mais próximo existem de lei em Fabletown. O que já salta em The Wolf logo de cara, é que não há clichês. A vida de Bigby é vista pelo que é, ele é o Grande Lobo Mau e os habitantes não confiam nele, sendo que por ser a lei, por na reta do xerife pode ser muito perigoso. Uma relação que lembra jogos como a série Batman Arkham e Max Payne, por exemplo. Uma coisa legal de comentar é que essa é a visão que os policiais de verdade possuem. Arriscam o pescoço todos os dias por nossa segurança e pouco ou nada ganham em troca. É bom ressaltar isso.

Fables, um conto de fadas retorcido…e que deu origem ao game

Como sistema, Wolf traz o popular e aprovado sistema de Storytelling da Telltale já consagrado em jogos como o seu Batman, Life is Strange (da Sony) e The Walking Dead (que por pouco não levou o Game Awards) que se adapta bem a proposta de caminho proposto por escolhas. Escolhas que no game são muito, muito importantes. Decisões que afetam vida e morte, principalmente de personagens importantes e mudanças de comportamento nos personagens, que podem alterar até mesmo o fim do game.  Os personagens são muito bem construídos, com personalidades marcantes, tanto nos heróis quanto nos vilões (Bloody Mary me lembrou muito Vaas Montenegro de Far Cry 3) e mais uma vez a crítica social que toma a parte final do game e o julgamento final são muito bem vindas (o fato de não ter um final feliz surpreende), ao lidar de maneira pesada para um jogo que usa metáforas e fábulas, do problema das drogas, prostituição e seus chefões de maneira surreal, mas realista.

Vilões plausíveis e realistas

Enfim The Wolf Among Us é um clássico. Há pouco a se ressaltar no game como defeito, que realmente expõe um universo noir e realista sem filtros. Com certeza Bill, que auxiliou a Telltale no desenvolvimento do game, deve ter gostado do resultado. Há muitas especulações sobre um episódio 2 e digo de antemão que seria sim muito bem vindo. Principalmente se mostrar a Fazenda e o Poço das Bruxas, partes que no primeiro game não foram detalhadas.

Personagens com motivações

“Eles costumavam me chamar da Pequena Sereia … era uma vez.
[para o Crooked Man] Você nos escravizou por anos, deixe-nos ouvir histórias sobre o que você faria… nos disse que perderíamos tudo se nós pisássemos apenas um lado fora da linha! E não podíamos dizer uma palavra sobre isso por causa dessas malditas fitas! Mas você sabe o que? Agora é minha vez de conversar”.

Nerissa, A Pequena Sereia

 

Nota para o game: 4,5 / 5

The Wolf Among Us chega muito próximo da perfeição, porém deixa isso para um segundo episódio. Os temas reais merecem real atenção, e a crítica social feita em nome dos diferentes, temidos e outsiders também.

Continue Reading

Análise

MORTAL KOMBAT 9 | Reiniciar às vezes faz bem…

Published

on

Bom galera, vamos ao momento que talvez vocês estejam esperando. A análise de hoje. Semana passada eu resolvi trazer da tumba (embora o jogo ainda esteja vivo na memória de muitas pessoas, e obrigado galera como sempre por todos os comentários).

Hoje eu resolvi apelar, sim o que trago para a tela foi na minha sincera opinião o game que ressuscitou o gênero de luta 2d nos últimos anos. Pra começar a falar a respeito disso temos que voltar um pouco no tempo para entender como esse estilo se tornou um dos mais importantes dos games até hoje.

Em meio aos anos 80, a Capcom revolucionou o mundo dos jogos, para sempre. A idéia era simples e jogos de arcade como Kung Fu Master da Irem, já haviam tentado algo parecido (embora esse arcade tinha gráficos incríveis pra época, que mesmo com uma estética Atari conseguia trazer o realismo de um dojo de kung fu e foi o “pai espiritual” de jogos como Streets of Rage e Final Fight) mas Street Fighter, conseguiu com uma idéia simples (um cenário parado, e lutadores que se mexiam horizontalmente) aliados a uma boa história com personagens carismáticos (Ryu e Ken por exemplo criaram não somente um novo game, mas um estilo, que seria altamente reinventado nas 4 décadas seguintes.

Nesse meio tempo, os arcades estouraram, Street ganhou um 2 (o jogo 2d mais vendido da história) e outras empresas resolveram entrar no jogo. Como um certo John Carmack que revolucionou o mundo com um pc game chamado Doom, um cara chamado Ed Boon, achou que os jogos 2d eram carola demais (e eram mesmo!), tanto Street como Fatal Fury (The King of Fighters tava começando a dar as caras) falhavam em uma coisa: realismo. Afinal mesmo que fossem lutas de rua…eram LUTAS DE MORTE…e faltava realmente nesses jogos japoneses uma visão mais carniceira do que realmente seria uma luta de verdade. Trazendo um universo fantástico (a la filmes sessão da tarde anos 80 como A História sem Fim (Neverending Story) por incrível que pareça), lutadores baseados na realidade, com atributos adultos (até sexuais, principalmente as mulheres lutadoras, ao melhor estilo hiboriano de Conan) e violência as vezes realista, e muitas vezes explícita, Mortal Kombat (Midway, Arcade, Ed Boon/John Tobias, 1992) foi um soco na cara do politicamente correto dos jogos até então.

Verdadeiras lendas

Mortal Kombat conta a história de um torneio, que definirá a vida no nosso planeta. Ameaçados por um mundo conhecido como Outworld/Netherrealm (ou Exoterra, como queiram), os guerreiros da Terra e desse planeta de monstros e magia vem se enfrentando capitaneados pelo deus do trovão conhecido como Lord Rayden, há milênios (pra ser mais claro, um torneio a cada 500 anos), e no caso a Exoterra comandada pelo feiticeiro milenar Shang Tsung, teria que vencer 10 torneios contra os nossos campeões. Pra variar, eles venceram 9, ou seja os heróis seriam nossa única esperança.

Os personagens de MK são reais. E ai está toda a graça do game. Utilizando no lendário arcade de 1992, atores reais, causaram uma revolução na forma como era visto o 3d para os jogos. Temos de tudo, um artista marcial dos filmes (Van-Damme?) que precisava provar a si mesmo que não era uma fraude, um monge shaolin dono de uma herança milenar e que procura por seu amigo, uma policial durona e seu companheiro casca grossa que perseguiam um criminoso e traficante de drogas e armas e do outro lado, um ninja que domina as artes do frio intenso, um outro ninja amaldiçoado que parece ter vindo do inferno e outros que integram o exército do feiticeiro. MK foi sucesso instantâneo, atingindo sucesso de público e crítica, popularizando expressões como “Fatality!”, “Flawess Victory”  (e as célebres frases do imperador Shao Kahn, o vilão mais fodão e fanfarrão de todos os tempos como “It’s official! You suck!”, “You never will”, ou o clássico “You will die, mortal!”).

Cena comum. E no fundo o vilão mais fanfarrão de todos os tempos

Depois de 8 jogos (uma série longa sem dúvida), passando por Arcades, SNES/Mega, Dreamcast, PS e PS2, e uma cronologia já com vários furos (até o fim do mundo chegou a acontecer), era hora de um reboot. E agora dono de seu próprio estúdio a Netherealm Studios, Boon e sua galera nos trazem ao inicio de tudo para contar a história de como deu tudo errado. Rayden através de um amuleto que lhe mostra o tempo, consegue ver o futuro, e viu não somente a morte de todos os heróis, mas da própria Terra.

Paraimpedir o Armageddon, retorna ao nono Mortal Kombat (por isso é chamado de 9) onde heróis como Liu Kang, Sonya Blade, Jax, e Johnny Cage surgiram e vão passeando pela história de MK, do primeiro, o segundo até o terceiro, onde as coisas se resolvem e Shao Kahn resolve invadir nosso planeta.

Grande quantidade de personagens

Mortal Kombat recebeu críticas por ser “lento”, e não comparável a velocidade dos primeiros jogos da série (em especial os de SNES), mas combate isso com um jogo apesar de estilo arcade, complexo, com grande variedade de movimentos utilizando um 3d/2d e divertido. A história dessa vez é contada como um filme, o que influenciou um outro jogos do estúdio (o sensacional Injustice – Gods Among Us com os heróis e vilões da DC Comics), o que cai como uma luva nos carismáticos personagens do game.

Nãohá um personagem em MK9 que seja desbalanceado, o que faz com que as vitórias sempre sejam questão de habilidade e estratégia. Isso fora a grande quantidade de coisas a liberar, boa herança dos jogos 3d de PS2 como Deadly Alliance e Deception passando para o ótimo beat-em-up Shaolin Monks que conta a história pregressa de Liu Kang e Kung Lao.

A capa do game na versão 360

Em resumo, MK9 é um clássico. O final realmente impressiona (uma ótima história para um jogo 2d) e prepara você para a ótima continuação em Mortal Kombat X.

Os personagens mostram evolução e até relacionamentos adultos, sendo fiéis as suas consequências (como Rayden descobrindo os males de ser um deus por exemplo) e o game continua a ser uma legenda dos jogos de luta, tanto para jogar só ou com amigos, eu mesmo já jogo tem uns três anos e não consigo enjoar. E mesmo com a passagem do tempo, continua tão bom ou melhor.

Nota:

Mortal Kombat é um jogo surpreendente e oferece além de diversão, dificuldade.

Modernizou o estilo e trouxe para nossa época, um jogo que não somente era esperado, mas necessário.

 

Continue Reading

Análise

STREETS OF RAGE | Análise do Viajante!

Published

on

Toda sexta eu posto um jogo de terror mas dessa vez eu vou mudar um pouco o disco. Dizem que os jogos de videogame tiveram três grandes fases, a primeira, com os consoles Atari e similares, a segunda com a disputa entre duas empresas vindas do Japão, Nintendo e SEGA e a atual, com a Sony, Microsoft e a mesma Nintendo. Mas em termos de nostalgia, a briga dos consoles Super Nintendo (SNES) e Mega Drive (Genesis) sacudiu o mundo.

Dessa época, que chegou um pouco atrasada no Brasil, podemos destacar o início da briga já no Master System da Sega e no antigo Nintendinho 8 Bit (ou forninho, o famoso NES – Nintendo Entertainment System que chegou aqui depois do SNES ter chegado, pelas mãos da Gradiente). Desta era conhecemos também Super Mario, Mega Man, Metroid, Alex Kidd, Golden Axe e outros. Os tempos passaram e novos jogos eram necessários, nessa fase de pouca criatividade da Nintendo, a SEGA prosperou.

Após o bem sucedido Master, a SEGA começou a investir pesado em jogos, criando o seu equivalente a Mario (o porco espinho super rápido Sonic) e dando vida em 16 bit a suas maiores criações como o próprio Alex Kidd, Choplifter, After Burner, Golden Axe e uma nova franquia, semelhante a medieval mas com uma história urbana, perfeita para os novos tempos chamada Bare Knuckle – Ikari no Tekken (Streets of Rage, SEGA America, 1991).

O clássico beat em up

Streets veio com um enredo mais coeso e baseado em filmes policiais da época como Máquina Mortífera e Duro de Matar, fora isso uma trilha sonora matadora criada pelo genial Yuzo Koshiro, considerado uma lenda dos teclados e sintetizadores para games (suas trilhas misturavam guitarra, teclados com uma atmosfera próxima do techno da segunda metade dos anos 90) tudo isso faz de Streets um clássico que já atravessa décadas.

Apesar de todo o aparato tecnológico e cuidado com a produção do game, Streets of Rage é um jogo simples, beat-em-up clássico, de fases (sempre 8) no qual você literalmente abre caminho na porrada. Pra livrar a cidade de um sindicato do crime liderado por Mr. X (uma espécie de prequel de Geese Howard) os lutadores Adam Hunter, Axel Stone e Blaze Fielding com a ajuda da polícia (e de um personagem ilustre) vão enfrentando vários chefes que meio que brincam com o punk dos anos 80 e referências a filmes (como Conan, Rocky e outros).

Ainda hj um jogo perfeito

Para terminar, Streets meio que redefiniu e foi intensamente copiado nos anos 90, criando assim um estilo e mesmo hoje ainda encanta como muitas coisas que foram criadas na terra do sol nascente. Realmente um grande clássico que se tornou uma lenda.

Nota para o jogo: 5 / 5

Streets of Rage é um jogo único no gênero. Une o estilo policial da época, referências a filmes como The Warriors e Máquina Mortífera. Criou um estilo, que mesmo hoje os fãs ainda não esquecem.

Fan art do artista francês Julien Renoult

Continue Reading

Mais lidos da semana

Copyright © 2018 Nerdtrip. Theme by GNTK Inc., powered by Gancarteek. Todas as imagens de filmes, séries, games, quadrinhos e etc são marcas registradas dos seus respectivos proprietários.

%d blogueiros gostam disto: